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Caracterização de fatores moleculares implicados na patogenicidade de Phytophthora cinnamomi

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Resumo:Os Oomicetas estão entre os organismos que causam doenças graves nas plantas e importantes perdas económicas na agricultura. São um grupo diverso de organismos eucariotas que podem encontrar-se em muitos nichos ecológicos, incluindo saprófitas e parasitas de plantas e animais. Phytophthora cinnamomi é um Oomiceta, considerado um dos patogéneos mais difundidos e destrutivos do planeta. A sua presença geográfica é cosmopolita e a gama de hospedeiros é encarada como uma das maiores. Este patogéneo causa danos económicos enormes a importantes culturas a nível mundial, isto contribuiu para despertar a atenção da comunidade científica. É o agente causal da doença da “tinta” do castanheiro (Castanea sativa Miller). Em Portugal, o castanheiro ocupa sobretudo a parte mais montanhosa do interior Centro e Norte, sendo uma importante fonte de rendimento das populações. O castanheiro tem diferentes aplicações, para além da castanha e da madeira, possuí um papel importante na ecologia dos solos e na biodiversidade. Por isso, é importante conhecer os mecanismos moleculares (genes e proteínas) que estão na base do processo infeccioso de Castanea sativa por Phytophthora cinnamomi e a natureza da interação patogéneo-hospedeiro a fim de se poderem estabelecer estratégias de combate e controlo deste parasita. Com ferramentas de bioinformática, conseguimos identificar e caracterizar o gene Avr3a em sequências genómicas de P. cinnamomi, depositadas nas Databases. Este gene codifica uma proteína com 209 aa reconhecida no citoplasma do hospedeiro onde desencadeia morte celular. Neste trabalho também caraterizamos duas sequências no genoma de P. cinnamomi que codificam proteínas de 309 e 425 aa, com atividade lipásica e com localização extracelular, homólogas com proteínas de papel significativo na patogenicidade de fungos de diferentes espécies do género Phytophthora. A fim de compreender melhor o seu papel no mecanismo de patogenicidade, foram desenhadas cassetes de silenciamento por ARN de interferência para os genes que codificam estas proteínas.
Autores principais:Pereira, Nélia Armanda Faiões da Nova
Assunto:Castanheiro Phytophthora cinnamomi Doença da tinta Lipases Gene Avr3a ARN de interferência
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Os Oomicetas estão entre os organismos que causam doenças graves nas plantas e importantes perdas económicas na agricultura. São um grupo diverso de organismos eucariotas que podem encontrar-se em muitos nichos ecológicos, incluindo saprófitas e parasitas de plantas e animais. Phytophthora cinnamomi é um Oomiceta, considerado um dos patogéneos mais difundidos e destrutivos do planeta. A sua presença geográfica é cosmopolita e a gama de hospedeiros é encarada como uma das maiores. Este patogéneo causa danos económicos enormes a importantes culturas a nível mundial, isto contribuiu para despertar a atenção da comunidade científica. É o agente causal da doença da “tinta” do castanheiro (Castanea sativa Miller). Em Portugal, o castanheiro ocupa sobretudo a parte mais montanhosa do interior Centro e Norte, sendo uma importante fonte de rendimento das populações. O castanheiro tem diferentes aplicações, para além da castanha e da madeira, possuí um papel importante na ecologia dos solos e na biodiversidade. Por isso, é importante conhecer os mecanismos moleculares (genes e proteínas) que estão na base do processo infeccioso de Castanea sativa por Phytophthora cinnamomi e a natureza da interação patogéneo-hospedeiro a fim de se poderem estabelecer estratégias de combate e controlo deste parasita. Com ferramentas de bioinformática, conseguimos identificar e caracterizar o gene Avr3a em sequências genómicas de P. cinnamomi, depositadas nas Databases. Este gene codifica uma proteína com 209 aa reconhecida no citoplasma do hospedeiro onde desencadeia morte celular. Neste trabalho também caraterizamos duas sequências no genoma de P. cinnamomi que codificam proteínas de 309 e 425 aa, com atividade lipásica e com localização extracelular, homólogas com proteínas de papel significativo na patogenicidade de fungos de diferentes espécies do género Phytophthora. A fim de compreender melhor o seu papel no mecanismo de patogenicidade, foram desenhadas cassetes de silenciamento por ARN de interferência para os genes que codificam estas proteínas.