Publicação
Pão de abelha do Nordeste Transmontano: caracterização química, nutricional e actividade antioxidante
| Resumo: | O “pão de abelha” é um produto da colmeia com origem no pólen transportado pelas abelhas para o interior da colmeia, ao qual é adicionado mel e enzimas digestivas e posteriormente armazenado, nos favos, dando início a uma fermentação lática que lhe confere maior poder de conservação. É uma fonte de nutrientes para as abelhas, rica em proteínas, minerais, gorduras e outras substâncias fundamentais para o desenvolvimento da colonia. Uma das contribuições para o seu elevado valor nutritivo deve-se à presença de uma quantidade significativa de vitaminas e compostos fenólicos, que como antioxidantes naturais, são responsáveis por muitas das suas propriedades biológicas. As potencialidades da aplicação do “pão de abelha” como suplemento alimentar e como nutracêutico depende em grande parte da sua riqueza na composição química a qual varia diretamente com a flora da região e com a época de recolha por parte das abelhas. Neste trabalho estudaram-se 17 amostras de “pão de abelha” do Nordeste transmontano de Portugal, do concelho de Bragança e Vinhais, uma amostra de “pão de abelha” comercial e uma amostra de pólen proveniente também da mesma região, para posteriores comparações durante o estudo. O estudo incidiu na análise da composição polínica, dos parâmetros nutricionais, (nomeadamente a humidade, as cinzas, as gorduras, as proteínas, os açúcares redutores por HPLC), a presença de vitamina E, os teores totais de compostos fenólicos e flavonoides totais, e atividade antioxidante. A análise polínica das 17 amostras de “pão de abelha” mostrou a predominância dos pólenes da família Fabaceae com valores de abundância de 48%. Isto não se verifica para a amostra de “pão de abelha” comercial e para o pólen apícola uma vez que na sua composição, o pólen mais abundante é da família dos Mirtaceae, e das Cistaceas, respetivamente. A composição das amostras apresentou teores de humidade, cinzas, proteínas e gorduras, de 7-19%, 2-8%, 16-25% e 13-17% respetivamente. O “pão de abelha” é uma matriz rica em hidratos de carbono devido à entrada de mel na sua composição, o que se observou através da análise do perfil de açucares por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), onde foram detetados os monossacáridos frutose, glucose e esporadicamente arabinose. A composição em tocoferóis (vitamina E) foi avaliada pela aplicação de técnicas eletroquímicas, verificando-se que este produto apícola é também ele rico nos diversos isómeros, encontrando-se uma presença significativa de α-tocoferol, β-tocoferol, γ-tocoferol e δ-tocoferol. A análise do perfil químico das amostras de “pão de abelha” baseou-se nos teores de compostos fenólicos totais e flavonoides totais após um processo de extração. Os teores de compostos fenólicos totais, revelaram valores compreendidos entre 12 e 52 mg/g de “pão de abelha”. A presença de flavonoides totais foi também identificada através do doseamento de flavonas/flavonois e de flavanonas/di-hidroflavonois sendo este grupo bem mais significativo com valores que oscilaram de 8-25 mg/g de “pão de abelha”. A atividade antioxidante, avaliada através do poder redutor e pelo efeito bloqueador de radicais livres de DPPH mostrou-se elevada na maioria das amostras e sugere uma correlação com os teores em compostos fenólicos. Pelos resultados encontrados, o “pão de abelha” é um produto com elevadas potencialidades de uso como suplemento alimentar. |
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| Autores principais: | Tomás, Andreia |
| Assunto: | “Pão de abelha” Análise polínica Parâmetros nutricionais Conteúdo fenólico Atividade antioxidante |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O “pão de abelha” é um produto da colmeia com origem no pólen transportado pelas abelhas para o interior da colmeia, ao qual é adicionado mel e enzimas digestivas e posteriormente armazenado, nos favos, dando início a uma fermentação lática que lhe confere maior poder de conservação. É uma fonte de nutrientes para as abelhas, rica em proteínas, minerais, gorduras e outras substâncias fundamentais para o desenvolvimento da colonia. Uma das contribuições para o seu elevado valor nutritivo deve-se à presença de uma quantidade significativa de vitaminas e compostos fenólicos, que como antioxidantes naturais, são responsáveis por muitas das suas propriedades biológicas. As potencialidades da aplicação do “pão de abelha” como suplemento alimentar e como nutracêutico depende em grande parte da sua riqueza na composição química a qual varia diretamente com a flora da região e com a época de recolha por parte das abelhas. Neste trabalho estudaram-se 17 amostras de “pão de abelha” do Nordeste transmontano de Portugal, do concelho de Bragança e Vinhais, uma amostra de “pão de abelha” comercial e uma amostra de pólen proveniente também da mesma região, para posteriores comparações durante o estudo. O estudo incidiu na análise da composição polínica, dos parâmetros nutricionais, (nomeadamente a humidade, as cinzas, as gorduras, as proteínas, os açúcares redutores por HPLC), a presença de vitamina E, os teores totais de compostos fenólicos e flavonoides totais, e atividade antioxidante. A análise polínica das 17 amostras de “pão de abelha” mostrou a predominância dos pólenes da família Fabaceae com valores de abundância de 48%. Isto não se verifica para a amostra de “pão de abelha” comercial e para o pólen apícola uma vez que na sua composição, o pólen mais abundante é da família dos Mirtaceae, e das Cistaceas, respetivamente. A composição das amostras apresentou teores de humidade, cinzas, proteínas e gorduras, de 7-19%, 2-8%, 16-25% e 13-17% respetivamente. O “pão de abelha” é uma matriz rica em hidratos de carbono devido à entrada de mel na sua composição, o que se observou através da análise do perfil de açucares por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), onde foram detetados os monossacáridos frutose, glucose e esporadicamente arabinose. A composição em tocoferóis (vitamina E) foi avaliada pela aplicação de técnicas eletroquímicas, verificando-se que este produto apícola é também ele rico nos diversos isómeros, encontrando-se uma presença significativa de α-tocoferol, β-tocoferol, γ-tocoferol e δ-tocoferol. A análise do perfil químico das amostras de “pão de abelha” baseou-se nos teores de compostos fenólicos totais e flavonoides totais após um processo de extração. Os teores de compostos fenólicos totais, revelaram valores compreendidos entre 12 e 52 mg/g de “pão de abelha”. A presença de flavonoides totais foi também identificada através do doseamento de flavonas/flavonois e de flavanonas/di-hidroflavonois sendo este grupo bem mais significativo com valores que oscilaram de 8-25 mg/g de “pão de abelha”. A atividade antioxidante, avaliada através do poder redutor e pelo efeito bloqueador de radicais livres de DPPH mostrou-se elevada na maioria das amostras e sugere uma correlação com os teores em compostos fenólicos. Pelos resultados encontrados, o “pão de abelha” é um produto com elevadas potencialidades de uso como suplemento alimentar. |
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