Publicação
Barreiras de controle de erosão numa parcela em viticultura regenerativa: efeitos na conservação do solo e da água
| Resumo: | Este estudo teve como objetivo analisar a eficácia de barreiras de controle de erosão e os efeitos de práticas conservacionistas num sistema de viticultura regenerativa como uma estratégia para reduzir a perda de solo e melhorar as suas propriedades físicas e químicas. Foi estimada a perda de solo anual de acordo com a Equação Universal de Perda de Solo (USLE), recolhidos sedimentos em campo para determinar a taxa de exportação de partículas da parcela ao longo de um ano de estudo e avaliadas as propriedades físicas e químicas do solo e vegetação após o primeiro ano de aplicação de práticas conservacionistas. O solo foi classificado como franco-arenoso, com elevada pedregosidade e baixa erodibilidade, apresentando um fator K médio de 0,008 t ha⁻¹/(MJ ha⁻¹ mm⁻¹ h⁻¹). O fator C médio anual (0,104) indicou uma redução aproximada de 75% do avaliado em vinhas sob gestão convencional. As barreiras físicas e vegetais mostraram-se eficazes na redução do comprimento da encosta com potencial de geração de escoamentos erosivos, na dissipação da energia do escoamento superficial e na retenção de sedimentos. A cobertura herbácea apresentou significativa produção de biomassa e teores de matéria orgânica (0,84 g/g de matéria seca) que podem contribuir para o aumento do carbono ativo do solo. Os sarmentos (ramos eliminados através da poda), embora atualmente removido do sistema, revelaram elevado potencial de aporte de carbono estável ao solo, caso sejam reintegrados ao campo. Em conjunto, os resultados obtidos sugerem que o manejo regenerativo adotado apresenta potencial para promover melhorias físicas e químicas do solo e reduzir as perdas por erosão, evidenciando-se como uma abordagem promissora para a viticultura sustentável em regiões de encosta. |
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| Autores principais: | Marcelino, Brenda Bueno de Almeida |
| Assunto: | Erosão do solo USLE Viticultura regenerativa Vobertura vegetal Barreiras físicas Agricultura de conservação |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Este estudo teve como objetivo analisar a eficácia de barreiras de controle de erosão e os efeitos de práticas conservacionistas num sistema de viticultura regenerativa como uma estratégia para reduzir a perda de solo e melhorar as suas propriedades físicas e químicas. Foi estimada a perda de solo anual de acordo com a Equação Universal de Perda de Solo (USLE), recolhidos sedimentos em campo para determinar a taxa de exportação de partículas da parcela ao longo de um ano de estudo e avaliadas as propriedades físicas e químicas do solo e vegetação após o primeiro ano de aplicação de práticas conservacionistas. O solo foi classificado como franco-arenoso, com elevada pedregosidade e baixa erodibilidade, apresentando um fator K médio de 0,008 t ha⁻¹/(MJ ha⁻¹ mm⁻¹ h⁻¹). O fator C médio anual (0,104) indicou uma redução aproximada de 75% do avaliado em vinhas sob gestão convencional. As barreiras físicas e vegetais mostraram-se eficazes na redução do comprimento da encosta com potencial de geração de escoamentos erosivos, na dissipação da energia do escoamento superficial e na retenção de sedimentos. A cobertura herbácea apresentou significativa produção de biomassa e teores de matéria orgânica (0,84 g/g de matéria seca) que podem contribuir para o aumento do carbono ativo do solo. Os sarmentos (ramos eliminados através da poda), embora atualmente removido do sistema, revelaram elevado potencial de aporte de carbono estável ao solo, caso sejam reintegrados ao campo. Em conjunto, os resultados obtidos sugerem que o manejo regenerativo adotado apresenta potencial para promover melhorias físicas e químicas do solo e reduzir as perdas por erosão, evidenciando-se como uma abordagem promissora para a viticultura sustentável em regiões de encosta. |
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