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Crenças de legitimação da violência sexual: um estudo exploratório em estudantes de Educação Social

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Resumo:Seja qual for o comportamento sexualmente abusivo perpetrado contra a vontade ou o consentimento de outra pessoa adulta, esta forma de violência sexual (VS) representa uma grave violação dos direitos humanos. O presente estudo, cujo tema é “Crenças de legitimação da violência sexual: um estudo exploratório em estudantes de Educação Social”, tem como objetivos analisar a prevalência de comportamentos sexualmente abusivos vivenciados e perpetrados pelos estudantes; analisar o grau de tolerância/ legitimação da VS e a capacidade empática dos estudantes, em função do género, da idade, do ano de escolaridade, da perceção dos estudantes enquanto vítimas/agressores, da presença de indicadores de vitimização e de perpetração de VS e da familiaridade com vítimas de VS e, compreender a relação entre o grau de legitimação da VS e a capacidade empática dos estudantes. A investigação apoia-se num estudo descritivo, exploratório e transversal, de natureza quantitativa, tendo como participantes 151 estudantes, de ambos os géneros, a frequentarem a licenciatura em Educação Social na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança. Os dados foram recolhidos através de um inquérito por questionário constituído por quatro partes: dados sociodemográficos e formativos; indicadores de vitimização/perpetração de VS e familiaridade com uma vítima de VS; a versão portuguesa da Escala de Crenças sobre Violência Sexual (ECVS; Martins, Machado, Abrunhosa & Manita, 2012) e do Índice de Reatividade Interpesssoal (IRI; Limpo, Alves & Castro, 2010). Os principais resultados mostram que a maioria dos inquiridos não se percebe como vítima ou agressor de VS. De entre os indicadores de vitimização de VS mais comuns destacam-se o ser vítima de toques sexualmente indesejados. Também se constata, de um modo geral, a existência de uma capacidade empática relativamente elevada, sobretudo no género feminino e nos estudantes de 18 a 21 anos. Verifica-se ainda uma baixa tolerância/aceitação da VS, sobretudo, no género feminino, nos estudantes de 18 e os 21 anos e a frequentarem o segundo ano da licenciatura. Maiores níveis globais de empatia e de preocupação empática associam-se a uma menor tolerância/aceitação da VS. Os resultados obtidos são analisados em função do seu potencial para a formação dos Educadores Sociais.
Autores principais:Pires, Carla Patrícia
Assunto:Atitudes Crenças Violência sexual Estudantes do ensino superior Educação Social
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Seja qual for o comportamento sexualmente abusivo perpetrado contra a vontade ou o consentimento de outra pessoa adulta, esta forma de violência sexual (VS) representa uma grave violação dos direitos humanos. O presente estudo, cujo tema é “Crenças de legitimação da violência sexual: um estudo exploratório em estudantes de Educação Social”, tem como objetivos analisar a prevalência de comportamentos sexualmente abusivos vivenciados e perpetrados pelos estudantes; analisar o grau de tolerância/ legitimação da VS e a capacidade empática dos estudantes, em função do género, da idade, do ano de escolaridade, da perceção dos estudantes enquanto vítimas/agressores, da presença de indicadores de vitimização e de perpetração de VS e da familiaridade com vítimas de VS e, compreender a relação entre o grau de legitimação da VS e a capacidade empática dos estudantes. A investigação apoia-se num estudo descritivo, exploratório e transversal, de natureza quantitativa, tendo como participantes 151 estudantes, de ambos os géneros, a frequentarem a licenciatura em Educação Social na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança. Os dados foram recolhidos através de um inquérito por questionário constituído por quatro partes: dados sociodemográficos e formativos; indicadores de vitimização/perpetração de VS e familiaridade com uma vítima de VS; a versão portuguesa da Escala de Crenças sobre Violência Sexual (ECVS; Martins, Machado, Abrunhosa & Manita, 2012) e do Índice de Reatividade Interpesssoal (IRI; Limpo, Alves & Castro, 2010). Os principais resultados mostram que a maioria dos inquiridos não se percebe como vítima ou agressor de VS. De entre os indicadores de vitimização de VS mais comuns destacam-se o ser vítima de toques sexualmente indesejados. Também se constata, de um modo geral, a existência de uma capacidade empática relativamente elevada, sobretudo no género feminino e nos estudantes de 18 a 21 anos. Verifica-se ainda uma baixa tolerância/aceitação da VS, sobretudo, no género feminino, nos estudantes de 18 e os 21 anos e a frequentarem o segundo ano da licenciatura. Maiores níveis globais de empatia e de preocupação empática associam-se a uma menor tolerância/aceitação da VS. Os resultados obtidos são analisados em função do seu potencial para a formação dos Educadores Sociais.