Publicação
Fluxos de CO2 na interface relva/atmosfera num espaço verde da cidade de Bragança: influência das práticas de gestão
| Resumo: | O CO2 é o gás que mais contribui para o efeito de estufa (64%) e, globalmente, as cidades representam 75% das emissões de carbono. O potencial dos espaços verdes urbanos (EVU) como sumidouros de CO2 é influenciado pelo tipo de vegetação e práticas de gestão e manutenção [1]. O objetivo deste estudo é avaliar a capacidade como sumidouro de CO2 do relvado de um EVU (Piscinas Municipais) localizado em Bragança, Portugal, submetido a prática de gestão convencional, durante o período compreendido entre Fevereiro e Junho de 2021. Os fluxos de CO2 foram medidos em contínuo com recurso ao sistema LI-8100A da LI-COR Biosciences ®, envolvendo também a monitorização de parâmetros edafoclimáticos e vegetativos. O resultado obtido é marcado por uma diminuição das capacidades de absorção de CO2 pela superfície verde, devido ao corte frequente da relva como forma de manutenção do relvado, causando a redução da capacidade fotossintética. Observou-se a influência do clima e das práticas de manutenção nos parâmetros vegetativos e, consequentemente, nos fluxos de CO2 nesta tipologia de EVU. Em termos médios, a superfície comportou-se como fonte de CO2 durante o período de avaliação, com um fluxo líquido de emissão de aproximadamente 1,2 g C m-2d-1. Concluiu-se que do ponto de vista da mitigação de gases de efeito de estufa é preferível manter a superfície relvada ao solo nu, todavia deve ser ponderado o uso excessivo deste tipo de cobertura, sempre que possível, devendo-se instalar áreas de compensação arbustivas e arbóreas nas zonas mais afastadas da piscina onde esse tipo de cobertura verde não seja fundamental. |
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| Autores principais: | Silva, Alan Victor |
| Outros Autores: | Feliciano, Manuel; Patrício, Maria Sameiro |
| Assunto: | Dióxido de carbono Fluxo liquido de Carbono Espaços verdes urbanos Respiração do solo Relvado |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | póster em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O CO2 é o gás que mais contribui para o efeito de estufa (64%) e, globalmente, as cidades representam 75% das emissões de carbono. O potencial dos espaços verdes urbanos (EVU) como sumidouros de CO2 é influenciado pelo tipo de vegetação e práticas de gestão e manutenção [1]. O objetivo deste estudo é avaliar a capacidade como sumidouro de CO2 do relvado de um EVU (Piscinas Municipais) localizado em Bragança, Portugal, submetido a prática de gestão convencional, durante o período compreendido entre Fevereiro e Junho de 2021. Os fluxos de CO2 foram medidos em contínuo com recurso ao sistema LI-8100A da LI-COR Biosciences ®, envolvendo também a monitorização de parâmetros edafoclimáticos e vegetativos. O resultado obtido é marcado por uma diminuição das capacidades de absorção de CO2 pela superfície verde, devido ao corte frequente da relva como forma de manutenção do relvado, causando a redução da capacidade fotossintética. Observou-se a influência do clima e das práticas de manutenção nos parâmetros vegetativos e, consequentemente, nos fluxos de CO2 nesta tipologia de EVU. Em termos médios, a superfície comportou-se como fonte de CO2 durante o período de avaliação, com um fluxo líquido de emissão de aproximadamente 1,2 g C m-2d-1. Concluiu-se que do ponto de vista da mitigação de gases de efeito de estufa é preferível manter a superfície relvada ao solo nu, todavia deve ser ponderado o uso excessivo deste tipo de cobertura, sempre que possível, devendo-se instalar áreas de compensação arbustivas e arbóreas nas zonas mais afastadas da piscina onde esse tipo de cobertura verde não seja fundamental. |
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