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Susceptibilidade de Cydia splendana ao fungo entomopatogénico Beauveria bassiana

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Resumo:Os fungos entomopatogénicos têm-se revelado uma alternativa promissora aos produtos químicos usados na luta contra pragas. Apesar do grande esforço empreendido na sua utilização, o seu efeito num grande número de pragas é ainda desconhecida. O bichado da castanha, Cydia splendana L., é a principal praga do castanheiro no norte de Portugal, causando prejuízos consideráveis. A utilização de meios de luta químicos apresenta limitações devido, por um lado, ao número reduzido de substâncias homologadas, e por outro porque a utilização de pesticidas de síntese não se coaduna com o modo de produção sustentável em que os soutos são conduzidos na região. Adicionalmente os meios de luta culturais e biotécnicos têm-se revelado de difícil implementação e de eficácia reduzida. Com o presente trabalho pretendeu-se avaliar a susceptibilidade de C. splendana ao fungo entomopatogénico Beauveria bassiana. Testou-se o efeito de quatro isolados (A39GF09; A67GF09; LC39GF10 e PA95GF10) da colecção do IPB, obtidos de larvas do lepidóptero Prays oleae recolhidos na região de Trás-os- Montes. Para tal em laboratório, foram inoculadas larvas de C. splendana, pelo método de superfície, com seis concentrações de conídios (1 x 105; 1 x 106; 5 x 106; 1 x 107; 5 x 107; 1 x 108). Os quatro isolados de B. bassiana testados demonstraram capacidade para infectar as larvas de C. splendana. A mortalidade confirmada apresentou uma correlação linear positiva com a concentração de conídios, embora com diferenças entre isolados. O Tempo Letal médio (LT50) e a Concentração Letal média (LD50) foram também variáveis entre isolados. A LD50 variou entre < 1 x 105 (LC39GF10) e 2,13 x 105 (A67GF09), enquanto que LT50 variou entre < 5 e 10 dias. A acção dos isolados de B. bassiana testados sobre C. splendana, apesar da grande variabilidade observada, abre a possibilidade do seu uso na luta biológica contra esta praga do castanheiro.
Autores principais:Oliveira, Ivo
Outros Autores:Baptista, Paula; Lino-Neto, Teresa; Bento, Albino; Pereira, J.A.
Assunto:Cydia splendana Beauveria bassiana Luta biológica Variabilidade
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Os fungos entomopatogénicos têm-se revelado uma alternativa promissora aos produtos químicos usados na luta contra pragas. Apesar do grande esforço empreendido na sua utilização, o seu efeito num grande número de pragas é ainda desconhecida. O bichado da castanha, Cydia splendana L., é a principal praga do castanheiro no norte de Portugal, causando prejuízos consideráveis. A utilização de meios de luta químicos apresenta limitações devido, por um lado, ao número reduzido de substâncias homologadas, e por outro porque a utilização de pesticidas de síntese não se coaduna com o modo de produção sustentável em que os soutos são conduzidos na região. Adicionalmente os meios de luta culturais e biotécnicos têm-se revelado de difícil implementação e de eficácia reduzida. Com o presente trabalho pretendeu-se avaliar a susceptibilidade de C. splendana ao fungo entomopatogénico Beauveria bassiana. Testou-se o efeito de quatro isolados (A39GF09; A67GF09; LC39GF10 e PA95GF10) da colecção do IPB, obtidos de larvas do lepidóptero Prays oleae recolhidos na região de Trás-os- Montes. Para tal em laboratório, foram inoculadas larvas de C. splendana, pelo método de superfície, com seis concentrações de conídios (1 x 105; 1 x 106; 5 x 106; 1 x 107; 5 x 107; 1 x 108). Os quatro isolados de B. bassiana testados demonstraram capacidade para infectar as larvas de C. splendana. A mortalidade confirmada apresentou uma correlação linear positiva com a concentração de conídios, embora com diferenças entre isolados. O Tempo Letal médio (LT50) e a Concentração Letal média (LD50) foram também variáveis entre isolados. A LD50 variou entre < 1 x 105 (LC39GF10) e 2,13 x 105 (A67GF09), enquanto que LT50 variou entre < 5 e 10 dias. A acção dos isolados de B. bassiana testados sobre C. splendana, apesar da grande variabilidade observada, abre a possibilidade do seu uso na luta biológica contra esta praga do castanheiro.