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Avaliação da durabilidade das propriedades mecânicas e reação ao fogo dos painéis de derivados de madeira

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Resumo:A madeira e painéis de derivados de madeira tem sido fortemente utilizado na construção civil nos últimos anos, principalmente devido às políticas de sustentabilidade. Devido a isso, houve a necessidade de desenvolver normativas de segurança contra incêndio para produtos utilizados na construção civil fazendo com que as empresas desenvolvessem e aplicassem produtos retardantes de chamas nos seus materiais, com o intuito de diminuir a taxa de libertação de calor e o tempo de ignição da chama. Os produtos de madeira quando expostos às condições climáticas, tais como humidade, temperatura e radiação UV podem perder a sua durabilidade que acabam influenciando nas propriedades mecânicas e de reação ao fogo. Neste trabalho é apresentada uma avaliação do desempenho da durabilidade através de ciclos de envelhecimento artificial dos painéis derivados de madeira com e sem retardante de chama, com o objetivo de avaliar possíveis perdas nas propriedades mecânicas e reação ao fogo. Foram efetuados ciclos de envelhecimento artificial segundo a ETAG 028:2012, [1], com variações de humidade e temperatura durante 10 dias ininterruptos nos painéis de MDF com e sem retardante de chamas, PB com e sem retardante de chamas e OSB sem retardante de chamas. Após o envelhecimento, utilizou-se o teste de flexão em três pontos segundo a EN 310:1993, [2], com o objetivo de avaliar e comparar as propriedades mecânicas dos painéis antes e após o envelhecimento artificial, no que diz respeito à tensão máxima de flexão (MOR) e módulo de elasticidade (MOE). O estudo da reação ao fogo também foi realizado através do calorímetro de perda de massa utilizando a ISO 5660-1, [3], afim de avaliar se as propriedades de reação ao fogo foram mantidas ou alteradas após o envelhecimento dos painéis de acordo com a EN 16775:2017, [4]. Em termos de propriedades mecânicas, todos os painéis apresentaram perdas significativas nos valores de MOR e MOE com exceção do OSB que possuí uma resina de pMDI resistente à humidade. As reduções nas propriedades mecânicas foram menores para os painéis de MDF com retardante de chamas quando comparado ao MDF sem retardante de chama enquanto que o PB sem retardante de chama apresentou perdas menores do que em relação ao PB com retardante de chamas. Os painéis de MDF sem retardante de chama apresentaram perdas nas propriedades de reação ao fogo, libertando mais calor nas amostras após o envelhecimento, enquanto que no PB e OSB sem retardante de chama, as propriedades foram mantidas. Os painéis ignífugos de MDF e PB não perderam a durabilidade e continuaram na classe B de reação ao fogo.
Autores principais:Ferle, Lucas Coimbra
Assunto:Painéis de madeira Durabilidade Envelhecimento acelerado Resistências mecânica Reação ao fogo
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A madeira e painéis de derivados de madeira tem sido fortemente utilizado na construção civil nos últimos anos, principalmente devido às políticas de sustentabilidade. Devido a isso, houve a necessidade de desenvolver normativas de segurança contra incêndio para produtos utilizados na construção civil fazendo com que as empresas desenvolvessem e aplicassem produtos retardantes de chamas nos seus materiais, com o intuito de diminuir a taxa de libertação de calor e o tempo de ignição da chama. Os produtos de madeira quando expostos às condições climáticas, tais como humidade, temperatura e radiação UV podem perder a sua durabilidade que acabam influenciando nas propriedades mecânicas e de reação ao fogo. Neste trabalho é apresentada uma avaliação do desempenho da durabilidade através de ciclos de envelhecimento artificial dos painéis derivados de madeira com e sem retardante de chama, com o objetivo de avaliar possíveis perdas nas propriedades mecânicas e reação ao fogo. Foram efetuados ciclos de envelhecimento artificial segundo a ETAG 028:2012, [1], com variações de humidade e temperatura durante 10 dias ininterruptos nos painéis de MDF com e sem retardante de chamas, PB com e sem retardante de chamas e OSB sem retardante de chamas. Após o envelhecimento, utilizou-se o teste de flexão em três pontos segundo a EN 310:1993, [2], com o objetivo de avaliar e comparar as propriedades mecânicas dos painéis antes e após o envelhecimento artificial, no que diz respeito à tensão máxima de flexão (MOR) e módulo de elasticidade (MOE). O estudo da reação ao fogo também foi realizado através do calorímetro de perda de massa utilizando a ISO 5660-1, [3], afim de avaliar se as propriedades de reação ao fogo foram mantidas ou alteradas após o envelhecimento dos painéis de acordo com a EN 16775:2017, [4]. Em termos de propriedades mecânicas, todos os painéis apresentaram perdas significativas nos valores de MOR e MOE com exceção do OSB que possuí uma resina de pMDI resistente à humidade. As reduções nas propriedades mecânicas foram menores para os painéis de MDF com retardante de chamas quando comparado ao MDF sem retardante de chama enquanto que o PB sem retardante de chama apresentou perdas menores do que em relação ao PB com retardante de chamas. Os painéis de MDF sem retardante de chama apresentaram perdas nas propriedades de reação ao fogo, libertando mais calor nas amostras após o envelhecimento, enquanto que no PB e OSB sem retardante de chama, as propriedades foram mantidas. Os painéis ignífugos de MDF e PB não perderam a durabilidade e continuaram na classe B de reação ao fogo.