Publicação
A construção de postverbais em português
| Resumo: | A formação de postverbais no português é caracterizada tradicionalmente como decorrente de um processo subtractivo a que se chama “derivação regressiva”. Esta classificação é devida a uma visão concatenativa e superficial que confunde a base derivante com a forma citacional do verbo. Uma análise mais apurada permite esclarecer que a forma derivante dos postverbais é o radical do verbo a que se agrega um marcador de classe -o, -a ou -e (cap. 1). A existência de substantivos que partilham o mesmo radical com verbos e que exibem características formais semelhantes às dos postverbais, mas que o não são, conduz à necessidade de encontrar critérios que possibilitem a identificação destes últimos. Os critérios propostos baseiam-se na análise sincrónica das estruturas morfofonológicas, sintáctico-semânticas e semânticas dos substantivos em apreço, assim como na filtragem diacrónica que visa excluir possíveis pares substantivo/verbo não construídos no português. Sob um ponto de vista sincrónico, a identificação dos postverbais assenta na descrição das estruturas morfológica, semântica e sintáctica do verbo derivante e da sua comparação com os mesmos níveis estruturais do produto lexical e mais especificamente no facto de o derivado manifestar ou não herança das propriedades das estruturas eventiva e argumental do verbo, ainda que manifeste autonomia lexical relativamente à sua base (cap. 2 e 3). Finalmente, como o mesmo postverbal ostenta em texto significações várias, são analisados os critérios co-textuais que possibilitam uma interpretação mais fina da significação actualizada em determinado enunciado (cap. 4). |
|---|---|
| Autores principais: | Rodrigues, Alexandra Soares |
| Assunto: | Morfologia Formação de palavras Derivalão regressiva |
| Ano: | 2000 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A formação de postverbais no português é caracterizada tradicionalmente como decorrente de um processo subtractivo a que se chama “derivação regressiva”. Esta classificação é devida a uma visão concatenativa e superficial que confunde a base derivante com a forma citacional do verbo. Uma análise mais apurada permite esclarecer que a forma derivante dos postverbais é o radical do verbo a que se agrega um marcador de classe -o, -a ou -e (cap. 1). A existência de substantivos que partilham o mesmo radical com verbos e que exibem características formais semelhantes às dos postverbais, mas que o não são, conduz à necessidade de encontrar critérios que possibilitem a identificação destes últimos. Os critérios propostos baseiam-se na análise sincrónica das estruturas morfofonológicas, sintáctico-semânticas e semânticas dos substantivos em apreço, assim como na filtragem diacrónica que visa excluir possíveis pares substantivo/verbo não construídos no português. Sob um ponto de vista sincrónico, a identificação dos postverbais assenta na descrição das estruturas morfológica, semântica e sintáctica do verbo derivante e da sua comparação com os mesmos níveis estruturais do produto lexical e mais especificamente no facto de o derivado manifestar ou não herança das propriedades das estruturas eventiva e argumental do verbo, ainda que manifeste autonomia lexical relativamente à sua base (cap. 2 e 3). Finalmente, como o mesmo postverbal ostenta em texto significações várias, são analisados os critérios co-textuais que possibilitam uma interpretação mais fina da significação actualizada em determinado enunciado (cap. 4). |
|---|