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Estudo do desempenho de caldas de injeção. Influência do plastificante

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Resumo:Uma das principais técnicas utilizadas para o reforço de alvenarias de pedra é a injeção de caldas fluidas no interior destas estruturas, preenchendo toda a rede de vazios, e assim, reestabelecendo a consolidação da estrutura. Há inúmeras possibilidades de composição de caldas, utilizando cal, cimento e pozolanas, por exemplo, ou ainda utilizando caldas comerciais disponíveis no mercado. Ressalta-se a importância de conhecer todas as características da calda, uma vez que esta deve ser compatível com o material da alvenaria a ser reabilitada, evitando o surgimento de novas patologias. No caso particular de utilização de caldas elaboradas “in-situ” e formuladas previamente em laboratório, a adição de um aditivo plastificante é inevitável e pode gerar uma composição com um bom comportamento. Neste estudo, se utilizou uma composição base encontrada na literatura, composta por cal hidráulica e cimento Portland branco e que demonstrou bom comportamento com a adição de um determinado plastificante. Os plastificantes são aditivos utilizados para aumentar a fluidez da calda sem aumentar a adição de água. Há plastificantes com diferentes bases químicas, como: éteres policarboxílicos, este mais comum, naftaleno, melamina, lignossulfonato, entre outros. Sabendo disso, o presente estudo tem como objetivo analisar o comportamento da calda base alternando apenas o tipo de plastificante, sendo dois da primeira geração, um da segunda geração e três da terceira geração, resultando em seis caldas diferentes. Em laboratório, foram testadas as características reológicas, físicas e mecânicas das seis caldas bem como suas interações com o granito, rocha bastante comum em edificações antigas portuguesas. Os testes aplicados neste trabalho incluem a verificação do tempo de escoamento em Cone de Marsh, ensaios de resistência à flexão, compressão e tração, além de injeções em cilindros preenchidos por granito. Os resultados demonstram a superioridade do policarboxilato durante o ensaio de fluidez, injetabilidade e resistência à flexão, contudo, esta superioridade não fica nos resultados de resistência à compressão, aderência ao suporte de granito e resistência à compressão do cilindro composto por calda e granito.
Autores principais:Brendler, Isabele Catori
Assunto:Caldas de injeção Plastificante Cal hidráulica Granito Alvenaria de pedra
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Uma das principais técnicas utilizadas para o reforço de alvenarias de pedra é a injeção de caldas fluidas no interior destas estruturas, preenchendo toda a rede de vazios, e assim, reestabelecendo a consolidação da estrutura. Há inúmeras possibilidades de composição de caldas, utilizando cal, cimento e pozolanas, por exemplo, ou ainda utilizando caldas comerciais disponíveis no mercado. Ressalta-se a importância de conhecer todas as características da calda, uma vez que esta deve ser compatível com o material da alvenaria a ser reabilitada, evitando o surgimento de novas patologias. No caso particular de utilização de caldas elaboradas “in-situ” e formuladas previamente em laboratório, a adição de um aditivo plastificante é inevitável e pode gerar uma composição com um bom comportamento. Neste estudo, se utilizou uma composição base encontrada na literatura, composta por cal hidráulica e cimento Portland branco e que demonstrou bom comportamento com a adição de um determinado plastificante. Os plastificantes são aditivos utilizados para aumentar a fluidez da calda sem aumentar a adição de água. Há plastificantes com diferentes bases químicas, como: éteres policarboxílicos, este mais comum, naftaleno, melamina, lignossulfonato, entre outros. Sabendo disso, o presente estudo tem como objetivo analisar o comportamento da calda base alternando apenas o tipo de plastificante, sendo dois da primeira geração, um da segunda geração e três da terceira geração, resultando em seis caldas diferentes. Em laboratório, foram testadas as características reológicas, físicas e mecânicas das seis caldas bem como suas interações com o granito, rocha bastante comum em edificações antigas portuguesas. Os testes aplicados neste trabalho incluem a verificação do tempo de escoamento em Cone de Marsh, ensaios de resistência à flexão, compressão e tração, além de injeções em cilindros preenchidos por granito. Os resultados demonstram a superioridade do policarboxilato durante o ensaio de fluidez, injetabilidade e resistência à flexão, contudo, esta superioridade não fica nos resultados de resistência à compressão, aderência ao suporte de granito e resistência à compressão do cilindro composto por calda e granito.