Publicação
Efeitos de curto prazo da aplicação de corretivos orgânicos em solos florestais
| Resumo: | Em consequência das mudanças climáticas e da degradação dos solos, durante a COP21 foi assinado o Acordo de Paris, em 2015, constituindo acordo juridicamente vinculante. Durante a COP21 foi lançada a iniciativa 4 por 1000, que visa aumentar o teor atual de carbono do solo em 0,4% por ano, através do uso de práticas sustentáveis de gestão do solo. Deste modo, o presente estudo tem por objetivo avaliar o efeito da aplicação de diferentes corretivos orgânicos, na superfície de solos florestais, nas propriedades físicas e químicas do solo como formas alternativas de gestão direcionadas à Iniciativa 4 por 1000. A área experimental localiza-se em Algoso, Vimioso, em área da Rede Natura 2000, onde foram instalados, no dia 13/10, sete tratamentos: (1) RV5 - aplicação de 5 Mg ha-1 de Resíduos Verdes (estilha de matos mediterrâneos); (2) RV10 - aplicação de 10 Mg ha-1 de Resíduos Verdes (estilha de matos mediterrâneos); (3) CE5 - aplicação de 5 Mg ha-1 de Composto Estabilizado (produzido numa estação de compostagem localizada no local); (4) CE10 - aplicação de 10 Mg ha-1 de Composto Estabilizado (produzido numa estação de compostagem localizada no local); (5) EB5 - aplicação de 5 Mg ha-1 de Estrume de Burro; (6) EB10 - aplicação de 10 Mg ha-1 de Estrume de Burro e, (7) C – Controlo. Dois meses e nove dias após a instalação dos tratamentos, foram colhidas amostras de solo perturbadas para propriedades químicas solo nas profundidades 0-5 cm, 5-10 cm e 10-20 cm para os teores de carbono e azoto em laboratório e não perturbadas para determinação de propriedades físicas do solo na profundidade 0-5 cm (permeabilidade, densidade, porosidade, capacidade de campo, capacidade máxima para a água). Os resultados mostram aumento de 6% e 7% na porosidade total nos tratamentos EB5 e CE10, respetivamente. Houve também aumento de 6% na microporosidade nos tratamentos CE10 e EB5. Na estabilidade dos agregados do solo nos tratamentos RV5, RV10 e EB10, apesar de não diferirem do solo original, foram superiores aos demais tratamentos aplicados. Já as propriedades químicas não apresentaram diferenças estatísticas entre tratamentos na camada 0-5 cm, apenas na camada 10-20 cm, porém, isto pode ser um efeito do próprio solo, por causa do curto prazo de ação dos corretivos no solo. Contudo, esta avaliação de curto prazo ainda não é suficiente para definir qual o melhor corretivo orgânico e qual a melhor gestão deste no solo, sendo necessário avançar com o estudo do impacto dos corretivos orgânicos na dinâmica temporal do carbono no solo e nas propriedades físico-químicas do solo. |
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| Autores principais: | Mossio, Lucca Silveira Mousinho |
| Assunto: | Propriedades do solo Matéria orgânica Carbono Acordo de Paris |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Em consequência das mudanças climáticas e da degradação dos solos, durante a COP21 foi assinado o Acordo de Paris, em 2015, constituindo acordo juridicamente vinculante. Durante a COP21 foi lançada a iniciativa 4 por 1000, que visa aumentar o teor atual de carbono do solo em 0,4% por ano, através do uso de práticas sustentáveis de gestão do solo. Deste modo, o presente estudo tem por objetivo avaliar o efeito da aplicação de diferentes corretivos orgânicos, na superfície de solos florestais, nas propriedades físicas e químicas do solo como formas alternativas de gestão direcionadas à Iniciativa 4 por 1000. A área experimental localiza-se em Algoso, Vimioso, em área da Rede Natura 2000, onde foram instalados, no dia 13/10, sete tratamentos: (1) RV5 - aplicação de 5 Mg ha-1 de Resíduos Verdes (estilha de matos mediterrâneos); (2) RV10 - aplicação de 10 Mg ha-1 de Resíduos Verdes (estilha de matos mediterrâneos); (3) CE5 - aplicação de 5 Mg ha-1 de Composto Estabilizado (produzido numa estação de compostagem localizada no local); (4) CE10 - aplicação de 10 Mg ha-1 de Composto Estabilizado (produzido numa estação de compostagem localizada no local); (5) EB5 - aplicação de 5 Mg ha-1 de Estrume de Burro; (6) EB10 - aplicação de 10 Mg ha-1 de Estrume de Burro e, (7) C – Controlo. Dois meses e nove dias após a instalação dos tratamentos, foram colhidas amostras de solo perturbadas para propriedades químicas solo nas profundidades 0-5 cm, 5-10 cm e 10-20 cm para os teores de carbono e azoto em laboratório e não perturbadas para determinação de propriedades físicas do solo na profundidade 0-5 cm (permeabilidade, densidade, porosidade, capacidade de campo, capacidade máxima para a água). Os resultados mostram aumento de 6% e 7% na porosidade total nos tratamentos EB5 e CE10, respetivamente. Houve também aumento de 6% na microporosidade nos tratamentos CE10 e EB5. Na estabilidade dos agregados do solo nos tratamentos RV5, RV10 e EB10, apesar de não diferirem do solo original, foram superiores aos demais tratamentos aplicados. Já as propriedades químicas não apresentaram diferenças estatísticas entre tratamentos na camada 0-5 cm, apenas na camada 10-20 cm, porém, isto pode ser um efeito do próprio solo, por causa do curto prazo de ação dos corretivos no solo. Contudo, esta avaliação de curto prazo ainda não é suficiente para definir qual o melhor corretivo orgânico e qual a melhor gestão deste no solo, sendo necessário avançar com o estudo do impacto dos corretivos orgânicos na dinâmica temporal do carbono no solo e nas propriedades físico-químicas do solo. |
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