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Negligência Visuo-espacial após Acidente Vascular Cerebral e suas consequências no autocuidado: Scoping Review - compreensão à luz da Enfermagem de Reabilitação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Aproximadamente um terço de todos os doentes com Acidente Vascular Cerebral (AVC) desenvolve negligência visuo-espacial, um sintoma debilitante associado a um mau resultado funcional. A natureza heterogénea e multissensorial dos sintomas torna-o difícil de diagnosticar e tratar. Por isso, métodos eficazes de rastreio e intervenção ao nível da Enfermagem de Reabilitação são cruciais. Objetivo: Mapear evidências científicas que permitam identificar as intervenções de enfermagem no impacto da negligência visuo-espacial nas atividades da vida diária/autocuidados da pessoa após AVC. Métodos: Esta scoping review seguiu a estratégia PCC (Participantes: Pessoa após AVC com negligência visuo-espacial; Conceito: Intervenções de enfermagem nas atividades da vida diária/autocuidados; Contexto: hospitalar. Seguiu também as recomendações Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) para Scoping Review (PRISMA-ScR) do JBI, com pesquisa em bases de dados PubMed, CHINAL Complete, Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) e Web of Science, sem limite temporal. Resultados: As principais abordagens de intervenção são o treino funcional, a estimulação sensorial, o treino de estratégias e repetição de tarefas. Conclusões: Os resultados encontrados indicam a importância da elaboração de planos de intervenção que promovam a reabilitação da negligência visuo-espacial dos sobreviventes de AVC, potenciando a sua independência na realização das atividades da vida diária/autocuidados. As pessoas sobreviventes de AVC apresentam, por norma, negligência visuo-espacial com limitações severas e duradouras na sua independência funcional. A reabilitação destas pessoas deve centrar-se em aprender uma estratégia de ativação do membro superior contralateral à lesão e tarefas de reabilitação percetiva (tarefas de papel e caneta, leitura e cópia). Existem novas abordagens e métodos terapêuticos, como os métodos de realidade virtual. Portanto, a abordagem de reabilitação implica, preferencialmente, programas multidisciplinares, com destaque para o Enfermeiro Especialista de Reabilitação.
Autores principais:Amaro, André Filipe Pais
Assunto:Acidente Vascular Cerebral Negligência visuo-espacial Autocuidado Cuidados de enfermagem
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Aproximadamente um terço de todos os doentes com Acidente Vascular Cerebral (AVC) desenvolve negligência visuo-espacial, um sintoma debilitante associado a um mau resultado funcional. A natureza heterogénea e multissensorial dos sintomas torna-o difícil de diagnosticar e tratar. Por isso, métodos eficazes de rastreio e intervenção ao nível da Enfermagem de Reabilitação são cruciais. Objetivo: Mapear evidências científicas que permitam identificar as intervenções de enfermagem no impacto da negligência visuo-espacial nas atividades da vida diária/autocuidados da pessoa após AVC. Métodos: Esta scoping review seguiu a estratégia PCC (Participantes: Pessoa após AVC com negligência visuo-espacial; Conceito: Intervenções de enfermagem nas atividades da vida diária/autocuidados; Contexto: hospitalar. Seguiu também as recomendações Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) para Scoping Review (PRISMA-ScR) do JBI, com pesquisa em bases de dados PubMed, CHINAL Complete, Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) e Web of Science, sem limite temporal. Resultados: As principais abordagens de intervenção são o treino funcional, a estimulação sensorial, o treino de estratégias e repetição de tarefas. Conclusões: Os resultados encontrados indicam a importância da elaboração de planos de intervenção que promovam a reabilitação da negligência visuo-espacial dos sobreviventes de AVC, potenciando a sua independência na realização das atividades da vida diária/autocuidados. As pessoas sobreviventes de AVC apresentam, por norma, negligência visuo-espacial com limitações severas e duradouras na sua independência funcional. A reabilitação destas pessoas deve centrar-se em aprender uma estratégia de ativação do membro superior contralateral à lesão e tarefas de reabilitação percetiva (tarefas de papel e caneta, leitura e cópia). Existem novas abordagens e métodos terapêuticos, como os métodos de realidade virtual. Portanto, a abordagem de reabilitação implica, preferencialmente, programas multidisciplinares, com destaque para o Enfermeiro Especialista de Reabilitação.