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Aptidão física, Risco de quedas e Independência funcional em Idosos Institucionalizados: Avaliação e Contributos para o Envelhecimento Ativo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O envelhecimento populacional é uma tendência global com impacto significativo nos sistemas de saúde, particularmente nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI). Este fenómeno está frequentemente associado a um declínio progressivo da aptidão física, comprometendo a funcionalidade, com efeitos negativos na qualidade de vida. A avaliação atempada e a intervenção em Enfermagem de Reabilitação assumem um papel central na promoção do envelhecimento ativo e saudável. Para tal, a implementação de programas de exercício físico multicompetente revela-se essencial para a manutenção e promoção da segurança e independência funcional em idosos. Objetivo: Avaliar a aptidão física, o risco de queda e o nível de independência de idosos institucionalizados numa ERPI, com o objetivo de promover o envelhecimento ativo, à luz dos princípios da Enfermagem de Reabilitação. Metodologia: Estudo descritivo-correlacional, de natureza transversal, numa amostra de 11 idosos institucionalizados. Através de um questionário de caracterização sociodemográfica e clínica, e a aplicação de provas físicas: Senior Fitness Test, dinamometria, e instrumentos validados: Escala de Quedas de Morse (EQM) e Índice de Barthel (IB). Para a análise dos dados, recorreu-se ao teste t para amostras emparelhadas e ao coeficiente de correlação de Spearman. Resultados: Verificou-se um comprometimento global nos parâmetros de aptidão física. Obteve-se uma pontuação média de 38,18% na EQM, 18,2% dos participantes com alto risco de queda. Ainda, 36,4% apresentaram dependência moderada e 27,3% dependência ligeira. O Up and Go correlacionou-se negativamente com a distância percorrida no TM6m (r=-0,688; p=0,019) e com a força de preensão manual (FPM) (r=-0,718; p=0,013). Observou-se correlação positiva entre o TM6m e o IB (r=905; p=0,000); e TM6m com idade (r= -0,702; p=0,016), com a força (r=0,642; p=0,033); com o historial de quedas (r=-0,660; p=0,027) e EQM (r=-0,785; p= 0,004). Conclusão: Determinou-se correlações significativas entre a aptidão física, o risco de queda e a independência funcional, com os programas de treino multicompetente, a serem considerados fundamentais na otimização das variáveis em estudo.
Autores principais:Lucas, Jaime José Daniel Fernandes
Assunto:Aptidão física Idoso Institucionalização Estado funcional
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O envelhecimento populacional é uma tendência global com impacto significativo nos sistemas de saúde, particularmente nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI). Este fenómeno está frequentemente associado a um declínio progressivo da aptidão física, comprometendo a funcionalidade, com efeitos negativos na qualidade de vida. A avaliação atempada e a intervenção em Enfermagem de Reabilitação assumem um papel central na promoção do envelhecimento ativo e saudável. Para tal, a implementação de programas de exercício físico multicompetente revela-se essencial para a manutenção e promoção da segurança e independência funcional em idosos. Objetivo: Avaliar a aptidão física, o risco de queda e o nível de independência de idosos institucionalizados numa ERPI, com o objetivo de promover o envelhecimento ativo, à luz dos princípios da Enfermagem de Reabilitação. Metodologia: Estudo descritivo-correlacional, de natureza transversal, numa amostra de 11 idosos institucionalizados. Através de um questionário de caracterização sociodemográfica e clínica, e a aplicação de provas físicas: Senior Fitness Test, dinamometria, e instrumentos validados: Escala de Quedas de Morse (EQM) e Índice de Barthel (IB). Para a análise dos dados, recorreu-se ao teste t para amostras emparelhadas e ao coeficiente de correlação de Spearman. Resultados: Verificou-se um comprometimento global nos parâmetros de aptidão física. Obteve-se uma pontuação média de 38,18% na EQM, 18,2% dos participantes com alto risco de queda. Ainda, 36,4% apresentaram dependência moderada e 27,3% dependência ligeira. O Up and Go correlacionou-se negativamente com a distância percorrida no TM6m (r=-0,688; p=0,019) e com a força de preensão manual (FPM) (r=-0,718; p=0,013). Observou-se correlação positiva entre o TM6m e o IB (r=905; p=0,000); e TM6m com idade (r= -0,702; p=0,016), com a força (r=0,642; p=0,033); com o historial de quedas (r=-0,660; p=0,027) e EQM (r=-0,785; p= 0,004). Conclusão: Determinou-se correlações significativas entre a aptidão física, o risco de queda e a independência funcional, com os programas de treino multicompetente, a serem considerados fundamentais na otimização das variáveis em estudo.