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Avaliação da bioatividade de quatro lenhinas técnicas: Alcell, Indulin-AT, Sarkanda e Curan 27-11P

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Ao longo dos últimos anos tem-se observado um interesse crescente pelo estudo de compostos naturais devido ao seu elevado potencial do ponto de vista medicinal. A seguir à celulose, a lenhina é o composto mais abundante na biosfera. É biosintetizada através do processo de lenhificação, iniciado pelos álcoois p-coumarílico, coniferílico e sinapílico, que originam unidades de fenilpropano (p-hidroxifenilo, guaiacilo e seringilo). Neste trabalho, avaliou-se o potencial antioxidante e antitumoral de quatro lenhinas técnicas de origens diferentes (Indulin-AT, Curan-27-11P, Sarkanda e Alcell). As propriedades antioxidantes foram determinadas por ensaios in vitro (atividade captadora de radicais livres, poder redutor e inibição da peroxidação lipídica). O potencial citotóxico foi avaliado em linhas celulares tumorais humanas nomeadamente, MCF-7 (carcinoma de mama), NCI-H460 (carcinoma pulmão), HCT-15 (carcinoma de cólon), HeLa (carcinoma cervical) e HepG2 (carcinoma hepatocelular); e em culturas primárias de células de fígado de porco (PLP2) pelo método da sulforrodamina B (SRB). Todas as amostras mostraram possuir propriedades bioativas, com maior destaque para a Alcell que demonstrou ter maior potencial antioxidante e antitumoral. Os resultados obtidos foram correlacionados com características estruturais e químicas das lenhinas estudadas. Com base nos dados obtidos pode concluir-se que as lenhinas ricas em unidades fenólicas de siringilo e pobres em p-hidroxifenilo demonstraram maior atividade antitumoral in vitro.
Autores principais:Marques, Azucena
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Ao longo dos últimos anos tem-se observado um interesse crescente pelo estudo de compostos naturais devido ao seu elevado potencial do ponto de vista medicinal. A seguir à celulose, a lenhina é o composto mais abundante na biosfera. É biosintetizada através do processo de lenhificação, iniciado pelos álcoois p-coumarílico, coniferílico e sinapílico, que originam unidades de fenilpropano (p-hidroxifenilo, guaiacilo e seringilo). Neste trabalho, avaliou-se o potencial antioxidante e antitumoral de quatro lenhinas técnicas de origens diferentes (Indulin-AT, Curan-27-11P, Sarkanda e Alcell). As propriedades antioxidantes foram determinadas por ensaios in vitro (atividade captadora de radicais livres, poder redutor e inibição da peroxidação lipídica). O potencial citotóxico foi avaliado em linhas celulares tumorais humanas nomeadamente, MCF-7 (carcinoma de mama), NCI-H460 (carcinoma pulmão), HCT-15 (carcinoma de cólon), HeLa (carcinoma cervical) e HepG2 (carcinoma hepatocelular); e em culturas primárias de células de fígado de porco (PLP2) pelo método da sulforrodamina B (SRB). Todas as amostras mostraram possuir propriedades bioativas, com maior destaque para a Alcell que demonstrou ter maior potencial antioxidante e antitumoral. Os resultados obtidos foram correlacionados com características estruturais e químicas das lenhinas estudadas. Com base nos dados obtidos pode concluir-se que as lenhinas ricas em unidades fenólicas de siringilo e pobres em p-hidroxifenilo demonstraram maior atividade antitumoral in vitro.