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Validação concorrente de um questionário de atividade física com acelerometria e pedometria

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Resumo:Introdução: O número de instrumentos utilizados para a avaliação da atividade física (AF) é vasto na literatura, o que pode resultar em algumas dificuldades para o investigador escolher o método mais apropriado. Os métodos de avaliação podem ser categorizados como diretos (como o acelerómetro e pedómetro) ou indiretos (como é o caso dos questionários), e a validade dos instrumentos é considerado o atributo mais importante para a sua aplicação. Objetivo: Testar a validade concorrente de um questionário de avaliação da AF com acelerometria e pedometria. Métodos: A amostra foi constituída por 50 sujeitos, avaliados em 2011 (avaliação basal – 1º momento), aos quais foi aplicado um questionário para avaliação da atividade física e à utilização de um acelerómetro no decorrer de 4 dias consecutivos, por forma a avaliar o seu dispêndio energético habitual. No ano de 2013 (2º momento de avaliação) 30 dos sujeitos foram reavaliados, segundo os mesmos procedimentos, substituindo-se a utilização do acelerómetro pelo pedómetro no decorrer de 7 dias consecutivos. Com o dispêndio energético obtido através dos dois métodos objetivos (acelerómetro e pedómetro) e do questionário (como método indireto), correlacionaram-se os seus valores e testou-se a validade do questionário em questão. Para comparação das médias entre os métodos foi utilizado o teste t student e para testar as correlações aplicou-se a correlação de Sperman. Resultados: O gasto energético (kcal) estimado por acelerómetro foi ligeiramente superior ao estimado pelo auto relato (2505,0 kcal vs. 2320,9 kcal, respetivamente), não havendo diferenças estatisticamente significativas. Entre os dois métodos aplicados na avaliação basal (acelerómetro vs. questionário), observou-se uma correlação elevada (0,8). A energia estimada pelo pedómetro foi também ligeiramente superior à estimada pelo questionário (2495,1 kcal vs. 2478,5kcal respetivamente), não se verificando diferenças estatisticamente significativas entre ambos os métodos (p=0,504). No entanto, o valor de correlação (pedómetro vs. questionário) revelou-se mais baixo (0,4) do que entre os métodos anteriormente referidos. Conclusão: O auto relato é um bom indicador do dispêndio energético habitual, quando comparado com métodos de avaliação direta, como o acelerómetro e o pedómetro. As correlações elevadas encontradas são um bom indicador para utilização do questionário de AF a nível populacional.
Autores principais:Mendes, Carla
Assunto:Atividade física Auto relato Acelerómetro Pedómetro Kcal Validação
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Introdução: O número de instrumentos utilizados para a avaliação da atividade física (AF) é vasto na literatura, o que pode resultar em algumas dificuldades para o investigador escolher o método mais apropriado. Os métodos de avaliação podem ser categorizados como diretos (como o acelerómetro e pedómetro) ou indiretos (como é o caso dos questionários), e a validade dos instrumentos é considerado o atributo mais importante para a sua aplicação. Objetivo: Testar a validade concorrente de um questionário de avaliação da AF com acelerometria e pedometria. Métodos: A amostra foi constituída por 50 sujeitos, avaliados em 2011 (avaliação basal – 1º momento), aos quais foi aplicado um questionário para avaliação da atividade física e à utilização de um acelerómetro no decorrer de 4 dias consecutivos, por forma a avaliar o seu dispêndio energético habitual. No ano de 2013 (2º momento de avaliação) 30 dos sujeitos foram reavaliados, segundo os mesmos procedimentos, substituindo-se a utilização do acelerómetro pelo pedómetro no decorrer de 7 dias consecutivos. Com o dispêndio energético obtido através dos dois métodos objetivos (acelerómetro e pedómetro) e do questionário (como método indireto), correlacionaram-se os seus valores e testou-se a validade do questionário em questão. Para comparação das médias entre os métodos foi utilizado o teste t student e para testar as correlações aplicou-se a correlação de Sperman. Resultados: O gasto energético (kcal) estimado por acelerómetro foi ligeiramente superior ao estimado pelo auto relato (2505,0 kcal vs. 2320,9 kcal, respetivamente), não havendo diferenças estatisticamente significativas. Entre os dois métodos aplicados na avaliação basal (acelerómetro vs. questionário), observou-se uma correlação elevada (0,8). A energia estimada pelo pedómetro foi também ligeiramente superior à estimada pelo questionário (2495,1 kcal vs. 2478,5kcal respetivamente), não se verificando diferenças estatisticamente significativas entre ambos os métodos (p=0,504). No entanto, o valor de correlação (pedómetro vs. questionário) revelou-se mais baixo (0,4) do que entre os métodos anteriormente referidos. Conclusão: O auto relato é um bom indicador do dispêndio energético habitual, quando comparado com métodos de avaliação direta, como o acelerómetro e o pedómetro. As correlações elevadas encontradas são um bom indicador para utilização do questionário de AF a nível populacional.