Publicação

Perceção dos netos adultos sobre o seu relacionamento com avós com demência

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo quantitativo e exploratório pretende analisar a perceção dos netos adultos (N=97) sobre o relacionamento com avós com demência, nas fases leves ou moderada, através de um questionário. Exploram-se os contactos, a satisfação com a relação, o impacto do diagnóstico, os apoios prestados e o papel dos progenitores. Os resultados revelam que uma minoria coabita com os avós com demência, com quem estabelecem contactos de frequência semanal, seguindo-se o diário ou mensal. Os netos avaliam os apoios emocional e instrumental prestados, respetivamente, como forte/muito forte e fraco/muito fraco. De salientar que são os netos com o ensino secundário os que conferem mais apoio instrumental. A maioria avalia ainda o relacionamento com os avós, antes e após o diagnóstico, como agradável ou muito agradável, destacando também que a relação não se modificou com o aparecimento da demência. Finalmente, valorizam o papel dos pais, enquanto mediadores deste relacionamento intergeracional. Este estudo lança luz sobre a relação pouco estudada entre netos e avós com demência, fornecendo alguns insights sobre o ensino do cuidado, com implicações para a intervenção socioeducativa dos educadores sociais.
Autores principais:Prada, Ana Raquel Russo
Outros Autores:Novo, Rosa; Sampaio, Helena; Lopes, Lúcia; Alves, Patrícia
Assunto:Netos adultos Demência Relacionamento intergeracional Educação Social
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Este estudo quantitativo e exploratório pretende analisar a perceção dos netos adultos (N=97) sobre o relacionamento com avós com demência, nas fases leves ou moderada, através de um questionário. Exploram-se os contactos, a satisfação com a relação, o impacto do diagnóstico, os apoios prestados e o papel dos progenitores. Os resultados revelam que uma minoria coabita com os avós com demência, com quem estabelecem contactos de frequência semanal, seguindo-se o diário ou mensal. Os netos avaliam os apoios emocional e instrumental prestados, respetivamente, como forte/muito forte e fraco/muito fraco. De salientar que são os netos com o ensino secundário os que conferem mais apoio instrumental. A maioria avalia ainda o relacionamento com os avós, antes e após o diagnóstico, como agradável ou muito agradável, destacando também que a relação não se modificou com o aparecimento da demência. Finalmente, valorizam o papel dos pais, enquanto mediadores deste relacionamento intergeracional. Este estudo lança luz sobre a relação pouco estudada entre netos e avós com demência, fornecendo alguns insights sobre o ensino do cuidado, com implicações para a intervenção socioeducativa dos educadores sociais.