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Comunicação de más notícias em contexto de urgência e medicina intensiva: dificuldades e estratégias

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório de estágio clínico surgiu no âmbito do 1º Curso de Mestrado de Enfermagem Médico- cirúrgica na área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica. Este está organizado em duas partes. A primeira parte, tem como objetivo o aprimoramento das competências gerais e específicas relacionadas com a Enfermagem Médico-Cirúrgica na área da de pessoa em situação crítica. Na segunda parte expõe-se um trabalho de investigação desenvolvido no âmbito de comunicação de más notícias à pessoa em situação crítica/família, com o objetivo de conhecer a perceção dos enfermeiros e médicos quanto ao processo de comunicação de más notícias à pessoa em situação crítica e sua família, em contexto de Urgência/Medicina Intensiva. A comunicação de más notícias é um componente essencial da prática clínica que pode causar um impacto significativo no bem-estar emocional dos doentes e suas famílias, e em ambientes de serviços de urgência e cuidados intensivos, onde as decisões carecem de ser tomadas rapidamente, a comunicação de más notícias pode ser especialmente difícil. Foi realizado um estudo descritivo e transversal de cariz quantitativo, com a aplicação de um questionário a médicos e enfermeiros que exercem funções nos serviços de urgência e cuidados intensivos, de uma Unidade Local de Saúde da região Norte de Portugal. A amostra foi composta por 67 profissionais que concordaram em participar no estudo de forma voluntária, utilizando um método de amostragem não probabilística por conveniência, em que a maioria da amostra pertence ao sexo feminino, com uma idade média de 42,28 anos e maioritariamente constituído por casados. Metade da amostra relatou ter recebido formação específica durante sua formação académica. Lidar com as emoções do doente e ser honesto sem o privar da esperança, são as principais dificuldades. Em relação às estratégias de transmissão de más notícias, com maior frequência média procura usar uma linguagem clara e acessível, de forma a evitar o uso de termos técnicos, para que o doente entenda as más notícias. Além disso, há uma disponibilidade para dar resposta a todas as perguntas e clarificar incertezas, permitindo que o doente ou familiar tenha tempo para processar todas as informações transmitidas. O estágio clínico permitiu o desenvolvimento de competências para a prestação de cuidados à pessoa em situação critica. As competências da transmissão de más notícias são uma componente fundamental na prestação do cuidar aos doentes em situações críticas. Durante este percurso, houve a possibilidade de cuidar deste doente e familiares, durante o processo de doença, com foco na oferta de cuidados de uma enfermagem especializada, centralizados nas carências do doente crítico e da sua família.
Autores principais:Diz, Patrícia Vilela
Assunto:Comunicação em saúde Notícias Enfermagem Médico-Cirúrgica Cuidados críticos Família Doente
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O presente relatório de estágio clínico surgiu no âmbito do 1º Curso de Mestrado de Enfermagem Médico- cirúrgica na área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica. Este está organizado em duas partes. A primeira parte, tem como objetivo o aprimoramento das competências gerais e específicas relacionadas com a Enfermagem Médico-Cirúrgica na área da de pessoa em situação crítica. Na segunda parte expõe-se um trabalho de investigação desenvolvido no âmbito de comunicação de más notícias à pessoa em situação crítica/família, com o objetivo de conhecer a perceção dos enfermeiros e médicos quanto ao processo de comunicação de más notícias à pessoa em situação crítica e sua família, em contexto de Urgência/Medicina Intensiva. A comunicação de más notícias é um componente essencial da prática clínica que pode causar um impacto significativo no bem-estar emocional dos doentes e suas famílias, e em ambientes de serviços de urgência e cuidados intensivos, onde as decisões carecem de ser tomadas rapidamente, a comunicação de más notícias pode ser especialmente difícil. Foi realizado um estudo descritivo e transversal de cariz quantitativo, com a aplicação de um questionário a médicos e enfermeiros que exercem funções nos serviços de urgência e cuidados intensivos, de uma Unidade Local de Saúde da região Norte de Portugal. A amostra foi composta por 67 profissionais que concordaram em participar no estudo de forma voluntária, utilizando um método de amostragem não probabilística por conveniência, em que a maioria da amostra pertence ao sexo feminino, com uma idade média de 42,28 anos e maioritariamente constituído por casados. Metade da amostra relatou ter recebido formação específica durante sua formação académica. Lidar com as emoções do doente e ser honesto sem o privar da esperança, são as principais dificuldades. Em relação às estratégias de transmissão de más notícias, com maior frequência média procura usar uma linguagem clara e acessível, de forma a evitar o uso de termos técnicos, para que o doente entenda as más notícias. Além disso, há uma disponibilidade para dar resposta a todas as perguntas e clarificar incertezas, permitindo que o doente ou familiar tenha tempo para processar todas as informações transmitidas. O estágio clínico permitiu o desenvolvimento de competências para a prestação de cuidados à pessoa em situação critica. As competências da transmissão de más notícias são uma componente fundamental na prestação do cuidar aos doentes em situações críticas. Durante este percurso, houve a possibilidade de cuidar deste doente e familiares, durante o processo de doença, com foco na oferta de cuidados de uma enfermagem especializada, centralizados nas carências do doente crítico e da sua família.