Publicação
Prática de ensino supervisionada em Educação Pré-Escolar e ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico
| Resumo: | O presente relatório foi realizado no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada (PES) para a obtenção do grau de mestre em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico. A PES foi desenvolvida em dois contextos distintos. No caso da Educação Pré-Escolar com um grupo de crianças de 4 anos e no 1.º Ciclo de Ensino Básico com um grupo de crianças de 6, 7 e 8 anos, a frequentarem o 2.º ano de escolaridade. Do ponto de vista metodológico, a investigação insere-se numa metodologia de investigação-ação, onde se valorizou a ação educativa e investigativa, procurando algumas respostas para as questões que iam emergindo da nossa prática profissional. Assim, em contexto de Prática de Ensino Supervisionada, pretendeu-se melhorar a intervenção pedagógica e compreender quais as atividades que tinham mais impacto no desenvolvimento afetivo das crianças. Neste sentido, propusemo-nos a dar resposta(s) à seguinte questão: Que envolvimento revelam as crianças, face às atividades que realizam no jardim de infância/na escola e quais as que têm mais impacto no seu desenvolvimento afetivo, tendo em conta que os educadores/professores promovem atividades de iniciativa da criança e de iniciativa do adulto? Na sequência desta questão estipulamos como objetivos: (i) Compreender o papel das atividades de iniciativa da criança para o desenvolvimento afetivo da criança, em contexto de Educação Pré-escolar e em contexto do 1.º Ciclo do Ensino Básico; e, (ii) Compreender o papel das atividades de iniciativa do adulto para o desenvolvimento afetivo da criança, em contexto de Educação Pré-escolar e em contexto do 1.º Ciclo do Ensino Básico. A investigação incidiu sobre o envolvimento de dois grupos de crianças nas atividades de iniciativa da criança e nas atividades de iniciativa do adulto e, para tal, recorremos à escala de envolvimento da criança, proposta por Laevers (1994) como instrumento de recolha de dados. Um dos desafios que se nos impôs foi o de propiciar experiências de aprendizagem em que se verificasse um elevado nível de envolvimento, numa perspetiva de complementaridade entre atividades de iniciativa da criança e de iniciativa do adulto. As observações efetuadas permitiram verificar que as crianças tinham um elevado nível de envolvimento em atividades de iniciativa da criança, evidenciavam elevados índices de bem-estar na sua concretização e desenvolviam competências sociais. As atividades de iniciativa do adulto contribuíram igualmente para as suas aprendizagens, ainda que a abordagem fosse mais formal e estruturada. Os resultados do estudo apontam ainda no sentido de considerarmos que as crianças que mais se envolviam nas atividades tendiam a obter melhores resultados e evocavam, com mais regularidade, aprendizagens anteriores. |
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| Autores principais: | Diegues, Catarina Isabel Figueiredo |
| Assunto: | Atividades de iniciativa da criança Atividades de iniciativa do adulto Envolvimento Prática de ensino supervisionada |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O presente relatório foi realizado no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada (PES) para a obtenção do grau de mestre em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico. A PES foi desenvolvida em dois contextos distintos. No caso da Educação Pré-Escolar com um grupo de crianças de 4 anos e no 1.º Ciclo de Ensino Básico com um grupo de crianças de 6, 7 e 8 anos, a frequentarem o 2.º ano de escolaridade. Do ponto de vista metodológico, a investigação insere-se numa metodologia de investigação-ação, onde se valorizou a ação educativa e investigativa, procurando algumas respostas para as questões que iam emergindo da nossa prática profissional. Assim, em contexto de Prática de Ensino Supervisionada, pretendeu-se melhorar a intervenção pedagógica e compreender quais as atividades que tinham mais impacto no desenvolvimento afetivo das crianças. Neste sentido, propusemo-nos a dar resposta(s) à seguinte questão: Que envolvimento revelam as crianças, face às atividades que realizam no jardim de infância/na escola e quais as que têm mais impacto no seu desenvolvimento afetivo, tendo em conta que os educadores/professores promovem atividades de iniciativa da criança e de iniciativa do adulto? Na sequência desta questão estipulamos como objetivos: (i) Compreender o papel das atividades de iniciativa da criança para o desenvolvimento afetivo da criança, em contexto de Educação Pré-escolar e em contexto do 1.º Ciclo do Ensino Básico; e, (ii) Compreender o papel das atividades de iniciativa do adulto para o desenvolvimento afetivo da criança, em contexto de Educação Pré-escolar e em contexto do 1.º Ciclo do Ensino Básico. A investigação incidiu sobre o envolvimento de dois grupos de crianças nas atividades de iniciativa da criança e nas atividades de iniciativa do adulto e, para tal, recorremos à escala de envolvimento da criança, proposta por Laevers (1994) como instrumento de recolha de dados. Um dos desafios que se nos impôs foi o de propiciar experiências de aprendizagem em que se verificasse um elevado nível de envolvimento, numa perspetiva de complementaridade entre atividades de iniciativa da criança e de iniciativa do adulto. As observações efetuadas permitiram verificar que as crianças tinham um elevado nível de envolvimento em atividades de iniciativa da criança, evidenciavam elevados índices de bem-estar na sua concretização e desenvolviam competências sociais. As atividades de iniciativa do adulto contribuíram igualmente para as suas aprendizagens, ainda que a abordagem fosse mais formal e estruturada. Os resultados do estudo apontam ainda no sentido de considerarmos que as crianças que mais se envolviam nas atividades tendiam a obter melhores resultados e evocavam, com mais regularidade, aprendizagens anteriores. |
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