Publicação
Projeto MITE- Varroa e vírus transmitidos: MonItorização de muTações e dEsenvolvimento de ferramentas moleculares inovadoras
| Resumo: | O ácaro ectoparasita varroa (Varroa destructor), que causa a doença varroose, e alguns dos vírus transmitidos, como o vírus das asas deformadas (Deformed wing vírus – DWV), são apontados como umas das mais importantes ameaças para a abelha melífera a nível global. O controle mais eficaz da varroa envolve o uso de acaricidas, sintéticos ou orgânicos. No entanto, o uso intensivo dos acaricidas sintéticos tem levado ao desenvolvimento de resistência da varroa ao tratamento em muitas regiões do mundo, o que tem causada uma maior perda de colónias. A base molecular de alguns dos mecanismos de resistência da varroa às moléculas sintéticas mais usadas (os piretroides formamidinas) foi descrita recentemente. Esta informação, quando associada a testes genéticos de fácil implementação, permite a monitorização das populações de varroa o que poderá ajudar na luta integrada contra a varroose. Ao contrário do que acontece com a varroa, para os vírus não há nenhum tratamento disponível. Em Portugal continental, não é conhecida a distribuição e prevalência dos vírus mais importantes das abelhas. No entanto, compreender a distribuição e disseminação das doenças é essencial ao desenvolvimento de estratégias adequadas ao seu controlo e contenção. Genericamente, neste projeto pretende-se verificar se existem em Portugal populações de varroa portadoras dos alelos que conferem resistência aos piretróides e ao amitraz, e em caso afirmativo estudar a sua distribuição geográfica. Pretende-se também modernizar o setor apícola ao desenvolver-se ferramentas moleculares inovadoras que possam ser facilmente usadas na luta integrada contra a varroose e concomitantemente na deteção dos vírus associados, como o DWV. |
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| Autores principais: | Henriques, Dora |
| Outros Autores: | Yadró Garcia, Carlos A.; Lopes, Ana; Costa, Maíra; Rufino, José; Martín-Hernández, Raquel; Higes, Mariano; Silva, Dinis; Pinto, M. Alice |
| Assunto: | Varroa destructor DWV Luta integrada |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O ácaro ectoparasita varroa (Varroa destructor), que causa a doença varroose, e alguns dos vírus transmitidos, como o vírus das asas deformadas (Deformed wing vírus – DWV), são apontados como umas das mais importantes ameaças para a abelha melífera a nível global. O controle mais eficaz da varroa envolve o uso de acaricidas, sintéticos ou orgânicos. No entanto, o uso intensivo dos acaricidas sintéticos tem levado ao desenvolvimento de resistência da varroa ao tratamento em muitas regiões do mundo, o que tem causada uma maior perda de colónias. A base molecular de alguns dos mecanismos de resistência da varroa às moléculas sintéticas mais usadas (os piretroides formamidinas) foi descrita recentemente. Esta informação, quando associada a testes genéticos de fácil implementação, permite a monitorização das populações de varroa o que poderá ajudar na luta integrada contra a varroose. Ao contrário do que acontece com a varroa, para os vírus não há nenhum tratamento disponível. Em Portugal continental, não é conhecida a distribuição e prevalência dos vírus mais importantes das abelhas. No entanto, compreender a distribuição e disseminação das doenças é essencial ao desenvolvimento de estratégias adequadas ao seu controlo e contenção. Genericamente, neste projeto pretende-se verificar se existem em Portugal populações de varroa portadoras dos alelos que conferem resistência aos piretróides e ao amitraz, e em caso afirmativo estudar a sua distribuição geográfica. Pretende-se também modernizar o setor apícola ao desenvolver-se ferramentas moleculares inovadoras que possam ser facilmente usadas na luta integrada contra a varroose e concomitantemente na deteção dos vírus associados, como o DWV. |
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