Publicação
Agentes etiológicos e contaminantes em hemoculturas
| Resumo: | A presença de patogénios no sangue, de indivíduos doentes, é sinónimo de taxas elevadas de morbilidade e mortalidade. A cultura de sangue tornou-se um dos testes mais frequentemente praticados nos laboratórios de Microbiologia, quando infecções primárias localizadas resultam na invasão da corrente sanguínea. Com este estudo, pretendeu-se analisar os resultados das hemoculturas estudadas, identificando os principais agentes etiológicos de infecção e principais contaminantes. Foram estudadas 12318 hemoculturas provenientes dos serviços de Internamento e Urgência do Hospital Geral de Santo António, E.P.E, colhidas, no período de Janeiro a Dezembro de 2006. Estas foram agrupadas como hemoculturas negativas, hemoculturas positivas e hemoculturas positivas devido a contaminação. Os microrganismos isolados foram agrupados em agentes etiológicos e contaminantes, segundo critérios pré-estabelecidos. A percentagem de hemoculturas negativas foi de 92%, de hemoculturas potivivas 6% e de hemoculturas positivas por contaminação 2%. Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados foram Escherichia coli, Staphylococcus aureus e a Klebsiella pneumoniae enquanto que os contaminantes foram Staphylococcus epidermiodis, Staphylococcus hominis, Staphylococcus haemolyticus. Em conclusão, a percentagem de hemoculturas negativas é muito elevada e é necessário realizar esforços para a diminuir. A frequência de hemoculturas positivas por contaminação está de acordo com a recomendada pela American Society of Microbiology. Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados são também os principais agentes de infecções mais localizadas. Os contaminantes isolados são essencialmente Staphylococcus coagulase-negtiva e outros comensais da pele. |
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| Autores principais: | Silva, Joana |
| Outros Autores: | Ferreira, Susana; Costa, Elísio; Resende, Ana; Ramos, Maria Helena |
| Assunto: | Hemoculturas Contaminantes |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A presença de patogénios no sangue, de indivíduos doentes, é sinónimo de taxas elevadas de morbilidade e mortalidade. A cultura de sangue tornou-se um dos testes mais frequentemente praticados nos laboratórios de Microbiologia, quando infecções primárias localizadas resultam na invasão da corrente sanguínea. Com este estudo, pretendeu-se analisar os resultados das hemoculturas estudadas, identificando os principais agentes etiológicos de infecção e principais contaminantes. Foram estudadas 12318 hemoculturas provenientes dos serviços de Internamento e Urgência do Hospital Geral de Santo António, E.P.E, colhidas, no período de Janeiro a Dezembro de 2006. Estas foram agrupadas como hemoculturas negativas, hemoculturas positivas e hemoculturas positivas devido a contaminação. Os microrganismos isolados foram agrupados em agentes etiológicos e contaminantes, segundo critérios pré-estabelecidos. A percentagem de hemoculturas negativas foi de 92%, de hemoculturas potivivas 6% e de hemoculturas positivas por contaminação 2%. Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados foram Escherichia coli, Staphylococcus aureus e a Klebsiella pneumoniae enquanto que os contaminantes foram Staphylococcus epidermiodis, Staphylococcus hominis, Staphylococcus haemolyticus. Em conclusão, a percentagem de hemoculturas negativas é muito elevada e é necessário realizar esforços para a diminuir. A frequência de hemoculturas positivas por contaminação está de acordo com a recomendada pela American Society of Microbiology. Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados são também os principais agentes de infecções mais localizadas. Os contaminantes isolados são essencialmente Staphylococcus coagulase-negtiva e outros comensais da pele. |
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