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Avaliação de atitudes alimentares e (in)satisfação com a imagem corporal em estudantes do ensino secundário

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Organização Mundial de Saúde (2000) tem-se pronunciado acerca de desequilíbrios no comportamento alimentar e da sua estrita relação com satisfação com a imagem corporal (IC), apelando a uma ideologia de responsabilização individual relativamente às atitudes alimentares dos jovens. Este tema adquire ainda mais pertinência por se tratar de uma problema de saúde pública que pode perpetuar-se ao longo de toda a vida. Neste contexto, os objetivos deste estudo são: (i) avaliar as atitudes alimentares de estudantes do ensino secundário; (ii) avaliar o seu grau de satisfação com a imagem corporal; (iii) identificar a relação entre as suas atitudes alimentares e o seu grau de satisfação corporal; (iv) analisar a relação entre o grau de satisfação corporal e variáveis sociodemográficas, académicas, antropométricas e comportamentais e (v) analisae a relação entre as atitudes alimentares e variáveis sociodemográficas, académicas, antropométricas e comportamentais. Efetuou-se um estudo do tipo observacional, descritivo, analítico e transversal de cariz quantitativo. A amostra é constituída por 184 estudantes do ensino superior, com idades compreendidas entre os 15 e 20 anos, dos quais 101 são do sexo feminino (16,62 ±0,88 anos) e os restantes 84 do sexo masculino (16,61±1,09 anos). O questionário utilizado inclui um Teste de Atitudes Alimentares para Crianças e Adolescentes (TAAc) e a Escala de Silhuetas de Collins. A análise dos resultados à escala TAAc não revela atitudes alimentares disfuncionais (média = 8,61); os resultados à Escala de Silhuetas de Collins indicam que 38% dos inquiridos estava satisfeito com a sua imagem corporal. Os resultados da escala de TAAc em função da satisfação com a imagem corporal indicam que as atitudes alimentares são estatisticamente distintas entre os jovens satisfeitos e não satisfeitos com a silhueta, especificamente nas dimensões cumprimento da dieta (p=0,004) e controlo da ingestão alimentar (p=0,033). Do cruzamento satisfação com a silhueta versus variáveis sociodemográficas, académicas, antropométricas e comportamentais verificou-se que a imagem corporal está estatisticamente associada ao IMC (p=0,006), sendo que a maioria dos estudantes satisfeitos apresenta IMC normal. Por último, as atitudes alimentares parecem estar associadas ao sexo (p=0,026), com o sexo feminino a apresentar valores médios mais elevados. Ainda relativamente às atitudes alimentares, a dimensão controlo da ingestão alimentar apresenta diferenças significativas em função do ano de escolaridade p<0,001 Os resultados obtidos realçam a necessidade de novas estratégias multidisciplinares, que permitam intervir ao nível de todos os fatores que podem levar a insatisfação com a imagem corporal (grupo de pares, media, estigma). Mais ainda, realça-se a importância de direcionar estas medidas não só aos jovens, mas também a todos os membros da comunidade onde estão inseridos.
Autores principais:Pires, Maria de Lurdes Gonçalves
Assunto:Atitudes alimentares Satisfação Imagem corporal Estudantes do ensino secundário
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A Organização Mundial de Saúde (2000) tem-se pronunciado acerca de desequilíbrios no comportamento alimentar e da sua estrita relação com satisfação com a imagem corporal (IC), apelando a uma ideologia de responsabilização individual relativamente às atitudes alimentares dos jovens. Este tema adquire ainda mais pertinência por se tratar de uma problema de saúde pública que pode perpetuar-se ao longo de toda a vida. Neste contexto, os objetivos deste estudo são: (i) avaliar as atitudes alimentares de estudantes do ensino secundário; (ii) avaliar o seu grau de satisfação com a imagem corporal; (iii) identificar a relação entre as suas atitudes alimentares e o seu grau de satisfação corporal; (iv) analisar a relação entre o grau de satisfação corporal e variáveis sociodemográficas, académicas, antropométricas e comportamentais e (v) analisae a relação entre as atitudes alimentares e variáveis sociodemográficas, académicas, antropométricas e comportamentais. Efetuou-se um estudo do tipo observacional, descritivo, analítico e transversal de cariz quantitativo. A amostra é constituída por 184 estudantes do ensino superior, com idades compreendidas entre os 15 e 20 anos, dos quais 101 são do sexo feminino (16,62 ±0,88 anos) e os restantes 84 do sexo masculino (16,61±1,09 anos). O questionário utilizado inclui um Teste de Atitudes Alimentares para Crianças e Adolescentes (TAAc) e a Escala de Silhuetas de Collins. A análise dos resultados à escala TAAc não revela atitudes alimentares disfuncionais (média = 8,61); os resultados à Escala de Silhuetas de Collins indicam que 38% dos inquiridos estava satisfeito com a sua imagem corporal. Os resultados da escala de TAAc em função da satisfação com a imagem corporal indicam que as atitudes alimentares são estatisticamente distintas entre os jovens satisfeitos e não satisfeitos com a silhueta, especificamente nas dimensões cumprimento da dieta (p=0,004) e controlo da ingestão alimentar (p=0,033). Do cruzamento satisfação com a silhueta versus variáveis sociodemográficas, académicas, antropométricas e comportamentais verificou-se que a imagem corporal está estatisticamente associada ao IMC (p=0,006), sendo que a maioria dos estudantes satisfeitos apresenta IMC normal. Por último, as atitudes alimentares parecem estar associadas ao sexo (p=0,026), com o sexo feminino a apresentar valores médios mais elevados. Ainda relativamente às atitudes alimentares, a dimensão controlo da ingestão alimentar apresenta diferenças significativas em função do ano de escolaridade p<0,001 Os resultados obtidos realçam a necessidade de novas estratégias multidisciplinares, que permitam intervir ao nível de todos os fatores que podem levar a insatisfação com a imagem corporal (grupo de pares, media, estigma). Mais ainda, realça-se a importância de direcionar estas medidas não só aos jovens, mas também a todos os membros da comunidade onde estão inseridos.