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Olhares retrospetivos de adultos ex-acolhidos face ao acolhimento residencial

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo aborda as vivências em Casas de Acolhimento Residencial na perspetiva de dezoito adultos ex-acolhidos, partindo dos seguintes objetivos: (i) conhecer os motivos da medida de acolhimento residencial; (ii) identificar os sentimentos vivenciados aquando da medida de acolhimento residencial; (iii) identificar os valores e as competências desenvolvidos durante a medida de acolhimento; (iv) inferir os fatores promotores e inibidores da adaptação durante o período de acolhimento residencial. Optou-se por uma investigação qualitativa, através de entrevistas semiestruturadas sujeitas a análise de conteúdo. Os motivos subjacentes à institucionalização foram consequência, sobretudo, de problemáticas presentes no contexto familiar e os entrevistados recordaram a entrada na instituição como um momento difícil e doloroso. Como principais facilitadores da adaptação inferiu-se a afetividade e durabilidade das relações com adultos e pares, bem como as oportunidades educativas/ lazer, a aquisição de valores e competências, e a existência de um clima familiar, marcado por rotinas estáveis, enquanto a separação / perda de familiares, a rigidez das regras, as práticas punitivas e o presenciar de comportamentos disruptivos constituíram fatores inibidores. Constatou-se uma apreciação positiva da medida de acolhimento residencial, descortinando potenciais implicações à luz do modelo bioecológico.
Autores principais:Novo, Rosa
Outros Autores:Prada, Ana Raquel Russo; Abrunhosa, Fernanda
Assunto:Acolhimento residencial Adultos Perceções
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Este estudo aborda as vivências em Casas de Acolhimento Residencial na perspetiva de dezoito adultos ex-acolhidos, partindo dos seguintes objetivos: (i) conhecer os motivos da medida de acolhimento residencial; (ii) identificar os sentimentos vivenciados aquando da medida de acolhimento residencial; (iii) identificar os valores e as competências desenvolvidos durante a medida de acolhimento; (iv) inferir os fatores promotores e inibidores da adaptação durante o período de acolhimento residencial. Optou-se por uma investigação qualitativa, através de entrevistas semiestruturadas sujeitas a análise de conteúdo. Os motivos subjacentes à institucionalização foram consequência, sobretudo, de problemáticas presentes no contexto familiar e os entrevistados recordaram a entrada na instituição como um momento difícil e doloroso. Como principais facilitadores da adaptação inferiu-se a afetividade e durabilidade das relações com adultos e pares, bem como as oportunidades educativas/ lazer, a aquisição de valores e competências, e a existência de um clima familiar, marcado por rotinas estáveis, enquanto a separação / perda de familiares, a rigidez das regras, as práticas punitivas e o presenciar de comportamentos disruptivos constituíram fatores inibidores. Constatou-se uma apreciação positiva da medida de acolhimento residencial, descortinando potenciais implicações à luz do modelo bioecológico.