Publicação
Sobrecarga e ansiedade em familiares de utentes instuticionalizados em ERPI – região de Bragança
| Resumo: | O envelhecimento e as doenças crónicas são, na sua maioria, pela dependência que causam, a principal razão da institucionalização. Os cuidadores, experienciam um desgaste acentuado ao cuidar um familiar com elevado grau de dependência e a sobrecarga, física e mental, faz-se sentir na sua maioria. São poucos os estudos na área dos familiares de Utentes Institucionalizados. De uma forma geral, a avaliação das varáveis em causa – sobrecarga e ansiedade - está direcionada para os cuidadores formais e informais no domicílio ou em contexto de internamento temporário. Pretende- se, com este estudo, caracterizar e avaliar a sobrecarga e a ansiedade em familiares de Utentes Institucionalizados, correlacionando-os com os dados sócio-demográficos. Trata-se de um estudo quantitativo, observacional, analítico e transversal. Para a colheita de dados foram utilizados os seguintes instrumentos: Questionário Sociodemográfico, a Escala de Sobrecarga do Cuidador de Zarit (Sequeira, 2010); a Escala de Ansiedade e Depressão clínica – HADS (Pais-Ribeiro, 2007); e Escala de Avaliação da Sobrecarga para familiares de pessoas institucionalizadas em estruturas residenciais para idosos de Fukahori - (CBS-FNH) (Obanos-Martell, et al, 2016). A amostra deste estudo é constituída por 138 familiares de pessoas institucionalizadas em Estruturas Residenciais para Idosos do concelho de Bragança. Destacamos que os inquiridos são maioritariamente do sexo feminino (71%), com idades compreendidas entre 50 e 59 anos (54%). Temos familiares casados ou em união de facto a prevalecer (76,1%). As habilitações literárias que predominam na amostra em estudo são o ensino secundário (39%) e o ensino superior (36%), encontrando-se cerca de 67% a laborar em termos profissionais. Relativamente ao grau de parentesco com a pessoa institucionalizada a maioria dos inquiridos é filho(a) (67%), seguindo-se o conjugue (12%). No que diz respeito à sobrecarga - utilizando a escala de Sobrecarga de Zarit - observou-se que mais de metade dos inquiridos não apresentam sobrecarga (54%). No entanto, com base na escala da sobrecarga direcionada a familiares de Fukahori, apurou- se que a sobrecarga se faz sentir, de forma acentuada, em duas dimensões, a “culpa” e “luto e perdas antecipados”. Relativamente à ansiedade percebemos que 46% dos familiares não apresentam ansiedade. Isto revela que é a nível da sobrecarga que os familiares necessitam de maior atenção por parte das estruturas residenciais. Na integração e ao longo da estadia na residência, o papel dos intervenientes, deve ser dotar os familiares com estratégias de coping para os ajudar na adaptação a estes sentimentos, apaziguando-os. |
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| Autores principais: | Antão, Joana Margarida Vicente |
| Assunto: | Sobrecarga Ansiedade Familiar Institucionalização |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O envelhecimento e as doenças crónicas são, na sua maioria, pela dependência que causam, a principal razão da institucionalização. Os cuidadores, experienciam um desgaste acentuado ao cuidar um familiar com elevado grau de dependência e a sobrecarga, física e mental, faz-se sentir na sua maioria. São poucos os estudos na área dos familiares de Utentes Institucionalizados. De uma forma geral, a avaliação das varáveis em causa – sobrecarga e ansiedade - está direcionada para os cuidadores formais e informais no domicílio ou em contexto de internamento temporário. Pretende- se, com este estudo, caracterizar e avaliar a sobrecarga e a ansiedade em familiares de Utentes Institucionalizados, correlacionando-os com os dados sócio-demográficos. Trata-se de um estudo quantitativo, observacional, analítico e transversal. Para a colheita de dados foram utilizados os seguintes instrumentos: Questionário Sociodemográfico, a Escala de Sobrecarga do Cuidador de Zarit (Sequeira, 2010); a Escala de Ansiedade e Depressão clínica – HADS (Pais-Ribeiro, 2007); e Escala de Avaliação da Sobrecarga para familiares de pessoas institucionalizadas em estruturas residenciais para idosos de Fukahori - (CBS-FNH) (Obanos-Martell, et al, 2016). A amostra deste estudo é constituída por 138 familiares de pessoas institucionalizadas em Estruturas Residenciais para Idosos do concelho de Bragança. Destacamos que os inquiridos são maioritariamente do sexo feminino (71%), com idades compreendidas entre 50 e 59 anos (54%). Temos familiares casados ou em união de facto a prevalecer (76,1%). As habilitações literárias que predominam na amostra em estudo são o ensino secundário (39%) e o ensino superior (36%), encontrando-se cerca de 67% a laborar em termos profissionais. Relativamente ao grau de parentesco com a pessoa institucionalizada a maioria dos inquiridos é filho(a) (67%), seguindo-se o conjugue (12%). No que diz respeito à sobrecarga - utilizando a escala de Sobrecarga de Zarit - observou-se que mais de metade dos inquiridos não apresentam sobrecarga (54%). No entanto, com base na escala da sobrecarga direcionada a familiares de Fukahori, apurou- se que a sobrecarga se faz sentir, de forma acentuada, em duas dimensões, a “culpa” e “luto e perdas antecipados”. Relativamente à ansiedade percebemos que 46% dos familiares não apresentam ansiedade. Isto revela que é a nível da sobrecarga que os familiares necessitam de maior atenção por parte das estruturas residenciais. Na integração e ao longo da estadia na residência, o papel dos intervenientes, deve ser dotar os familiares com estratégias de coping para os ajudar na adaptação a estes sentimentos, apaziguando-os. |
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