Publicação
Prática de Ensino Supervisionada – A aprendizagem cooperativa no desenvolvimento de competências sociais
| Resumo: | O estudo que se apresenta teve como foco investigacional a Aprendizagem Cooperativa (AC), enquanto dinâmica de trabalho potenciadora do desenvolvimento de competências sociais, e desenrolou-se no âmbito da Unidade Curricular da Prática de Ensino Supervisionada (PES), integrada no Mestrado em Educação Pré-Escolar (EPE) e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (1.º CEB) da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança. O principal objetivo deste relatório será, assim, dar conta da ação desenvolvida ao longo da PES, que ocorreu em três contextos educativos diferentes, Creche, Jardim de Infância e 1.º CEB, bem como da reflexão que originou. O interesse pela investigação do tema surge enquadrado num paradigma de inovação pedagógica, em que se defende uma escola voltada para a formação integral do aluno, que para além do enfoque nas matérias curriculares, eduque para atitudes e valores de cidadania e contribua para o desenvolvimento dos alunos. Nesse sentido, tivemos a preocupação de promover práticas educacionais que trabalhassem competências várias, não só do campo cognitivo, mas também do campo social. Para o efeito, foram implementados, entre outros, jogos cooperativos e diferentes métodos de Aprendizagem Cooperativa: Graffiti Cooperativo, Jigsaw, Pensar -Formar Pares- Partilhar e Controvérsia Académica. Optámos por direcionar o nosso estudo para as competências sociais porque consideramos que o seu desenvolvimento, desde cedo, nas crianças, pode ser potenciador de outras competências, nomeadamente, as cognitivas. Procuramos responder à seguinte questão-problema: Qual é o impacto da Aprendizagem Cooperativa na promoção de competências sociais nas crianças em contexto de Creche, Educação Pré-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico? Para dar resposta a esta questão, delinearam-se como principais objetivos de investigação: (i) Promover experiências de Aprendizagem Cooperativa que permitam fomentar o desenvolvimento de competências sociais nas crianças; (ii) Criar hábitos de trabalho cooperativo nas crianças; (iii) Perceber quais as competências sociais mais evidentes que a Aprendizagem Cooperativa permite potenciar nas crianças e (iv) Apurar as potencialidades e os constrangimentos da Aprendizagem Cooperativa. O estudo pauta-se por uma abordagem qualitativa, em que foram utilizados como principais técnicas e instrumentos de recolha de dados a observação participante, as notas de campo, as grelhas de observação, as questões de opinião final e o registo fotográfico. Os dados obtidos permitem concluir que a AC desenvolve nos alunos competências sociais variadas, nomeadamente, respeitar as regras, espera pela sua vez para falar, participar ativamente na realização das tarefas e negociar com todos os elementos do grupo, para além de contribuir para aumentar a motivação para a aprendizagem. |
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| Autores principais: | Caetano, Odete |
| Assunto: | Aprendizagem cooperativa Competências sociais Inovação pedagógica Jogos cooperativos Métodos de aprendizagem cooperativa Educação Pré-Escolar |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O estudo que se apresenta teve como foco investigacional a Aprendizagem Cooperativa (AC), enquanto dinâmica de trabalho potenciadora do desenvolvimento de competências sociais, e desenrolou-se no âmbito da Unidade Curricular da Prática de Ensino Supervisionada (PES), integrada no Mestrado em Educação Pré-Escolar (EPE) e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (1.º CEB) da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança. O principal objetivo deste relatório será, assim, dar conta da ação desenvolvida ao longo da PES, que ocorreu em três contextos educativos diferentes, Creche, Jardim de Infância e 1.º CEB, bem como da reflexão que originou. O interesse pela investigação do tema surge enquadrado num paradigma de inovação pedagógica, em que se defende uma escola voltada para a formação integral do aluno, que para além do enfoque nas matérias curriculares, eduque para atitudes e valores de cidadania e contribua para o desenvolvimento dos alunos. Nesse sentido, tivemos a preocupação de promover práticas educacionais que trabalhassem competências várias, não só do campo cognitivo, mas também do campo social. Para o efeito, foram implementados, entre outros, jogos cooperativos e diferentes métodos de Aprendizagem Cooperativa: Graffiti Cooperativo, Jigsaw, Pensar -Formar Pares- Partilhar e Controvérsia Académica. Optámos por direcionar o nosso estudo para as competências sociais porque consideramos que o seu desenvolvimento, desde cedo, nas crianças, pode ser potenciador de outras competências, nomeadamente, as cognitivas. Procuramos responder à seguinte questão-problema: Qual é o impacto da Aprendizagem Cooperativa na promoção de competências sociais nas crianças em contexto de Creche, Educação Pré-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico? Para dar resposta a esta questão, delinearam-se como principais objetivos de investigação: (i) Promover experiências de Aprendizagem Cooperativa que permitam fomentar o desenvolvimento de competências sociais nas crianças; (ii) Criar hábitos de trabalho cooperativo nas crianças; (iii) Perceber quais as competências sociais mais evidentes que a Aprendizagem Cooperativa permite potenciar nas crianças e (iv) Apurar as potencialidades e os constrangimentos da Aprendizagem Cooperativa. O estudo pauta-se por uma abordagem qualitativa, em que foram utilizados como principais técnicas e instrumentos de recolha de dados a observação participante, as notas de campo, as grelhas de observação, as questões de opinião final e o registo fotográfico. Os dados obtidos permitem concluir que a AC desenvolve nos alunos competências sociais variadas, nomeadamente, respeitar as regras, espera pela sua vez para falar, participar ativamente na realização das tarefas e negociar com todos os elementos do grupo, para além de contribuir para aumentar a motivação para a aprendizagem. |
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