Publicação
Morfometria geométrica aplicada ao estudo das asas Apis mellifera L. dos Açores
| Resumo: | Populações de abelha melífera (Apis mellifera) foram avaliadas pela primeira vez no arquipélago dos Açores usando a morfometria geométrica aplicada à forma das asas. As asas de abelhas de 473 colónias (5 por colónia) foram montadas numa lâmina e fotografadas. Para além destas, asas de abelhas de 711 colónias de A. m. iberiensis, 11 de A. m. ligustica e 15 de A. m. carnica foram usadas como subespécies de referência. Para extrair informação sobre a forma, 19 marcos anatómicos foram colocados nas intersecções das veias ao longo da estrutura das asas de todos os indivíduos. As análises da forma da asa foram realizadas no MorphoJ usando o método de sobreposição de Procrustes. As diferenças na forma da asa entre indivíduos foram analisadas recorrendo a métodos de estatística multivariada. Os resultados obtidos revelaram o poder dos métodos da morfometria geométrica baseados em marcos anatómicos para discriminar as diferentes populações de abelha melífera dos Açores, e também permitiram distingui- -las das subespécies de referência. Os padrões morfométricos das asas mostraram que as populações dos Açores exibem uma relação próxima com A. m. iberiensis, enquanto algumas populações, especialmente as da Graciosa, tendem a agrupar com A. m. ligustica e A. m. carnica. O efeito fundador resultante de introduções em tempos históricos juntamente com o ambiente insular, a barreira ao fluxo génico associada ao isolamento geográfico, e o fluxo génico recente associado à atividade apícola possivelmente moldaram os padrões de diversidade observados nos Açores. |
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| Autores principais: | Ferreira, Helena |
| Outros Autores: | Machado, Clycie; Costa, Claudinéia; Francoy, Tiago M.; Pinto, M. Alice |
| Assunto: | Apis mellifera Açores Morfometria geométrica |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Populações de abelha melífera (Apis mellifera) foram avaliadas pela primeira vez no arquipélago dos Açores usando a morfometria geométrica aplicada à forma das asas. As asas de abelhas de 473 colónias (5 por colónia) foram montadas numa lâmina e fotografadas. Para além destas, asas de abelhas de 711 colónias de A. m. iberiensis, 11 de A. m. ligustica e 15 de A. m. carnica foram usadas como subespécies de referência. Para extrair informação sobre a forma, 19 marcos anatómicos foram colocados nas intersecções das veias ao longo da estrutura das asas de todos os indivíduos. As análises da forma da asa foram realizadas no MorphoJ usando o método de sobreposição de Procrustes. As diferenças na forma da asa entre indivíduos foram analisadas recorrendo a métodos de estatística multivariada. Os resultados obtidos revelaram o poder dos métodos da morfometria geométrica baseados em marcos anatómicos para discriminar as diferentes populações de abelha melífera dos Açores, e também permitiram distingui- -las das subespécies de referência. Os padrões morfométricos das asas mostraram que as populações dos Açores exibem uma relação próxima com A. m. iberiensis, enquanto algumas populações, especialmente as da Graciosa, tendem a agrupar com A. m. ligustica e A. m. carnica. O efeito fundador resultante de introduções em tempos históricos juntamente com o ambiente insular, a barreira ao fluxo génico associada ao isolamento geográfico, e o fluxo génico recente associado à atividade apícola possivelmente moldaram os padrões de diversidade observados nos Açores. |
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