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Encapsulação de um extrato hidroalcoólico de Rosa micrantha Borrer ex Sm para fins alimentares

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os extratos de plantas são fontes abundantes de compostos fenólicos com propriedades antioxidantes reconhecidas. Dados os benefícios que aportam para a saúde humana, estes assumem grande relevância na indústria alimentar, nomeadamente no desenvolvimento de alimentos funcionais. No entanto, estes compostos de reconhecida instabilidade, podem sofrer alterações durante o processamento dos alimentos onde são incorporados e após processos metabólicos. Neste contexto, a microencapsulação possibilita a proteção destes antioxidantes naturais, permitindo ainda a sua libertação controlada. O presente trabalho teve como objetivo avaliar as propriedades antioxidantes do extrato hidroalcoólico de Rosa micrantha Borrer ex Sm na sua forma livre e microencapsulada quando incorporados num iogurte natural. Para o efeito, foram preparadas microesferas de alginato utilizando uma técnica de microencapsulação por atomização seguida de coagulação. O processo foi otimizado numa primeira fase utilizando a catequina como composto modelo, sendo posteriormente aplicada ao extrato de R. micrantha. Quando comparada com o seu homólogo microencapsulado, a incorporação direta do extrato de R. micrantha conduziu a produtos com atividade antioxidante inicial superior (avaliação para t=0) tendo-se verificado a sua diminuição para t=3 dias o que foi associado à sua degradação. Os iogurtes aditivados com o microencapsulado mostraram um ligeiro incremento da atividade antioxidante para o período em análise tendo sido esta melhoria associada à libertação do extrato a partir das microesferas. Assim, o processo de microencapsulação parece favorecer a manutenção da atividade antioxidante do extrato através da sua proteção na matriz de alginato e posterior libertação faseada no tempo. A observação por Microscopia ótica das microesferas incorporadas na matriz de iogurte permitiu comprovar que os “reservatórios” de alginato se mantêm estáveis para o período em análise apontando para a viabilidade da utilização deste material para a aplicação em estudo. Os estudos de reidratação comprovaram ainda uma boa capacidade de recuperação de água por parte das microesferas liofilizadas, característica importante para a aplicação em desenvolvimento.
Autores principais:Viegas, Joana
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Os extratos de plantas são fontes abundantes de compostos fenólicos com propriedades antioxidantes reconhecidas. Dados os benefícios que aportam para a saúde humana, estes assumem grande relevância na indústria alimentar, nomeadamente no desenvolvimento de alimentos funcionais. No entanto, estes compostos de reconhecida instabilidade, podem sofrer alterações durante o processamento dos alimentos onde são incorporados e após processos metabólicos. Neste contexto, a microencapsulação possibilita a proteção destes antioxidantes naturais, permitindo ainda a sua libertação controlada. O presente trabalho teve como objetivo avaliar as propriedades antioxidantes do extrato hidroalcoólico de Rosa micrantha Borrer ex Sm na sua forma livre e microencapsulada quando incorporados num iogurte natural. Para o efeito, foram preparadas microesferas de alginato utilizando uma técnica de microencapsulação por atomização seguida de coagulação. O processo foi otimizado numa primeira fase utilizando a catequina como composto modelo, sendo posteriormente aplicada ao extrato de R. micrantha. Quando comparada com o seu homólogo microencapsulado, a incorporação direta do extrato de R. micrantha conduziu a produtos com atividade antioxidante inicial superior (avaliação para t=0) tendo-se verificado a sua diminuição para t=3 dias o que foi associado à sua degradação. Os iogurtes aditivados com o microencapsulado mostraram um ligeiro incremento da atividade antioxidante para o período em análise tendo sido esta melhoria associada à libertação do extrato a partir das microesferas. Assim, o processo de microencapsulação parece favorecer a manutenção da atividade antioxidante do extrato através da sua proteção na matriz de alginato e posterior libertação faseada no tempo. A observação por Microscopia ótica das microesferas incorporadas na matriz de iogurte permitiu comprovar que os “reservatórios” de alginato se mantêm estáveis para o período em análise apontando para a viabilidade da utilização deste material para a aplicação em estudo. Os estudos de reidratação comprovaram ainda uma boa capacidade de recuperação de água por parte das microesferas liofilizadas, característica importante para a aplicação em desenvolvimento.