Publicação

A adequação das atividades de animação sociocultural aos idosos institucionalizados na perspetiva da Educação Social

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A conjugação do fenómeno do aumento da esperança média de vida com a modificação das estruturas familiares e as questões laborais que levam os jovens a deslocar-se para o litoral do país, tem vindo a refletir-se nas questões dos cuidados aos idosos, na sua institucionalização e, consequentemente, no tipo de atividades que se podem desenvolver com pessoas institucionalizadas. Neste enquadramento, esta investigação teve como principal objetivo investigar o tipo de atividades de animação sociocultural que se desenvolvem em estruturas residenciais para idosos e qual a sua adequação aos idosos. Este estudo face à natureza, desenvolvimento e suas implicações, utiliza a perspetiva quantitativa e qualitativa para a recolha e análise dos dados. A linha qualitativa relaciona-se com o facto de se pretender analisar a opinião, os sentimentos, as vivências, as memórias dos clientes das instituições, utilizando para o efeito a entrevista, como instrumento de recolha de dados. A linha quantitativa, foi desenvolvida através da utilização de um questionário, com o intuito de conhecer a opinião de vários técnicos que nos permitisse obter uma visão mais global e analisar as consistências e as inconsistências nas opções assumidas, relativamente as atividades que desenvolvem. Emerge deste estudo, e considerando as entrevistas, que as atividades de animação ainda são planeadas para ocupar o tempo, havendo uma maior incidência desta perspetiva nas instituições do interior. Observa-se, também, que alguns clientes revelam não ter disposição mental para a realização das atividades que lhe são propostas. Nas instituições do litoral, as ações a desenvolver são mais aceites pelos clientes, assumindo o seu gosto por se implicar nelas. Os entrevistados das instituições colaboradoras do litoral, revelam sentir-se ativos e participativos porque o que fazem, faz sentido para si e os valoriza enquanto pessoa. Relativamente ao cruzamento dos dados das entrevistas aos idosos com os facultados pelos inquéritos aos técnicos, estes revelam que existe dificuldade da parte dos técnicos da zona interior em adequar as suas atividades aos utentes, existindo uma divergência clara e percetível entre a opinião dos técnicos com a planificação das atividades apresentadas e a opinião dos clientes entrevistados. Já nas instituições colaboradoras do litoral, parece existir uma simbiose entre o trabalho dos técnicos e a satisfação dos clientes.
Autores principais:Caseiro, Miguel Ângelo
Assunto:Envelhecimento Institucionalização do idoso Atividades de animação
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A conjugação do fenómeno do aumento da esperança média de vida com a modificação das estruturas familiares e as questões laborais que levam os jovens a deslocar-se para o litoral do país, tem vindo a refletir-se nas questões dos cuidados aos idosos, na sua institucionalização e, consequentemente, no tipo de atividades que se podem desenvolver com pessoas institucionalizadas. Neste enquadramento, esta investigação teve como principal objetivo investigar o tipo de atividades de animação sociocultural que se desenvolvem em estruturas residenciais para idosos e qual a sua adequação aos idosos. Este estudo face à natureza, desenvolvimento e suas implicações, utiliza a perspetiva quantitativa e qualitativa para a recolha e análise dos dados. A linha qualitativa relaciona-se com o facto de se pretender analisar a opinião, os sentimentos, as vivências, as memórias dos clientes das instituições, utilizando para o efeito a entrevista, como instrumento de recolha de dados. A linha quantitativa, foi desenvolvida através da utilização de um questionário, com o intuito de conhecer a opinião de vários técnicos que nos permitisse obter uma visão mais global e analisar as consistências e as inconsistências nas opções assumidas, relativamente as atividades que desenvolvem. Emerge deste estudo, e considerando as entrevistas, que as atividades de animação ainda são planeadas para ocupar o tempo, havendo uma maior incidência desta perspetiva nas instituições do interior. Observa-se, também, que alguns clientes revelam não ter disposição mental para a realização das atividades que lhe são propostas. Nas instituições do litoral, as ações a desenvolver são mais aceites pelos clientes, assumindo o seu gosto por se implicar nelas. Os entrevistados das instituições colaboradoras do litoral, revelam sentir-se ativos e participativos porque o que fazem, faz sentido para si e os valoriza enquanto pessoa. Relativamente ao cruzamento dos dados das entrevistas aos idosos com os facultados pelos inquéritos aos técnicos, estes revelam que existe dificuldade da parte dos técnicos da zona interior em adequar as suas atividades aos utentes, existindo uma divergência clara e percetível entre a opinião dos técnicos com a planificação das atividades apresentadas e a opinião dos clientes entrevistados. Já nas instituições colaboradoras do litoral, parece existir uma simbiose entre o trabalho dos técnicos e a satisfação dos clientes.