Publicação
Estimativa do potencial de produção de biomassa lenhosa residual nas sub-regiões terras de Trás-os-Montes e Aveiro
| Resumo: | Com o propósito de avaliar o potencial de produção de biomassa anual, fez-se uso de modelação estatística com base nos dados da Carta de Uso e Ocupação do Solo (COS2018) e do 5º Inventário Florestal Nacional para simular o crescimento e a produção de pinheiro-bravo na sub-região Terras de Trás-os-Montes (30,02% da ocupação florestal) e eucalipto na sub-região Aveiro (77,24%) em diferentes cenários de gestão e produtividade. Foi desenvolvido um programa (Stochastic Forest Simulator) cujo código base advém do software AppTitude®, tendo incorporado as equações do FlorNext® para pinheiro-bravo e do modelo GLOBULUS 3.0 para eucalipto. Os cenários de pinheiro-bravo foram definidos a partir do Programa Regional de Ordenamento Florestal de Trás-os-Montes e Alto Douro e para o eucalipto foram construídos cenários com base nas variáveis utilizadas nos modelos GLOBULUS 3.0. A conversão do volume em biomassa se deu através da massa específica das espécies e a biomassa residual considerando 28% do volume para o pinheiro-bravo e 25% do volume para o eucalipto. Os valores mais elevados de biomassa residual potencial do povoamento em pé de pinheiro-bravo foram obtidos nos cenários onde não houve aplicação de desbastes, sendo a maior produção no cenário 16 com 1.051.833,33Mg ao final do período de 50 anos das simulações. A biomassa residual média para o povoamento em pé no primeiro ano representou 11,3% do consumo anual estimado de 2.294.000Mg de biomassa no país. Os cenários sem desbastes também apresentaram os maiores valores de biomassa residual de cortes finais (CV=1,27%). Para os resíduos de desbastes os maiores resultados foram observados nas intervenções de desbaste forte e vários períodos, com média de 261,75Mg no primeiro ano e 3.600,65Mg no último ano simulado. O cenário de maior produção em biomassa residual potencial em pé para eucalipto gerou 699.417,97Mg (0,794Mg/m3) e 409.608,76Mg (0,465Mg/m3). A maior biomassa residual em cortes finais do eucalipto para o fim do período de simulação foi de 3.317.022,67Mg e 1.942.588,84Mg para as duas massas específicas consideradas. A biomassa residual em pé de eucalipto correspondeu a 60,7% (maior massa específica) ou 35,5% (menor massa específica) do consumo nacional no primeiro ano das simulações e a média anual de biomassa residual de cortes finais a 12,5% (maior massa específica) ou 7,3% (menor massa específica). |
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| Autores principais: | Godoy, Leandro Macedo |
| Assunto: | Modelação e simulação Pinheiro-bravo Eucalipto Biomassa residual Cenários |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Com o propósito de avaliar o potencial de produção de biomassa anual, fez-se uso de modelação estatística com base nos dados da Carta de Uso e Ocupação do Solo (COS2018) e do 5º Inventário Florestal Nacional para simular o crescimento e a produção de pinheiro-bravo na sub-região Terras de Trás-os-Montes (30,02% da ocupação florestal) e eucalipto na sub-região Aveiro (77,24%) em diferentes cenários de gestão e produtividade. Foi desenvolvido um programa (Stochastic Forest Simulator) cujo código base advém do software AppTitude®, tendo incorporado as equações do FlorNext® para pinheiro-bravo e do modelo GLOBULUS 3.0 para eucalipto. Os cenários de pinheiro-bravo foram definidos a partir do Programa Regional de Ordenamento Florestal de Trás-os-Montes e Alto Douro e para o eucalipto foram construídos cenários com base nas variáveis utilizadas nos modelos GLOBULUS 3.0. A conversão do volume em biomassa se deu através da massa específica das espécies e a biomassa residual considerando 28% do volume para o pinheiro-bravo e 25% do volume para o eucalipto. Os valores mais elevados de biomassa residual potencial do povoamento em pé de pinheiro-bravo foram obtidos nos cenários onde não houve aplicação de desbastes, sendo a maior produção no cenário 16 com 1.051.833,33Mg ao final do período de 50 anos das simulações. A biomassa residual média para o povoamento em pé no primeiro ano representou 11,3% do consumo anual estimado de 2.294.000Mg de biomassa no país. Os cenários sem desbastes também apresentaram os maiores valores de biomassa residual de cortes finais (CV=1,27%). Para os resíduos de desbastes os maiores resultados foram observados nas intervenções de desbaste forte e vários períodos, com média de 261,75Mg no primeiro ano e 3.600,65Mg no último ano simulado. O cenário de maior produção em biomassa residual potencial em pé para eucalipto gerou 699.417,97Mg (0,794Mg/m3) e 409.608,76Mg (0,465Mg/m3). A maior biomassa residual em cortes finais do eucalipto para o fim do período de simulação foi de 3.317.022,67Mg e 1.942.588,84Mg para as duas massas específicas consideradas. A biomassa residual em pé de eucalipto correspondeu a 60,7% (maior massa específica) ou 35,5% (menor massa específica) do consumo nacional no primeiro ano das simulações e a média anual de biomassa residual de cortes finais a 12,5% (maior massa específica) ou 7,3% (menor massa específica). |
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