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Associação entre polimorfismos do gene abo e risco de infeção e severidade da Covid-19: estudo em profissionais de saúde da ULSNE

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Resumo:Estudos epidemiológicos têm sido realizados com o propósito de compreender as diferentes suscetibilidades à infeção e manifestações da doença pelo novo coronavírus. A sintomatologia pode variar desde os assintomáticos até casos mais graves de pneumonia que podem resultar em morte. Estudos de associação entre os grupos sanguíneos do sistema ABO e o risco e severidade da COVID-19 têm vindo a corroborar o facto da presença do grupo sanguíneo O conferir menor suscetibilidade, enquanto a presença do grupo A confere maior suscetibilidade à infeção. Contudo, há estudos com resultados contraditórios onde a mesma associação não foi observada. Está estabelecido que determinados grupos do sistema ABO está associado a um maior risco para várias doenças infeciosas, incluindo hepatite B e dengue hemorrágico. Os mecanismos que podem explicar esta associação não estão totalmente esclarecidos, carecendo de investigação mais aprofundada. Com este trabalho pretendeu-se contribuir para elucidar esta possível associação entre o genótipo ABO e o risco de infeção e severidade da doença COVID-19 na população portuguesa, bem como, estabelecer frequências genótipicas do gene ABO. Foi selecionada, aleatoriamente, uma amostra de conveniência de profissionais de saúde da ULSNE. Para a análise molecular do gene ABO foram sequenciadas as regiões dos exões 6 e 7 do gene ABO, pelo método de Sanger. Os resultados obtidos evidenciam a presença de polimorfismos que definem novas classes genotípicas, sendo o A101/O01 e A101/O02 os mais frequentes e A102/B101 e o O02/O03 os menos frequentes. Na análise dos resultados de associação do fenótipo e genótipo com a presença de infeção e a severidade da doença COVID-19, apontou para um risco de infeção para indivíduos do grupo O em relação ao grupo A (OR= 2.545: 1.216-5.327). A análise de regressão binária, incluindo outros preditores, revelou um resultado diferente, o risco de infeção maior para indivíduos do grupo A e menor para o grupo O (A vs não-A OR= 1.998: 1.007-3.965; O vs não-O OR= 0.366:0.177-0.759). Não foi observada associações entre o grupo sanguíneo e a severidade da doença.
Autores principais:Silva, Ana Amorim
Assunto:Coronavírus-19 SARS-CoV-2 Suscetibilidade Grupo sanguíneo ABO Genética
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Estudos epidemiológicos têm sido realizados com o propósito de compreender as diferentes suscetibilidades à infeção e manifestações da doença pelo novo coronavírus. A sintomatologia pode variar desde os assintomáticos até casos mais graves de pneumonia que podem resultar em morte. Estudos de associação entre os grupos sanguíneos do sistema ABO e o risco e severidade da COVID-19 têm vindo a corroborar o facto da presença do grupo sanguíneo O conferir menor suscetibilidade, enquanto a presença do grupo A confere maior suscetibilidade à infeção. Contudo, há estudos com resultados contraditórios onde a mesma associação não foi observada. Está estabelecido que determinados grupos do sistema ABO está associado a um maior risco para várias doenças infeciosas, incluindo hepatite B e dengue hemorrágico. Os mecanismos que podem explicar esta associação não estão totalmente esclarecidos, carecendo de investigação mais aprofundada. Com este trabalho pretendeu-se contribuir para elucidar esta possível associação entre o genótipo ABO e o risco de infeção e severidade da doença COVID-19 na população portuguesa, bem como, estabelecer frequências genótipicas do gene ABO. Foi selecionada, aleatoriamente, uma amostra de conveniência de profissionais de saúde da ULSNE. Para a análise molecular do gene ABO foram sequenciadas as regiões dos exões 6 e 7 do gene ABO, pelo método de Sanger. Os resultados obtidos evidenciam a presença de polimorfismos que definem novas classes genotípicas, sendo o A101/O01 e A101/O02 os mais frequentes e A102/B101 e o O02/O03 os menos frequentes. Na análise dos resultados de associação do fenótipo e genótipo com a presença de infeção e a severidade da doença COVID-19, apontou para um risco de infeção para indivíduos do grupo O em relação ao grupo A (OR= 2.545: 1.216-5.327). A análise de regressão binária, incluindo outros preditores, revelou um resultado diferente, o risco de infeção maior para indivíduos do grupo A e menor para o grupo O (A vs não-A OR= 1.998: 1.007-3.965; O vs não-O OR= 0.366:0.177-0.759). Não foi observada associações entre o grupo sanguíneo e a severidade da doença.