Publicação
O ensino de ciências no 4º ano do ensino fundamental: um olhar sobre as atividades práticas/experimentais propostas pelos manuais escolares
| Resumo: | A evolução científica e tecnológica, quase diária, de que resultam fortes e cada vez mais crescentes intervenções no quotidiano, condiciona a formação de alunos informados e críticos, capazes de fazer escolhas responsáveis e esclarecidas e de encontrar soluções para problemas do dia-a-dia. Diante disto, o ensino de ciências precisa oferecer oportunidades para que os alunos, cada vez mais, se envolvam, realizem, questionem e debatam os processos de construção da ciência/tecnologia e o seu uso pela sociedade e que compreendam a possibilidade de refutar ideias antigas pela aquisição de novos dados. Acreditamos que a realização de atividades práticas/experimentais que considerem as conceções prévias dos alunos e as confrontem com a observação e que, para além disso, lhes suscitem explicações e generalizações e proporcionem situações novas de aplicação dos conhecimentos adquiridos, pode contribuir para atingir os desígnios anteriores, mesmo com os alunos mais jovens. É neste contexto que se desenvolveu uma investigação aos manuais escolares de Ciências da Natureza, do 4º ano do Ensino Fundamental, no sentido de perceber que tipo de atividades práticas/experimentais sugerem para serem realizadas e como estão organizadas e são exploradas. Houve ainda a intenção de perceber se as atividades práticas/experimentais presentes nos manuais estão em consonância com a Base Nacional Comum Curricular proposta pelo Ministério da Educação. A análise, que incidiu sobre os 18 manuais adotados em 2019, no Rio Grande do Sul-Brasil, permite concluir que há um predomínio de atividades práticas/experimentais POCEA (prever, observar, comparar, explicar, aplicar) com guião, no entanto, em muitas delas, não se propõe a fase de aplicação. Sendo a aplicação da informação adquirida, em situações novas, uma etapa muito importante para o desenvolvimento/evolução do conhecimento científico (entre outros), esta é uma grave carência. Também não se encontraram atividades POCEA sem guião ou Investigativas, que proporcionam excelentes oportunidades para desenvolver competências científicas, bem como a autonomia e a responsabilidade dos alunos no processo de aprender. Sendo estas competências tão necessárias à aprendizagem/desenvolvimento dos alunos, esta falta é, igualmente, uma carência assinalável. Estes resultados apontam para a necessidade das propostas de experiências serem fortalecidas com situações de aplicação (de preferência do quotidiano, em que os alunos tenham oportunidade de usar os conhecimentos adquiridos e as competências desenvolvidas) melhorando, assim, o raciocínio, o espírito crítico, a resolução de problemas, etc., como a Base Nacional Comum Curricular recomenda. Os resultados revelam-nos ainda que é imprescindível que nos manuais escolares de Ciências da Natureza dos anos iniciais sejam contempladas atividades práticas/experimentais POCEA sem guião e investigativas, pois seriam um reforço substancial para promover a aprendizagem/desenvolvimento dos alunos. Por fim, salienta-se a necessidade de efetuar mais estudos na linha de investigação dos manuais escolares e de investir na formação continuada de professores no âmbito do ensino experimental das ciências por forma a que estes ganhem competência na seleção dos manuais e eficácia na conceção, realização e exploração das atividades práticas/experimentais, auxiliando-os na missão de ensinar ciências. |
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| Autores principais: | Oliveira, Katia Beatriz |
| Assunto: | Ensino fundamental Atividades práticas Atividades experimentais Manuais escolares |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A evolução científica e tecnológica, quase diária, de que resultam fortes e cada vez mais crescentes intervenções no quotidiano, condiciona a formação de alunos informados e críticos, capazes de fazer escolhas responsáveis e esclarecidas e de encontrar soluções para problemas do dia-a-dia. Diante disto, o ensino de ciências precisa oferecer oportunidades para que os alunos, cada vez mais, se envolvam, realizem, questionem e debatam os processos de construção da ciência/tecnologia e o seu uso pela sociedade e que compreendam a possibilidade de refutar ideias antigas pela aquisição de novos dados. Acreditamos que a realização de atividades práticas/experimentais que considerem as conceções prévias dos alunos e as confrontem com a observação e que, para além disso, lhes suscitem explicações e generalizações e proporcionem situações novas de aplicação dos conhecimentos adquiridos, pode contribuir para atingir os desígnios anteriores, mesmo com os alunos mais jovens. É neste contexto que se desenvolveu uma investigação aos manuais escolares de Ciências da Natureza, do 4º ano do Ensino Fundamental, no sentido de perceber que tipo de atividades práticas/experimentais sugerem para serem realizadas e como estão organizadas e são exploradas. Houve ainda a intenção de perceber se as atividades práticas/experimentais presentes nos manuais estão em consonância com a Base Nacional Comum Curricular proposta pelo Ministério da Educação. A análise, que incidiu sobre os 18 manuais adotados em 2019, no Rio Grande do Sul-Brasil, permite concluir que há um predomínio de atividades práticas/experimentais POCEA (prever, observar, comparar, explicar, aplicar) com guião, no entanto, em muitas delas, não se propõe a fase de aplicação. Sendo a aplicação da informação adquirida, em situações novas, uma etapa muito importante para o desenvolvimento/evolução do conhecimento científico (entre outros), esta é uma grave carência. Também não se encontraram atividades POCEA sem guião ou Investigativas, que proporcionam excelentes oportunidades para desenvolver competências científicas, bem como a autonomia e a responsabilidade dos alunos no processo de aprender. Sendo estas competências tão necessárias à aprendizagem/desenvolvimento dos alunos, esta falta é, igualmente, uma carência assinalável. Estes resultados apontam para a necessidade das propostas de experiências serem fortalecidas com situações de aplicação (de preferência do quotidiano, em que os alunos tenham oportunidade de usar os conhecimentos adquiridos e as competências desenvolvidas) melhorando, assim, o raciocínio, o espírito crítico, a resolução de problemas, etc., como a Base Nacional Comum Curricular recomenda. Os resultados revelam-nos ainda que é imprescindível que nos manuais escolares de Ciências da Natureza dos anos iniciais sejam contempladas atividades práticas/experimentais POCEA sem guião e investigativas, pois seriam um reforço substancial para promover a aprendizagem/desenvolvimento dos alunos. Por fim, salienta-se a necessidade de efetuar mais estudos na linha de investigação dos manuais escolares e de investir na formação continuada de professores no âmbito do ensino experimental das ciências por forma a que estes ganhem competência na seleção dos manuais e eficácia na conceção, realização e exploração das atividades práticas/experimentais, auxiliando-os na missão de ensinar ciências. |
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