Publicação

O séc. XX: continuidade ou rutura na literatura para crianças?

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Qualquer estudo comparativo de Literatura, entre as obras para a infância e a produção literária para os adultos nos oferece dados interessantes: numa e noutra podemos encontrar estruturas organizativas e procedimentos estilísticos semelhantes e em ambas costumam refletir-se as correntes sociais e culturais predominantes em cada época histórica. Na nossa apresentação, pretendemos mostrar como as particularidades da Literatura para a Infância, historicamente, foram sendo evidenciadas e se foram consolidando gradualmente, realçando que a linguagem, através da qual se expressa, coincide com a da Literatura em geral e quanto aos conteúdos, superada já a dependência da moralidade “obrigatória”, permite, no séc. XX, o tratamento de qualquer tema, desde que seja com coerência, já que a Criança precisa de um horizonte policromo, uma visão múltipla e aberta do mundo. Desta forma, a tese que defendemos baseia-se no pressuposto de que a Literatura para a Infância faz parte do polissistema literário, em que a posição de cada elemento é determinada por aspetos sócioliterários. Assim, ela faz parte integrante da vida em sociedade e, como tal deverá ser analisada.
Autores principais:Guerreiro, Carla Alexandra do Espírito Santo
Assunto:Literatura para a infância Contexto sóciocultural Evolução diacrónica Conceito de infância
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Qualquer estudo comparativo de Literatura, entre as obras para a infância e a produção literária para os adultos nos oferece dados interessantes: numa e noutra podemos encontrar estruturas organizativas e procedimentos estilísticos semelhantes e em ambas costumam refletir-se as correntes sociais e culturais predominantes em cada época histórica. Na nossa apresentação, pretendemos mostrar como as particularidades da Literatura para a Infância, historicamente, foram sendo evidenciadas e se foram consolidando gradualmente, realçando que a linguagem, através da qual se expressa, coincide com a da Literatura em geral e quanto aos conteúdos, superada já a dependência da moralidade “obrigatória”, permite, no séc. XX, o tratamento de qualquer tema, desde que seja com coerência, já que a Criança precisa de um horizonte policromo, uma visão múltipla e aberta do mundo. Desta forma, a tese que defendemos baseia-se no pressuposto de que a Literatura para a Infância faz parte do polissistema literário, em que a posição de cada elemento é determinada por aspetos sócioliterários. Assim, ela faz parte integrante da vida em sociedade e, como tal deverá ser analisada.