Publicação
Consumo de antigripais: perspetiva dos profissionais de farmácia e dos utentes da cidade de Guimarães
| Resumo: | Os antigripais caraterizam-se por serem uma associação de várias substâncias ativas, podendo ser usadas para diversas situações. Assim, e por serem Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica, a sua aquisição torna-se rápida e acessível, levando ao consumo exagerado e inadequado de antigripais. Apesar deste tipo de medicamento ser considerado por muitos profissionais de saúde, uma forma de tratamento segura, não são isentos de substâncias inócuas, pelo que o seu consumo deve ser orientado por um profissional de saúde. Deste modo, torna-se fundamental avaliar quer as perspectivas dos utentes, quer as dos profissionais, de forma a determinar o consumo de antigripais. Avaliar o consumo de Antigripais, tendo em conta a perspectiva dos utentes e dos profissionais de Farmácia na cidade de Guimarães. Trata-se de um estudo transversal, observacional e analítico que teve como base duas amostras constituídas por 263 inquiridos da cidade de Guimarães e 50 profissionais de farmácia desta cidade. A recolha de dados ocorreu no período de Dezembro de 2013 a Fevereiro de 2014, através da aplicação de dois questionários relativos a cada uma das amostras. As informações obtidas foram analisadas com recurso ao programa SPSS 20 (Statistical Package for the Social Sciences). Os profissionais consideram que o Ilvico N® é o antigripal mais vendido nas farmácias, sendo a razão desta venda a publicidade transmitida pelos diferentes meios de comunicação. No entanto, quando um utente vai á farmácia pedir um antigripal específico, isso deve-se ao facto de ele já o ter utilizado (62%). Estes profissionais concordam que os antigripais sejam de venda livre. Uma vasta percentagem de utentes conhece e consome o Cêgripe®, Antigripine® e Ilvico N®, sendo este grupo de medicamentos mais consumido no Outono/Inverno. Dentro da amostra em estudo, 234 inquiridos afirmam reconhecer os sintomas da gripe indicando maioritariamente a febre, dores articulares e musculares e mal-estar. As principais reações adversas referenciadas pelos inquiridos são sonolência, boca seca, distúrbios gastrointestinais e tonturas. Conclui-se que a maioria dos utentes da cidade de Guimarães consome antigripais, recorrendo à automedicação uma vez que estes fármacos são Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica. Na perspetiva dos profissionais de farmácia a publicidade surge como o fator principal para aquisição de um antigripal, contudo, segundo a perspetiva dos utentes, estes assumem dar maior relevância à sua opinião e ao aconselhamento do profissional de farmácia. |
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| Autores principais: | Nascimento, Luís |
| Outros Autores: | Pereira, Olívia R.; Martins, Ana Cristina Gonçalves; Luís, Ângela Eduarda da Silva Novais; Ferreira, Ivone Manuela Moreira; Ribeiro, Mónica Alexandra Coelho |
| Assunto: | Antigripais Nível de consumo Utente Automedicação Profissional de farmácia |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Os antigripais caraterizam-se por serem uma associação de várias substâncias ativas, podendo ser usadas para diversas situações. Assim, e por serem Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica, a sua aquisição torna-se rápida e acessível, levando ao consumo exagerado e inadequado de antigripais. Apesar deste tipo de medicamento ser considerado por muitos profissionais de saúde, uma forma de tratamento segura, não são isentos de substâncias inócuas, pelo que o seu consumo deve ser orientado por um profissional de saúde. Deste modo, torna-se fundamental avaliar quer as perspectivas dos utentes, quer as dos profissionais, de forma a determinar o consumo de antigripais. Avaliar o consumo de Antigripais, tendo em conta a perspectiva dos utentes e dos profissionais de Farmácia na cidade de Guimarães. Trata-se de um estudo transversal, observacional e analítico que teve como base duas amostras constituídas por 263 inquiridos da cidade de Guimarães e 50 profissionais de farmácia desta cidade. A recolha de dados ocorreu no período de Dezembro de 2013 a Fevereiro de 2014, através da aplicação de dois questionários relativos a cada uma das amostras. As informações obtidas foram analisadas com recurso ao programa SPSS 20 (Statistical Package for the Social Sciences). Os profissionais consideram que o Ilvico N® é o antigripal mais vendido nas farmácias, sendo a razão desta venda a publicidade transmitida pelos diferentes meios de comunicação. No entanto, quando um utente vai á farmácia pedir um antigripal específico, isso deve-se ao facto de ele já o ter utilizado (62%). Estes profissionais concordam que os antigripais sejam de venda livre. Uma vasta percentagem de utentes conhece e consome o Cêgripe®, Antigripine® e Ilvico N®, sendo este grupo de medicamentos mais consumido no Outono/Inverno. Dentro da amostra em estudo, 234 inquiridos afirmam reconhecer os sintomas da gripe indicando maioritariamente a febre, dores articulares e musculares e mal-estar. As principais reações adversas referenciadas pelos inquiridos são sonolência, boca seca, distúrbios gastrointestinais e tonturas. Conclui-se que a maioria dos utentes da cidade de Guimarães consome antigripais, recorrendo à automedicação uma vez que estes fármacos são Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica. Na perspetiva dos profissionais de farmácia a publicidade surge como o fator principal para aquisição de um antigripal, contudo, segundo a perspetiva dos utentes, estes assumem dar maior relevância à sua opinião e ao aconselhamento do profissional de farmácia. |
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