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Análise biomecânica para Equus asinus

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os burros (Equus asinus) foram domesticados, no norte da África, entre de 5.000 a 7.000 anos atrás, sendo usados sobretudo na agricultura e transportes de bens e pessoas [1]. No pós segunda guerra mundial, com a expansão da mecanização no campo, a tração animal perdeu espaço [2], e a raça estudada, Asinina de Miranda, ficou próxima da extinção [3]. Já no final do século XX, houve um retorno à utilização da tração animal em trabalhos rurais, devido à fácil locomoção em espaços limitados e com obstáculos, aos elevados custos da mecanização (investimento inicial e manutenção) e, por fim, aos benefícios do uso de animais seja no controle de queimadas seja na menor compactação do solo [4]. Dessa forma, ganha importância avaliar os atuais usos desses animais no campo, considerando-se seu bem-estar e sua longevidade. Para isso, foram desenvolvidos três pilares de avaliação biomecânica. Em primeiro lugar, fizeram-se estudos com mantas de pressão, alternando diversos arreios (artesanais e comerciais), a fim de perceber a influência da carga transportada nas regiões críticas dos animais (traqueia e ombros). Paralelamente, desenvolveu-se um balancim equipado com um dinamômetro que grava os dados de força e tempo, possibilitando a análise dos esforços segundo a combinação de diferentes tipos de arreios e cargas. Por último, devido às dificuldades encontradas na realização de testes, sujeitos a variações de solo e intempéries, projetou-se uma passadeira para animais de grande porte, a qual permitirá posteriores ensaios em laboratório.
Autores principais:Albuquerque, Francisco Braga
Assunto:Equus asinus Avaliação biomecância
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Os burros (Equus asinus) foram domesticados, no norte da África, entre de 5.000 a 7.000 anos atrás, sendo usados sobretudo na agricultura e transportes de bens e pessoas [1]. No pós segunda guerra mundial, com a expansão da mecanização no campo, a tração animal perdeu espaço [2], e a raça estudada, Asinina de Miranda, ficou próxima da extinção [3]. Já no final do século XX, houve um retorno à utilização da tração animal em trabalhos rurais, devido à fácil locomoção em espaços limitados e com obstáculos, aos elevados custos da mecanização (investimento inicial e manutenção) e, por fim, aos benefícios do uso de animais seja no controle de queimadas seja na menor compactação do solo [4]. Dessa forma, ganha importância avaliar os atuais usos desses animais no campo, considerando-se seu bem-estar e sua longevidade. Para isso, foram desenvolvidos três pilares de avaliação biomecânica. Em primeiro lugar, fizeram-se estudos com mantas de pressão, alternando diversos arreios (artesanais e comerciais), a fim de perceber a influência da carga transportada nas regiões críticas dos animais (traqueia e ombros). Paralelamente, desenvolveu-se um balancim equipado com um dinamômetro que grava os dados de força e tempo, possibilitando a análise dos esforços segundo a combinação de diferentes tipos de arreios e cargas. Por último, devido às dificuldades encontradas na realização de testes, sujeitos a variações de solo e intempéries, projetou-se uma passadeira para animais de grande porte, a qual permitirá posteriores ensaios em laboratório.