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Condições fonotácticas e a sua realização na afixação derivacional em mirandês: uma análise contrastiva com português, castelhano e galego

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Resumo:Este trabalho analisa contrastivamente as condições fonotácticas da sílaba inicial das línguas ibero-românicas portuguesa, castelhana, mirandesa e galega e as realizações fonológicas dos prefixos e dos circunfixos derivacionais que operam na formação de lexemas de negação e de verbos nestas línguas. Em contraste com o português, o galego e o castelhano, o mirandês não admite sílabas iniciais constituídas por: i) ataque não preenchido e núcleo preenchido por vogais anteriores não-acentuadas; ii) ataque preenchido por oclusiva alveolar vozeada, núcleo preenchido por vogal anterior e coda preenchida por fricativa. Estas condições fonotácticas, que são contrastantes entre o mirandês, por um lado, e o português, o castelhano e o galego, por outro, têm efeitos ao nível da morfologia derivacional. O afixo de negação (in-) e o afixo ilativo (en-), que, em português, em castelhano e em galego, apresentam uma vogal anterior (e.g. impossível, imposible; imposible; entrançar, entrenzar, entrenzar), em mirandês disponibilizam vogal central (ampossible; antrançar). Nas três línguas que dispõem de vogal anterior em sílaba inicial, não há homonímia entre o afixo ilativo e o de negação, enquanto em mirandês os dois são homónimos. Relativamente à condição fonotáctica ii), também esta apresenta contraste na morfologia derivacional entre o mirandês e as outras línguas. Nestas ocorre o afixo de negação des-, enquanto em mirandês o correspondente daquele é o afixo z-.
Autores principais:Rodrigues, Alexandra Soares
Assunto:Lexicologia
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Este trabalho analisa contrastivamente as condições fonotácticas da sílaba inicial das línguas ibero-românicas portuguesa, castelhana, mirandesa e galega e as realizações fonológicas dos prefixos e dos circunfixos derivacionais que operam na formação de lexemas de negação e de verbos nestas línguas. Em contraste com o português, o galego e o castelhano, o mirandês não admite sílabas iniciais constituídas por: i) ataque não preenchido e núcleo preenchido por vogais anteriores não-acentuadas; ii) ataque preenchido por oclusiva alveolar vozeada, núcleo preenchido por vogal anterior e coda preenchida por fricativa. Estas condições fonotácticas, que são contrastantes entre o mirandês, por um lado, e o português, o castelhano e o galego, por outro, têm efeitos ao nível da morfologia derivacional. O afixo de negação (in-) e o afixo ilativo (en-), que, em português, em castelhano e em galego, apresentam uma vogal anterior (e.g. impossível, imposible; imposible; entrançar, entrenzar, entrenzar), em mirandês disponibilizam vogal central (ampossible; antrançar). Nas três línguas que dispõem de vogal anterior em sílaba inicial, não há homonímia entre o afixo ilativo e o de negação, enquanto em mirandês os dois são homónimos. Relativamente à condição fonotáctica ii), também esta apresenta contraste na morfologia derivacional entre o mirandês e as outras línguas. Nestas ocorre o afixo de negação des-, enquanto em mirandês o correspondente daquele é o afixo z-.