Publicação
Manuais escolares: um ponto de situação
| Resumo: | De uns anos a esta parte os manuais escolares constituíram-se em assunto da ordem do dia na sociedade portuguesa. Os manuais escolares interferem com muitos actores educativos e sociais, designadamente professores, alunos, pais, Ministério da Educação, editores, autores e livreiros. Estes actores, na sua qualidade de utilizadores, produtores, distribuidores ou agentes reguladores, motivados por questões de natureza pedagógica e eficiência educativa, por razões relativas à qualidade, preço e peso ou, ainda, por questões de orçamento familiar, debatem e problematizam os manuais escolares, colocando questões e suscitando reflexões que podem contribuir para uma melhoria dos processos de concepção e de utilização deste material didáctico. Para além dos problemas educativos genéricos e dos problemas sociais e políticos, os manuais escolares colocam ainda problemas específicos aos educadores matemáticos. Estes têm interesse em conhecer e compreender melhor os processos de elaboração dos manuais escolares desta disciplina, a forma como integram os projectos editoriais, os modos de utilização seguidos pelos professores, o tipo e a natureza das relações que os alunos estabelecem com os diversos manuais escolares, não esquecendo aspectos relacionados com a análise científica, pedagógica, discursiva e sociológica dos mesmos e da sua evolução ao longo dos tempos. Tendo sempre presente as questões de natureza educativa que são centrais para a discussão do papel do manual escolar, este documento pretende (i) analisar a situação relativamente aos principais assuntos em discussão na política educativa relativamente ao manual escolar, (ii) indicar os contributos da investigação portuguesa sobre os manuais escolares de Matemática, e (iii) esboçar uma agenda de investigação para os manuais escolares desta disciplina no nosso país. |
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| Autores principais: | Moreira, Darlinda |
| Outros Autores: | Ponte, João Pedro; Pires, Manuel Vara; Teixeira, Paula |
| Assunto: | Manual escolar Matemática Avaliação e adopção |
| Ano: | 2006 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | De uns anos a esta parte os manuais escolares constituíram-se em assunto da ordem do dia na sociedade portuguesa. Os manuais escolares interferem com muitos actores educativos e sociais, designadamente professores, alunos, pais, Ministério da Educação, editores, autores e livreiros. Estes actores, na sua qualidade de utilizadores, produtores, distribuidores ou agentes reguladores, motivados por questões de natureza pedagógica e eficiência educativa, por razões relativas à qualidade, preço e peso ou, ainda, por questões de orçamento familiar, debatem e problematizam os manuais escolares, colocando questões e suscitando reflexões que podem contribuir para uma melhoria dos processos de concepção e de utilização deste material didáctico. Para além dos problemas educativos genéricos e dos problemas sociais e políticos, os manuais escolares colocam ainda problemas específicos aos educadores matemáticos. Estes têm interesse em conhecer e compreender melhor os processos de elaboração dos manuais escolares desta disciplina, a forma como integram os projectos editoriais, os modos de utilização seguidos pelos professores, o tipo e a natureza das relações que os alunos estabelecem com os diversos manuais escolares, não esquecendo aspectos relacionados com a análise científica, pedagógica, discursiva e sociológica dos mesmos e da sua evolução ao longo dos tempos. Tendo sempre presente as questões de natureza educativa que são centrais para a discussão do papel do manual escolar, este documento pretende (i) analisar a situação relativamente aos principais assuntos em discussão na política educativa relativamente ao manual escolar, (ii) indicar os contributos da investigação portuguesa sobre os manuais escolares de Matemática, e (iii) esboçar uma agenda de investigação para os manuais escolares desta disciplina no nosso país. |
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