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Estimativa do tempo de vida útil do azeite com recurso a modelos cinéticos e empíricos: Revisão sistemática

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A determinação do prazo de validade do azeite é crucial para garantir a sua classificação comercial e aumentar a confiança dos consumidores. A literatura identifica diferentes metodologias para determinar o tempo de vida útil do azeite, em geral baseadas em modelos cinéticos, modelos empíricos ou uma combinação de ambos. Os modelos podem ser desenvolvidos com base na evolução temporal de um único parâmetro de qualidade ou da composição do azeite, sob condições específicas de armazenamento, como temperatura, tipo de embalagem e exposição ou não à luz, ou num conjunto mais amplo de parâmetros, exigindo técnicas estatísticas multivariadas avançadas. Embora os modelos empíricos sejam precisos, a sua complexidade dificulta a sua implementação prática para não especialistas, limitando o seu uso generalizado na indústria do azeite. Este trabalho teve por objetivo avaliar as diferentes estratégias descritas recentemente na literatura para prever o tempo de vida útil do azeite durante o seu armazenamento. Foi feito um levantamento bibliográfico que se centrou num período temporal entre 2017 e a presente data. O levantamento bibliográfico realizado permitiu verificar que, em geral, o tempo de vida útil estimado é referente ao tempo durante o qual um dado azeite apresenta uma qualidade dentro dos limites legais para as categorias "virgem extra" ou "virgem". Das abordagens descritas na literatura pode ainda inferir-se que o índice de peróxidos é o parâmetro mais fiável para estimar o tempo de vida útil para o armazenamento de azeite com maior exposição ao ar, sendo o coeficiente de extinção a 268 nm, o parâmetro que permite uma estimativa mais robusta quando o azeite é armazenado com exposição limitada ao ar. Há, no entanto, uma lacuna significativa em modelos de previsão do prazo de durabilidade de alegações nutricionais ou de saúde, apesar sua relevância comercial e importância para os consumidores.
Autores principais:Ferreiro, Nuno Manuel
Outros Autores:Rodrigues, Nuno; Pereira, José Alberto; Peres, António M.
Assunto:Azeite Modelos preditivos Armazenamento Oxidação Categoria comercial Alegações nutricionais
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A determinação do prazo de validade do azeite é crucial para garantir a sua classificação comercial e aumentar a confiança dos consumidores. A literatura identifica diferentes metodologias para determinar o tempo de vida útil do azeite, em geral baseadas em modelos cinéticos, modelos empíricos ou uma combinação de ambos. Os modelos podem ser desenvolvidos com base na evolução temporal de um único parâmetro de qualidade ou da composição do azeite, sob condições específicas de armazenamento, como temperatura, tipo de embalagem e exposição ou não à luz, ou num conjunto mais amplo de parâmetros, exigindo técnicas estatísticas multivariadas avançadas. Embora os modelos empíricos sejam precisos, a sua complexidade dificulta a sua implementação prática para não especialistas, limitando o seu uso generalizado na indústria do azeite. Este trabalho teve por objetivo avaliar as diferentes estratégias descritas recentemente na literatura para prever o tempo de vida útil do azeite durante o seu armazenamento. Foi feito um levantamento bibliográfico que se centrou num período temporal entre 2017 e a presente data. O levantamento bibliográfico realizado permitiu verificar que, em geral, o tempo de vida útil estimado é referente ao tempo durante o qual um dado azeite apresenta uma qualidade dentro dos limites legais para as categorias "virgem extra" ou "virgem". Das abordagens descritas na literatura pode ainda inferir-se que o índice de peróxidos é o parâmetro mais fiável para estimar o tempo de vida útil para o armazenamento de azeite com maior exposição ao ar, sendo o coeficiente de extinção a 268 nm, o parâmetro que permite uma estimativa mais robusta quando o azeite é armazenado com exposição limitada ao ar. Há, no entanto, uma lacuna significativa em modelos de previsão do prazo de durabilidade de alegações nutricionais ou de saúde, apesar sua relevância comercial e importância para os consumidores.