Publicação
Comer o quê? - Relação entre a vivência afectivo-sexualidade e índice de massa corporal
| Resumo: | A sexualidade apresenta-se como uma necessidade básica humana, sendo a iniciação e a frequência da atividade sexual, indicadores de desenvolvimento humano. A literatura aponta que pessoas obesas ou com excesso de peso, autoreportam menos parceiros sexuais, elevado Índice de Massa Corporal (IMC) relaciona-se com reduzida frequência de atividade sexual e menor probabilidade das pessoas se tornarem sexualmente ativas. Assim, o trabalho apresenta como objetivo conhecer a perspetiva epidemiológica relativamente ao início da atividade sexual, número de parceiros sexuais e o IMC. Foi realizado um estudo exploratório de caracter quantitativo envolvendo uma amostra de 218 pacientes de ambos os géneros (68,3% mulheres e 31,7% homens) com idade compreendidas 18 e 65 anos, com diferentes categorias de IMC. Os dados foram recolhidos em vários hospitais do centro e norte do país. Os resultados revelam uma correlação negativa com significado estatístico, entre a Idade da Primeira Relação Sexual e o número de parceiros sexuais (ρ -,176**; α ,002) e o número de parceiros sexuais e o IMC (ρ -,252**; α,000). Por oposição, o número de parceiros sexuais apresenta correlação positiva e altamente significativa (ρ,340**; α ,000) com o nível de Habilitações Literárias/Profissionais. Verifica-se que a variável IMC estabelece duas correlações negativas, que apesar de serem fracas são altamente significativas: estabelece uma correlação negativa com Número de parceiros sexuais (ρ -,252**; α ,000), e correlação negativa entre o IMC e o nível de Habilitações Literárias/ Profissionais (ρ -,352**; α ,000). Corroborando a literatura apresentada, o número de parceiros sexuais tenderá a ser tanto menor quanto mais elevado for o IMC, pessoas com obesidade e excesso de peso auto reportarem menor número de parceiros sexuais em comparação com pessoas com normopeso. Pessoas com maior nível de habilitações literárias têm tendencialmente mais parceiros sexuais. É igualmente sugestivo de que, a variabilidade do aumento do IMC ocorre com a diminuição não só do número de parceiros como também com o nível de habilitações. |
|---|---|
| Autores principais: | Pereira, Filomena |
| Outros Autores: | Castro, Ricardo de; Veiga-Branco, Augusta |
| Assunto: | Iniciação sexual Frequência sexual IMC |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A sexualidade apresenta-se como uma necessidade básica humana, sendo a iniciação e a frequência da atividade sexual, indicadores de desenvolvimento humano. A literatura aponta que pessoas obesas ou com excesso de peso, autoreportam menos parceiros sexuais, elevado Índice de Massa Corporal (IMC) relaciona-se com reduzida frequência de atividade sexual e menor probabilidade das pessoas se tornarem sexualmente ativas. Assim, o trabalho apresenta como objetivo conhecer a perspetiva epidemiológica relativamente ao início da atividade sexual, número de parceiros sexuais e o IMC. Foi realizado um estudo exploratório de caracter quantitativo envolvendo uma amostra de 218 pacientes de ambos os géneros (68,3% mulheres e 31,7% homens) com idade compreendidas 18 e 65 anos, com diferentes categorias de IMC. Os dados foram recolhidos em vários hospitais do centro e norte do país. Os resultados revelam uma correlação negativa com significado estatístico, entre a Idade da Primeira Relação Sexual e o número de parceiros sexuais (ρ -,176**; α ,002) e o número de parceiros sexuais e o IMC (ρ -,252**; α,000). Por oposição, o número de parceiros sexuais apresenta correlação positiva e altamente significativa (ρ,340**; α ,000) com o nível de Habilitações Literárias/Profissionais. Verifica-se que a variável IMC estabelece duas correlações negativas, que apesar de serem fracas são altamente significativas: estabelece uma correlação negativa com Número de parceiros sexuais (ρ -,252**; α ,000), e correlação negativa entre o IMC e o nível de Habilitações Literárias/ Profissionais (ρ -,352**; α ,000). Corroborando a literatura apresentada, o número de parceiros sexuais tenderá a ser tanto menor quanto mais elevado for o IMC, pessoas com obesidade e excesso de peso auto reportarem menor número de parceiros sexuais em comparação com pessoas com normopeso. Pessoas com maior nível de habilitações literárias têm tendencialmente mais parceiros sexuais. É igualmente sugestivo de que, a variabilidade do aumento do IMC ocorre com a diminuição não só do número de parceiros como também com o nível de habilitações. |
|---|