Publicação
A supervisão pedagógica enquanto processo isomórfico: um estudo de caso
| Resumo: | O estágio, no âmbito da formação inicial de educadores de infância, exige uma abordagem renovada, uma desconstrução que catalise a mudança, sob pena dos(as) futuros(as) educadores(as) virem a reproduzir o que viram ser e fazer na docência, que marcou a sua história de vida escolar. Neste sentido importa, pois, oferecer aos(às) formandos(as) verdadeiras alternativas pedagógicas, acompanhando-os(as) na descoberta de outras práticas e renovados modos de atuar e exercer a função de educadores(as). O presente estudo, inserido no contexto da supervisão pedagógica, procura assim (i) compreender a aprendizagem profissional na sua relação com o contexto supervisivo e (ii) descrever e compreender o crescimento de uma estagiária, num jardim-de-infância da rede solidária, tendo como referência a “gramática pedagógica” utilizada no contexto supervisivo. Do ponto de vista metodológico este estudo situa-se no paradigma qualitativo, assente num desenho de estudo singular, de tipo descritivo e interpretativo, com recurso a múltiplas fontes. Especificamente, como processo de recolha de dados procedeu-se a filmagens, a notas de campo, a entrevistas semiestruturadas e à análise documental. A ética do estudo cumpre-se pela garantia de anonimato das crianças e pelo anonimato e consentimento informado da estagiária, da orientadora e da instituição que acolheu a investigação. Os resultados revelam que a gramática pedagógica e o papel da orientadora foram determinantes na reformulação das ideias prévias da estagiária. Torna-se evidente que, de uma pedagogia transmissiva tradicional, assente na convicção da lógica dos saberes que ignoram a criança como sujeito de direitos, a estagiária foi evoluindo para uma pedagogia de respeito, de participação para e com as crianças. De um modo geral conclui-se que o orientador deve criar um contexto social promotor da interpessoalidade que permita a aquisição do conhecimento a nível intrapessoal, esperando que a estagiária, isomorficamente, o faça com as crianças. |
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| Autores principais: | Novo, Rosa |
| Outros Autores: | Prada, Ana Raquel Russo |
| Assunto: | Supervisão pedagógica Aprendizgem profisisonal Formação inicial Educação de infância |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O estágio, no âmbito da formação inicial de educadores de infância, exige uma abordagem renovada, uma desconstrução que catalise a mudança, sob pena dos(as) futuros(as) educadores(as) virem a reproduzir o que viram ser e fazer na docência, que marcou a sua história de vida escolar. Neste sentido importa, pois, oferecer aos(às) formandos(as) verdadeiras alternativas pedagógicas, acompanhando-os(as) na descoberta de outras práticas e renovados modos de atuar e exercer a função de educadores(as). O presente estudo, inserido no contexto da supervisão pedagógica, procura assim (i) compreender a aprendizagem profissional na sua relação com o contexto supervisivo e (ii) descrever e compreender o crescimento de uma estagiária, num jardim-de-infância da rede solidária, tendo como referência a “gramática pedagógica” utilizada no contexto supervisivo. Do ponto de vista metodológico este estudo situa-se no paradigma qualitativo, assente num desenho de estudo singular, de tipo descritivo e interpretativo, com recurso a múltiplas fontes. Especificamente, como processo de recolha de dados procedeu-se a filmagens, a notas de campo, a entrevistas semiestruturadas e à análise documental. A ética do estudo cumpre-se pela garantia de anonimato das crianças e pelo anonimato e consentimento informado da estagiária, da orientadora e da instituição que acolheu a investigação. Os resultados revelam que a gramática pedagógica e o papel da orientadora foram determinantes na reformulação das ideias prévias da estagiária. Torna-se evidente que, de uma pedagogia transmissiva tradicional, assente na convicção da lógica dos saberes que ignoram a criança como sujeito de direitos, a estagiária foi evoluindo para uma pedagogia de respeito, de participação para e com as crianças. De um modo geral conclui-se que o orientador deve criar um contexto social promotor da interpessoalidade que permita a aquisição do conhecimento a nível intrapessoal, esperando que a estagiária, isomorficamente, o faça com as crianças. |
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