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Análise das complicações locais associadas ao cateterismo venoso periférico no doente crítico

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Resumo:O cateterismo venoso periférico é uma das técnicas de enfermagem mais frequentes em meio hospitalar. É um processo que apresenta vários riscos e que pode derivar em maleficio para o doente, na sua maioria evitáveis. Objetivos: Analisar as complicações locais associadas ao cateterismo venoso periférico no doente crítico num Serviço de Medicina Intensiva de uma unidade hospitalar do Norte de Portugal. Método: Desenvolveu-se um estudo transversal analítico prospetivo, em 48 doentes internados num Serviço de Medicina Intensiva com cateter venoso periférico, durante o mês de agosto aos quais foram realizadas até 3 observações ao local do cateterismo venosos periférico totalizando 173, num total de 94 cateteres venosos periféricos. Como instrumento de recolha de dados foi utilizado uma grelha de registo para os dados sociodemográficos, clínicos e cumprimento das bundlles de colocação, manutenção e substituição ou remoção de cateter venoso periférico, Escala Portuguesa de Flebite e a Escala Portuguesa de Infiltração, para avaliar a presença de complicações. O estudo obteve parecer favorável da Comissão de Ética. Resultados: A amostra maioritariamente masculina (54,2%), com uma média de 70,13 anos. Os cateteres venosos periféricos de calibre 20G foram os mais utilizados (58,5 %), no membro superior (25,5 % esquerdo e 23,4 % direito). O diagnóstico mais frequente na admissão foram as doenças infeciosas e parasitárias (33,3 %) e as novas doenças de etiologia incerta (Covid-19) (16,7 %). Verificaram-se complicações locais em 11,6 % dos cateteres venosos periféricos observados (6,3 % flebites, 2,3 % infiltrações e 2,9 % obstruções), com associação, estatisticamente significativa, com o tempo de permanência do cateter venoso periférico. Conclusão: A frequência de complicações locais associadas ao cateterismo periférico no doente crítico encontrada foi significativa, associando-se com o tempo de permanência. Recomendamos a avaliação de forma continua da necessidade de cateter venoso periférico e a retirada do mesmo sempre que este deixe de ser essencial para o tratamento do doente ou a sua substituição. A realização de novos estudos com amostras de maior dimensão em contexto de doente crítico no nosso país.
Autores principais:Mota, Sérgio Miguel Rodrigues Peixoto Pinto da
Assunto:Complicações Doente crítico Cateterismo venoso periférico
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O cateterismo venoso periférico é uma das técnicas de enfermagem mais frequentes em meio hospitalar. É um processo que apresenta vários riscos e que pode derivar em maleficio para o doente, na sua maioria evitáveis. Objetivos: Analisar as complicações locais associadas ao cateterismo venoso periférico no doente crítico num Serviço de Medicina Intensiva de uma unidade hospitalar do Norte de Portugal. Método: Desenvolveu-se um estudo transversal analítico prospetivo, em 48 doentes internados num Serviço de Medicina Intensiva com cateter venoso periférico, durante o mês de agosto aos quais foram realizadas até 3 observações ao local do cateterismo venosos periférico totalizando 173, num total de 94 cateteres venosos periféricos. Como instrumento de recolha de dados foi utilizado uma grelha de registo para os dados sociodemográficos, clínicos e cumprimento das bundlles de colocação, manutenção e substituição ou remoção de cateter venoso periférico, Escala Portuguesa de Flebite e a Escala Portuguesa de Infiltração, para avaliar a presença de complicações. O estudo obteve parecer favorável da Comissão de Ética. Resultados: A amostra maioritariamente masculina (54,2%), com uma média de 70,13 anos. Os cateteres venosos periféricos de calibre 20G foram os mais utilizados (58,5 %), no membro superior (25,5 % esquerdo e 23,4 % direito). O diagnóstico mais frequente na admissão foram as doenças infeciosas e parasitárias (33,3 %) e as novas doenças de etiologia incerta (Covid-19) (16,7 %). Verificaram-se complicações locais em 11,6 % dos cateteres venosos periféricos observados (6,3 % flebites, 2,3 % infiltrações e 2,9 % obstruções), com associação, estatisticamente significativa, com o tempo de permanência do cateter venoso periférico. Conclusão: A frequência de complicações locais associadas ao cateterismo periférico no doente crítico encontrada foi significativa, associando-se com o tempo de permanência. Recomendamos a avaliação de forma continua da necessidade de cateter venoso periférico e a retirada do mesmo sempre que este deixe de ser essencial para o tratamento do doente ou a sua substituição. A realização de novos estudos com amostras de maior dimensão em contexto de doente crítico no nosso país.