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Perda de carbono orgânico por erosão hídrica em povoamentos florestais recém instalados

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A perda de carbono através dos sedimentos produzidos por erosão hídrica, para além de representar um prejuízo económico constitui também um factor de degradação ambiental. O solo constitui o maior reservatório de carbono na biosfera terrestre e pequenas variações negativas aí registadas podem conduzir a mudanças substanciais na concentração atmosférica de CO2, com implicações sobre o clima global. O presente estudo tem por objectivo avaliar a perda de carbono por erosão hídrica em povoamentos florestais instalados sob 4 técnicas com diferente intensidade de preparação do solo (tratamentos). O ensaio foi instalado em Lamas de Podence, concelho de Macedo de Cavaleiros, a 700 m de altitude, com precipitação média anual de 655 mm e temperatura média anual de 12ºC. O delineamento experimental incluiu 6 micro-parcelas de erosão (repetições) por tratamento,onde se procedeu à recolha de sedimento e escoamento superficial. Os resultados apresentados referem-se aos primeiros 13 eventos, num total de cerca de 1200 mm de precipitação num ano, durante os quais se acompanharam as perdas de água e sedimento em micro-parcelas de 2,3 a 2,9 m2. A perda de sedimento no solo sem intervenção mecânica (TSMO) foi de 22,9 g m-2 num ano. Nas áreas sujeitas a preparação do terreno e plantadas, os valores da perda de sedimento foram 7 a 11 vezes superiores. Como esperado, a perda de solo foi superior no tratamento de maior intensidade de mobilização do solo (RCVC), equivalente a 2,5 t ha-1 num ano. A perda de carbono apresenta uma relação muito estreita com a perda de sedimento (r2 = 0,989). O efeito das técnicas de preparação do terreno nas perdas de sedimento e carbono não é muito expressivo, no entanto, estes parâmetros tendem a aumentar com a intensidade da mobilização. Efeitos locais, ao nível da micro-parcela, como o declive, o coberto superficial e a rugosidade superficial, contribuem para explicar os resultados obtidos.
Autores principais:Fonseca, Felícia
Outros Autores:Figueiredo, Tomás de; Martins, Afonso
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A perda de carbono através dos sedimentos produzidos por erosão hídrica, para além de representar um prejuízo económico constitui também um factor de degradação ambiental. O solo constitui o maior reservatório de carbono na biosfera terrestre e pequenas variações negativas aí registadas podem conduzir a mudanças substanciais na concentração atmosférica de CO2, com implicações sobre o clima global. O presente estudo tem por objectivo avaliar a perda de carbono por erosão hídrica em povoamentos florestais instalados sob 4 técnicas com diferente intensidade de preparação do solo (tratamentos). O ensaio foi instalado em Lamas de Podence, concelho de Macedo de Cavaleiros, a 700 m de altitude, com precipitação média anual de 655 mm e temperatura média anual de 12ºC. O delineamento experimental incluiu 6 micro-parcelas de erosão (repetições) por tratamento,onde se procedeu à recolha de sedimento e escoamento superficial. Os resultados apresentados referem-se aos primeiros 13 eventos, num total de cerca de 1200 mm de precipitação num ano, durante os quais se acompanharam as perdas de água e sedimento em micro-parcelas de 2,3 a 2,9 m2. A perda de sedimento no solo sem intervenção mecânica (TSMO) foi de 22,9 g m-2 num ano. Nas áreas sujeitas a preparação do terreno e plantadas, os valores da perda de sedimento foram 7 a 11 vezes superiores. Como esperado, a perda de solo foi superior no tratamento de maior intensidade de mobilização do solo (RCVC), equivalente a 2,5 t ha-1 num ano. A perda de carbono apresenta uma relação muito estreita com a perda de sedimento (r2 = 0,989). O efeito das técnicas de preparação do terreno nas perdas de sedimento e carbono não é muito expressivo, no entanto, estes parâmetros tendem a aumentar com a intensidade da mobilização. Efeitos locais, ao nível da micro-parcela, como o declive, o coberto superficial e a rugosidade superficial, contribuem para explicar os resultados obtidos.