Publicação
Determinação da idade à puberdade comportamental dos borregos da raça Churra Galega Bragançana
| Resumo: | Neste trabalho procurou-se identificar o momento do aparecimento da puberdade comportamental, nos machos da raça Churra Galega Bragançana. Considerou-se que os animais tinham alcançado a puberdade comportamental quando apresentaram, pela primeira vez, a sequência correcta e completa do comportamento sexual. Nas condições em que este trabalho foi desenvolvido, a puberdade fisiológica precedeu em 11 a 35 semanas a puberdade comportamental. Esta última surgiu quando os animais apresentavam idades compreendidas entre os 267 e os 427 dias e um peso corporal de 37 a 64 kg, ou seja, 50 a 87% do seu peso adulto. Quando do estabelecimento da puberdade comportamental, os níveis plasmáticos de testosterona, determinados 3 horas após o amanhecer, variaram, entre animais, de 0,2 a 7,9 nl/ml. Neste sentido, não nos parece ter existido uma relação estreita entre estes níveis plasmáticos de testosterona e o aparecimento da puberdade comportamental. Ao contrário do que se verificou com os níveis plasmáticos de testosterona, as medidas escrotais e testiculares correlacionaram-se significativamente com o peso e com a idade dos animais, com os momentos do nascer e do pôr-do-sol, com o período de duração do período diário de luz, com as temperaturas mínima, máxima e média do ar e com os teores mínimo, máximo e médio de humidade do ar. Durante o primeiro mês e meio pós-puberdade comportamental, não foi possível encontrar qualquer relação estatisticamente significativa entre os parâmetros comportamentais estudados e os níveis plasmáticos de testosterona, o peso e a idade dos borregos. Das medidas escrotais e testiculares realizadas, somente o perímetro escrotal mostrou estar correlacionado com dois dos parâmetros comportamentais estudados: número de saltos (r=0,817) e intervalo entre o 2º e o 3º saltos (r=0,788). Nenhum dos factores ambientais parece ter afectado significativamente o comportamento sexual dos borregos Churros Galegos Bragançanos. |
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| Autores principais: | Valentim, Ramiro |
| Outros Autores: | Teixeira, Alfredo; Azevedo, Jorge; Correia, Teresa Montenegro |
| Assunto: | Puberdade Raça Churra Galega Bragançana |
| Ano: | 1995 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Neste trabalho procurou-se identificar o momento do aparecimento da puberdade comportamental, nos machos da raça Churra Galega Bragançana. Considerou-se que os animais tinham alcançado a puberdade comportamental quando apresentaram, pela primeira vez, a sequência correcta e completa do comportamento sexual. Nas condições em que este trabalho foi desenvolvido, a puberdade fisiológica precedeu em 11 a 35 semanas a puberdade comportamental. Esta última surgiu quando os animais apresentavam idades compreendidas entre os 267 e os 427 dias e um peso corporal de 37 a 64 kg, ou seja, 50 a 87% do seu peso adulto. Quando do estabelecimento da puberdade comportamental, os níveis plasmáticos de testosterona, determinados 3 horas após o amanhecer, variaram, entre animais, de 0,2 a 7,9 nl/ml. Neste sentido, não nos parece ter existido uma relação estreita entre estes níveis plasmáticos de testosterona e o aparecimento da puberdade comportamental. Ao contrário do que se verificou com os níveis plasmáticos de testosterona, as medidas escrotais e testiculares correlacionaram-se significativamente com o peso e com a idade dos animais, com os momentos do nascer e do pôr-do-sol, com o período de duração do período diário de luz, com as temperaturas mínima, máxima e média do ar e com os teores mínimo, máximo e médio de humidade do ar. Durante o primeiro mês e meio pós-puberdade comportamental, não foi possível encontrar qualquer relação estatisticamente significativa entre os parâmetros comportamentais estudados e os níveis plasmáticos de testosterona, o peso e a idade dos borregos. Das medidas escrotais e testiculares realizadas, somente o perímetro escrotal mostrou estar correlacionado com dois dos parâmetros comportamentais estudados: número de saltos (r=0,817) e intervalo entre o 2º e o 3º saltos (r=0,788). Nenhum dos factores ambientais parece ter afectado significativamente o comportamento sexual dos borregos Churros Galegos Bragançanos. |
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