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Memórias da vida de um professor em Moçambique: (Re)construção de uma narrativa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A escola retrata a realidade social e cultural e os valores de um país, considerando tratar-se de uma instituição de enorme relevância social e a partir da qual os governos exercem influencia direta enquanto responsáveis e decisores de politicas educativas. Ora, nesse contexto, este artigo pretende revisitar a vida e as memorias de um professor que lecionou em Moçambique, entre os anos de 1966-1975. A principal intencionalidade consubstancia-se na tentativa de recolher informação, testemunhada de viva voz, bem como obter elementos que possibilitem interpretar as semelhanças ou contrastes entre a realidade da Escola portuguesa e moçambicana, durante o período colonial. Admitindo que a escola e os professores foram, neste tempo histórico, uma forma de veicular as politicas coloniais e o status quo do governo autoritário português, considera-se importante preservar memorias de quem habitou e experienciou a vida profissional nesses contextos geográficos. Além do mais, possibilitara, eventualmente, (des)construir conceitos e pré-conceitos sobre a realidade socioeducativa moçambicana, dessa época, reconciliando dois povos que apesar de aprisionados por politicas ditatoriais, partilham laços em comum quiçá reforçados porque se exprimem em língua portuguesa.
Autores principais:Bonifácio, Evangelina
Assunto:Escola Colonial Moçambique Memórias
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A escola retrata a realidade social e cultural e os valores de um país, considerando tratar-se de uma instituição de enorme relevância social e a partir da qual os governos exercem influencia direta enquanto responsáveis e decisores de politicas educativas. Ora, nesse contexto, este artigo pretende revisitar a vida e as memorias de um professor que lecionou em Moçambique, entre os anos de 1966-1975. A principal intencionalidade consubstancia-se na tentativa de recolher informação, testemunhada de viva voz, bem como obter elementos que possibilitem interpretar as semelhanças ou contrastes entre a realidade da Escola portuguesa e moçambicana, durante o período colonial. Admitindo que a escola e os professores foram, neste tempo histórico, uma forma de veicular as politicas coloniais e o status quo do governo autoritário português, considera-se importante preservar memorias de quem habitou e experienciou a vida profissional nesses contextos geográficos. Além do mais, possibilitara, eventualmente, (des)construir conceitos e pré-conceitos sobre a realidade socioeducativa moçambicana, dessa época, reconciliando dois povos que apesar de aprisionados por politicas ditatoriais, partilham laços em comum quiçá reforçados porque se exprimem em língua portuguesa.