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Prática de ensino supervisionada em Ensino do 1º e 2º Ciclo do Ensino Básico

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Resumo:O estudo que aqui se apresenta teve como foco investigacional a metodologia investigativa com crianças (Inquiry Based Learning), enquanto estratégia de ensinoaprendizagem. O trabalho foi desenvolvido no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado de Ensino dos 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico, em cinco salas, uma do 1.º Ciclo do Ensino Básico e quatro de 2.º Ciclo do Ensino Básico, em quatro disciplinas diferentes (Português, Matemática, História e Geografia de Portugal e Ciências da Natureza) e que procurou integrar a natureza holística da prática docente. Centrar a investigação nos modos de ação implicou a leitura da realidade existente e a implementação de alternativas às praticas observadas. O quadro de referência para a implementação de atividades investigativas com crianças foi o Modelo 5E e as referências concetuais das abordagens de Dewey e Bruner. Estas linhas valorizam a ação dos alunos na formulação de problemas e hipóteses, na exploração, experimentação e pesquisa, na análise, interpretação e discussão dos dados recolhidos. Estes procedimentos implicam a construção de significados a partir da ação e do pensamento reflexivo, promovido através do questionamento do docente. Trata-se de um estudo de multicaso (ou múltiplos contextos), revelando-se cada contexto de intervenção como um caso de análise. O estudo assenta numa abordagem qualitativa, de cariz interpretativo, que utilizou a investigação-ação como metodologia. Para a recolha de dados, foram utilizados questionários às crianças, em diferentes momentos, entrevistas e questionários às professoras cooperantes, reflexões pessoais sobre o processo e notas de campo. A análise dos dados situou-se numa linha quantitativa e qualitativa, usando a descrição e a interpretação para aceder às perspetivas e práticas assumidas, ao logo do processo. Os dados revelam algumas das vantagens da IBL em contexto escolar, bem como as dificuldades que esta metodologia encontra, ao ser implementada com crianças que estão mais habituadas a ouvir e executar do que a investigar. Os resultados obtidos na investigação-ação, que emergiram da aplicação de vários instrumentos de recolha de dados, aplicados a um total de 90 crianças, de 5 professores e da realização, em contexto, de EEA baseadas na estratégia IBL que, quando comparada à estratégia transmissiva, apresenta mais vantagens para as crianças, sendo enunciadas mais desvantagens para os professores.
Autores principais:Silva, Inês Diana Oliveira da
Assunto:Investigação com crianças Modelo 5E Estudo multicaso Estratégias de ensino aprendizagem
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O estudo que aqui se apresenta teve como foco investigacional a metodologia investigativa com crianças (Inquiry Based Learning), enquanto estratégia de ensinoaprendizagem. O trabalho foi desenvolvido no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado de Ensino dos 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico, em cinco salas, uma do 1.º Ciclo do Ensino Básico e quatro de 2.º Ciclo do Ensino Básico, em quatro disciplinas diferentes (Português, Matemática, História e Geografia de Portugal e Ciências da Natureza) e que procurou integrar a natureza holística da prática docente. Centrar a investigação nos modos de ação implicou a leitura da realidade existente e a implementação de alternativas às praticas observadas. O quadro de referência para a implementação de atividades investigativas com crianças foi o Modelo 5E e as referências concetuais das abordagens de Dewey e Bruner. Estas linhas valorizam a ação dos alunos na formulação de problemas e hipóteses, na exploração, experimentação e pesquisa, na análise, interpretação e discussão dos dados recolhidos. Estes procedimentos implicam a construção de significados a partir da ação e do pensamento reflexivo, promovido através do questionamento do docente. Trata-se de um estudo de multicaso (ou múltiplos contextos), revelando-se cada contexto de intervenção como um caso de análise. O estudo assenta numa abordagem qualitativa, de cariz interpretativo, que utilizou a investigação-ação como metodologia. Para a recolha de dados, foram utilizados questionários às crianças, em diferentes momentos, entrevistas e questionários às professoras cooperantes, reflexões pessoais sobre o processo e notas de campo. A análise dos dados situou-se numa linha quantitativa e qualitativa, usando a descrição e a interpretação para aceder às perspetivas e práticas assumidas, ao logo do processo. Os dados revelam algumas das vantagens da IBL em contexto escolar, bem como as dificuldades que esta metodologia encontra, ao ser implementada com crianças que estão mais habituadas a ouvir e executar do que a investigar. Os resultados obtidos na investigação-ação, que emergiram da aplicação de vários instrumentos de recolha de dados, aplicados a um total de 90 crianças, de 5 professores e da realização, em contexto, de EEA baseadas na estratégia IBL que, quando comparada à estratégia transmissiva, apresenta mais vantagens para as crianças, sendo enunciadas mais desvantagens para os professores.