Publicação
Creating resilient silvopastoral systems: Mediterranean silvopastoralism as a model for agroforestry
| Resumo: | O capítulo analisa os sistemas silvopastoris na Península Ibérica como um modelo de agrofloresta resiliente que integra árvores (sobretudo carvalhos), estrato arbustivo/herbáceo e gado. Enquadra a importância histórica de sistemas como o montado (Portugal) e a dehesa (Espanha), hoje pressionados pela intensificação agrícola, pelas políticas agrárias e pelas alterações climáticas, mas ainda relevantes pelo seu valor económico, ecológico e cultural. Descreve as interações entre ungulados domésticos e selvagens e os ecossistemas florestais: alimentação seletiva, pisoteio, deposição de estrume/urina e descasque, com efeitos na dispersão de sementes, composição da vegetação e propriedades do solo. Sublinha a “dupla face” destes efeitos: podem aumentar heterogeneidade, reciclagem de nutrientes e reduzir combustíveis finos, mas também provocar compactação, erosão, degradação do habitat e falhas de regeneração quando há sobrepastoreio e gestão inadequada. Aborda ainda como a cobertura arbórea condiciona o microclima, a água, luz e nutrientes, influenciando produtividade e qualidade da forragem, e como a sombra é crucial para o bem-estar animal em verões quentes, reduzindo o stress térmico. Por fim, destaca espécies e práticas-chave (Quercus ilex, Q. suber, Q. pyrenaica; ovinos, caprinos, bovinos e suínos em “montanera”) e defende a gestão integrada, inovação e coesão comunitária para assegurar a sustentabilidade futura e manter os serviços de ecossistema associados. |
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| Autores principais: | Castro, Marina |
| Outros Autores: | Souza, Júlio Henrique Germano de; Castro, José |
| Assunto: | Oak woodlands Ecosystem services Grazing animals Tree cover Portugal |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O capítulo analisa os sistemas silvopastoris na Península Ibérica como um modelo de agrofloresta resiliente que integra árvores (sobretudo carvalhos), estrato arbustivo/herbáceo e gado. Enquadra a importância histórica de sistemas como o montado (Portugal) e a dehesa (Espanha), hoje pressionados pela intensificação agrícola, pelas políticas agrárias e pelas alterações climáticas, mas ainda relevantes pelo seu valor económico, ecológico e cultural. Descreve as interações entre ungulados domésticos e selvagens e os ecossistemas florestais: alimentação seletiva, pisoteio, deposição de estrume/urina e descasque, com efeitos na dispersão de sementes, composição da vegetação e propriedades do solo. Sublinha a “dupla face” destes efeitos: podem aumentar heterogeneidade, reciclagem de nutrientes e reduzir combustíveis finos, mas também provocar compactação, erosão, degradação do habitat e falhas de regeneração quando há sobrepastoreio e gestão inadequada. Aborda ainda como a cobertura arbórea condiciona o microclima, a água, luz e nutrientes, influenciando produtividade e qualidade da forragem, e como a sombra é crucial para o bem-estar animal em verões quentes, reduzindo o stress térmico. Por fim, destaca espécies e práticas-chave (Quercus ilex, Q. suber, Q. pyrenaica; ovinos, caprinos, bovinos e suínos em “montanera”) e defende a gestão integrada, inovação e coesão comunitária para assegurar a sustentabilidade futura e manter os serviços de ecossistema associados. |
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