Publicação
Neofobia alimentar em estudantes internacionais de origem lusófona do ensino superior
| Resumo: | A comunidade lusófona partilha a língua e cultura portuguesa, mas existe diferenças significativas ao nível dos hábitos alimentares, tipos de alimentos, confeções etc. Nos estudantes de origem lusófona a mobilidade internacional é cada vez mais comum, no entanto o contacto com outra cultura alimentar pode despertar neofobia alimentar, e limitar a prática de uma alimentação saudável. Foi objetivo estudar a neofobia alimentar nesta população e conhecer quais os cofatores. Realizou-se um estudo transversal, numa amostra não probabilística de 180 alunos internacionais de origem lusófona, matriculados no Instituto Politécnico de Bragança. Foi observada uma associação entre a neofobia alimentar e o continente de origem. Os lusófonos do continente africano revelaram ser mais neofóbicos do que os do continente americano. A neofobia diminuiu significativamente com a idade, o género feminino apresentou um maior score de neofobia alimentar. Os alunos da área da saúde foram significativamente mais neofóbicos. Não houve correlação significativa entre a neofobia e a auto-perceção da dieta. Quanto maior a neofobia, menor foi a frequência de consumo de peixe, snack salgados e bebidas alcoólicas. Verificou-se que os alunos com um rendimento maior obtiveram um maior score de neofobia. O estudo da neofobia alimentar é importante porque esta parece influenciar as preferências alimentares e a frequência de consumo de alguns grupos de alimentos, e consequentemente a qualidade da dieta. Compreender a complexidade da mudança no processo de aculturação e os seus efeitos sobre a alimentação é essencial para a promoção de hábitos alimentares saudáveis. |
|---|---|
| Autores principais: | Rocha, Pedrina Pinto |
| Outros Autores: | Ferro-Lebres, Vera; Fernandes, António |
| Assunto: | Transtornos fóbicos Estudantes lusófonos Educação superior Comportamento alimentar |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A comunidade lusófona partilha a língua e cultura portuguesa, mas existe diferenças significativas ao nível dos hábitos alimentares, tipos de alimentos, confeções etc. Nos estudantes de origem lusófona a mobilidade internacional é cada vez mais comum, no entanto o contacto com outra cultura alimentar pode despertar neofobia alimentar, e limitar a prática de uma alimentação saudável. Foi objetivo estudar a neofobia alimentar nesta população e conhecer quais os cofatores. Realizou-se um estudo transversal, numa amostra não probabilística de 180 alunos internacionais de origem lusófona, matriculados no Instituto Politécnico de Bragança. Foi observada uma associação entre a neofobia alimentar e o continente de origem. Os lusófonos do continente africano revelaram ser mais neofóbicos do que os do continente americano. A neofobia diminuiu significativamente com a idade, o género feminino apresentou um maior score de neofobia alimentar. Os alunos da área da saúde foram significativamente mais neofóbicos. Não houve correlação significativa entre a neofobia e a auto-perceção da dieta. Quanto maior a neofobia, menor foi a frequência de consumo de peixe, snack salgados e bebidas alcoólicas. Verificou-se que os alunos com um rendimento maior obtiveram um maior score de neofobia. O estudo da neofobia alimentar é importante porque esta parece influenciar as preferências alimentares e a frequência de consumo de alguns grupos de alimentos, e consequentemente a qualidade da dieta. Compreender a complexidade da mudança no processo de aculturação e os seus efeitos sobre a alimentação é essencial para a promoção de hábitos alimentares saudáveis. |
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