Publicação
Estudo experimental e modelação numérica do punçoamento excêntrico em lajes fungiformes
| Resumo: | A capacidade resistente das lajes fungiformes é, frequentemente, limitada pela carga de rotura ao punçoamento, habitualmente inferior à carga de rotura por flexão. A investigação do fenómeno do punçoamento tem incidido essencialmente sobre o punçoamento centrado, em relação ao qual se poderá reconhecer que existe, actualmente, um conhecimento razoável aferido pela boa concordância entre as teorias explicativas e os resultados experimentais. Ao invés, os estudos experimentais sobre a influência da excentricidade do carregamento em lajes fungiformes são, ainda, escassos. Por outro lado a análise da regulamentação existente [1-4] evidencia claras diferenças nas recomendações e disposições legais em relação ao punçoamento. O presente trabalho tem como objectivo o estudo por vias experimental e numérica do efeito da excentricidade do carregamento na capacidade resistente última de lajes fungiformes. É avaliada experimentalmente a contribuição da armadura de punçoamento, analisando comparativamente os comportamentos de lajes em betão corrente, com ou sem armadura específica de punçoamento. Descrevem-se os ensaios realizados em seis modelos à escala real de laje quadrada (2.5×2.5×0.18 m3), submetidos a carregamento centrado e com excentricidade de 0.8 da dimensão do pilar central, também quadrado (0.25×0.25 m2). São avaliadas as contribuições da armadura transversal na carga última e na definição do cone de rotura. A excentricidade da carga determina uma redução de 32 % e de 25 % da capacidade resistente ao punçoamento no caso das lajes sem e com armadura transversal, respectivamente. A presença da armadura transversal origina um aumento da carga última de 23 % ou de 34 % nos ensaios sem ou com excentricidade, respectivamente. Os ensaios experimentais são também reproduzidos por simulações numéricas com recurso ao método dos elementos finitos e ao código computacional DIANA [5]. |
|---|---|
| Autores principais: | Moreno, Carlos |
| Outros Autores: | Bastos, Ana Sarmento |
| Assunto: | Laje fungiforme Punçoamento excêntrico Modelação numérica Ensaio experimental |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A capacidade resistente das lajes fungiformes é, frequentemente, limitada pela carga de rotura ao punçoamento, habitualmente inferior à carga de rotura por flexão. A investigação do fenómeno do punçoamento tem incidido essencialmente sobre o punçoamento centrado, em relação ao qual se poderá reconhecer que existe, actualmente, um conhecimento razoável aferido pela boa concordância entre as teorias explicativas e os resultados experimentais. Ao invés, os estudos experimentais sobre a influência da excentricidade do carregamento em lajes fungiformes são, ainda, escassos. Por outro lado a análise da regulamentação existente [1-4] evidencia claras diferenças nas recomendações e disposições legais em relação ao punçoamento. O presente trabalho tem como objectivo o estudo por vias experimental e numérica do efeito da excentricidade do carregamento na capacidade resistente última de lajes fungiformes. É avaliada experimentalmente a contribuição da armadura de punçoamento, analisando comparativamente os comportamentos de lajes em betão corrente, com ou sem armadura específica de punçoamento. Descrevem-se os ensaios realizados em seis modelos à escala real de laje quadrada (2.5×2.5×0.18 m3), submetidos a carregamento centrado e com excentricidade de 0.8 da dimensão do pilar central, também quadrado (0.25×0.25 m2). São avaliadas as contribuições da armadura transversal na carga última e na definição do cone de rotura. A excentricidade da carga determina uma redução de 32 % e de 25 % da capacidade resistente ao punçoamento no caso das lajes sem e com armadura transversal, respectivamente. A presença da armadura transversal origina um aumento da carga última de 23 % ou de 34 % nos ensaios sem ou com excentricidade, respectivamente. Os ensaios experimentais são também reproduzidos por simulações numéricas com recurso ao método dos elementos finitos e ao código computacional DIANA [5]. |
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