Publicação
A transformação da paisagem pastoril no Parque Natural Montesinho (1995 – 2022)
| Resumo: | Analisar a transformação dos usos agrícolas e florestais de um território é uma das abordagens mais utilizadas para compreender o efeito de fatores, tais como as mudanças climáticas e as antrópicas, na evolução de uma paisagem. Sabendo disso, este trabalho avalia a evolução da paisagem pastoril do Parque Natural de Montesinho, por meio da interpretação de registos aerofotográficos do local estudado em datas diferentes, com o objetivo de quantificar as principais alterações no uso e ocupação das zonas de pastoreio de 1995 a 2021. O trabalho foi dividido em 2 etapas. A primeira consistiu no reajuste do Mapa de Vegetação Natural e Seminatural do PNM (1995) à geometria atualmente disponível da estrutura fundiária, nomeadamente a base de dados geográficos do Sistema de identificação parcelar (iSIP) conhecida como “parcelário”, apoiado em ortofotos de 1995. Essa etapa teve o intuito de corrigir e ajustar a geometria dos diferentes usos e ocupações do terreno. A segunda etapa foi realizada para atualizar a mesma cartografia, apoiados agora em uma ortofotoorto fotos de 2021 da mesma área observada na etapa anterior, a fim de obter a evolução do uso e ocupação do território ao longo desses 26 anos. Os resultados foram confirmados com visitas a campo e interpretações de imagens do Google Earth Pro, em diferentes estações do ano. Os resultados permitiram a criação de uma matriz de transição entre essas datas, possibilitando interpretar a tendência dessas transformações, e extrapolar para igual período futuro (2047). As principais transformações observadas na matriz agrícola foram as substituições dos sequeiros (- 53%) pela implantação de agricultura perene, como castanheiro (41%) e oliveira (3%). Na matriz florestal, houve um aumento dos carvalhais (18%) e giestais (30%), decorrente do abandono populacional da região estudada. Caso seja esta a tendência da transformação nos próximos 26 anos, tal exigirá da gestão do PNM, atitudes protetivas tanto em relação à paisagem e à população quanto aos investimentos na matriz agrícola, nomeadamente no que diz respeito ao risco de incêndios potenciado pelos fenómenos extremos associados à mudança climática. |
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| Autores principais: | Seripieri, Vitor Henrique Mistro |
| Outros Autores: | Seripieri, Vitor Henrique Mistro |
| Assunto: | Cartografia Vegetação natural e seminatural Matrizes de transição |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Analisar a transformação dos usos agrícolas e florestais de um território é uma das abordagens mais utilizadas para compreender o efeito de fatores, tais como as mudanças climáticas e as antrópicas, na evolução de uma paisagem. Sabendo disso, este trabalho avalia a evolução da paisagem pastoril do Parque Natural de Montesinho, por meio da interpretação de registos aerofotográficos do local estudado em datas diferentes, com o objetivo de quantificar as principais alterações no uso e ocupação das zonas de pastoreio de 1995 a 2021. O trabalho foi dividido em 2 etapas. A primeira consistiu no reajuste do Mapa de Vegetação Natural e Seminatural do PNM (1995) à geometria atualmente disponível da estrutura fundiária, nomeadamente a base de dados geográficos do Sistema de identificação parcelar (iSIP) conhecida como “parcelário”, apoiado em ortofotos de 1995. Essa etapa teve o intuito de corrigir e ajustar a geometria dos diferentes usos e ocupações do terreno. A segunda etapa foi realizada para atualizar a mesma cartografia, apoiados agora em uma ortofotoorto fotos de 2021 da mesma área observada na etapa anterior, a fim de obter a evolução do uso e ocupação do território ao longo desses 26 anos. Os resultados foram confirmados com visitas a campo e interpretações de imagens do Google Earth Pro, em diferentes estações do ano. Os resultados permitiram a criação de uma matriz de transição entre essas datas, possibilitando interpretar a tendência dessas transformações, e extrapolar para igual período futuro (2047). As principais transformações observadas na matriz agrícola foram as substituições dos sequeiros (- 53%) pela implantação de agricultura perene, como castanheiro (41%) e oliveira (3%). Na matriz florestal, houve um aumento dos carvalhais (18%) e giestais (30%), decorrente do abandono populacional da região estudada. Caso seja esta a tendência da transformação nos próximos 26 anos, tal exigirá da gestão do PNM, atitudes protetivas tanto em relação à paisagem e à população quanto aos investimentos na matriz agrícola, nomeadamente no que diz respeito ao risco de incêndios potenciado pelos fenómenos extremos associados à mudança climática. |
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