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Continuidade fluvial em mini-hídricas - o caso da Ribeira de Santa Natália

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As centrais Mini-Hídricas são aproveitamentos hidroelétricos com potências instaladas inferiores a 10 MVA. Regra geral, estas centrais são a fio de fio-de-água, ou seja, havendo armazenamento de água este será em pequena quantidade, minimizando os impactos ambientais em relação a uma central de albufeira. No entanto, os açudes característicos das mini-hídricas podem impedir a passagem de peixes, isolando as populações existentes a montante do açude. O presente trabalho incidiu no estudo das comunidades piscícolas presentes a montante e a jusante da Mini-hídrica da Ribeira de Santa Natália, pertencente à Região Hidrográfica 3 (RH3), afluente da margem direita do Rio Tâmega. O principal objetivo foi o de apurar a existência ou não de continuidade fluvial na zona da Mini-Hídrica e verificar a necessidade da implementação de um dispositivo de transposição para peixes no referido local. A amostragem da ictiofauna, foi realizada em três locais, tendo em consideração a localização de elementos (como açudes) que poderiam constituir barreira à passagem da mesma. Foram inventariadas quatro espécies piscícolas, nomeadamente, truta-de-rio (Salmo trutta), bordalo (Squalius alburnoides), boga do Norte (Pseudochondrostoma duriense) e enguia-europeia (Anguilla anguilla).A truta-de-rio e o bordalo, principais espécies capturadas, foram encontradas nos três locais de amostragem, verificando-se que a Ribeira de Santa Natália apresenta uma comunidade piscícola saudável e relativamente bem estruturada. As espécies boga e enguia apresentaram-se como residuais. Deste estudo, foi possível concluir que os açudes intermédios (açudes semi-desagregados de pequena dimensão), construídos no trecho da Ribeira de Santa Natália, não constituem por si só um obstáculo à passagem de peixes, pois é potencialmente possível, principalmente durante o período de Inverno, a sua transposição por esta comunidade para os troços mais a montante.
Autores principais:Santos, Cátia
Outros Autores:Varandas, Simone; Lopes, Marisa; Pereira, Vitor; Silva-Santos, Pedro; Teixeira, Amílcar
Assunto:Mini-hídrica Ictiofauna Continuidade fluvial
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:As centrais Mini-Hídricas são aproveitamentos hidroelétricos com potências instaladas inferiores a 10 MVA. Regra geral, estas centrais são a fio de fio-de-água, ou seja, havendo armazenamento de água este será em pequena quantidade, minimizando os impactos ambientais em relação a uma central de albufeira. No entanto, os açudes característicos das mini-hídricas podem impedir a passagem de peixes, isolando as populações existentes a montante do açude. O presente trabalho incidiu no estudo das comunidades piscícolas presentes a montante e a jusante da Mini-hídrica da Ribeira de Santa Natália, pertencente à Região Hidrográfica 3 (RH3), afluente da margem direita do Rio Tâmega. O principal objetivo foi o de apurar a existência ou não de continuidade fluvial na zona da Mini-Hídrica e verificar a necessidade da implementação de um dispositivo de transposição para peixes no referido local. A amostragem da ictiofauna, foi realizada em três locais, tendo em consideração a localização de elementos (como açudes) que poderiam constituir barreira à passagem da mesma. Foram inventariadas quatro espécies piscícolas, nomeadamente, truta-de-rio (Salmo trutta), bordalo (Squalius alburnoides), boga do Norte (Pseudochondrostoma duriense) e enguia-europeia (Anguilla anguilla).A truta-de-rio e o bordalo, principais espécies capturadas, foram encontradas nos três locais de amostragem, verificando-se que a Ribeira de Santa Natália apresenta uma comunidade piscícola saudável e relativamente bem estruturada. As espécies boga e enguia apresentaram-se como residuais. Deste estudo, foi possível concluir que os açudes intermédios (açudes semi-desagregados de pequena dimensão), construídos no trecho da Ribeira de Santa Natália, não constituem por si só um obstáculo à passagem de peixes, pois é potencialmente possível, principalmente durante o período de Inverno, a sua transposição por esta comunidade para os troços mais a montante.