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Cuidados ao cordão umbilical do recém-nascido

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O coto umbilical é um local propício à colonização de bactérias podendo originar infeções com elevado risco de vida para o recém-nascido. A existência de uma vasta diversidade de práticas nos cuidados ao coto umbilical, desencadeia dúvidas sobre qual a melhor e mais eficiente prática a adotar. Na prestação de cuidados de enfermagem especializada ainda não há práticas uniformizadas nos cuidados ao coto umbilical do recém-nascido. Objetivos: Identificar a melhor prática de enfermagem para os cuidados ao cordão umbilical do recém-nascido. Verificar se os cuidados prestados com a técnica dry care, em comparação com o uso de solutos, fornece melhor evidência científica na prevenção da infeção e na promoção adequada da queda do coto umbilical do recém-nascido. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura segundo a metodologia PICO (Problema, Intervenção, Comparação e Outcomes). Dos 67 artigos encontrados na plataforma Web of Science foram incluídos 10 para análise final segundo os critérios de inclusão estabelecidos. Foi aplicada a escala Oxford Centre for Evidence-Based Medicine para avaliação da qualidade dos estudos e atribuição dos níveis de evidência. A seleção dos estudos e a extração dos dados foi realizada de forma independente por dois revisores. Resultados: A evidência científica encontrada foi de elevada qualidade resultando de estudos de nível I e II. Dos 67 artigos, 60% evidenciam que a técnica dry care reduz o tempo de queda do coto umbilical, quando comparado com a aplicação de solutos. A técnica dry care reduz o risco de infeção quando comparado com a aplicação de solutos, contudo, nos países subdesenvolvidos em que a taxa de incidência de infeção e mortalidade neonatal é elevada, é adequado optar pela aplicação de antissépticos. A clorexidina apesar de atrasar o tempo de queda do coto umbilical é considerado o antisséptico mais adequado nos cuidados ao coto umbilical do recém-nascido nos países subdesenvolvidos. Conclusões: Nos países desenvolvidos, como é o caso de Portugal, sugere-se a implementação, na prática clínica das intervenções de enfermagem, o uso da técnica dry care, de forma a diminuir o tempo de queda e o risco de infeção nos cuidados ao coto umbilical do recém-nascido.
Autores principais:Pires, Catarina Sofia Martins
Assunto:Recém-nascido Cordão umbilical Cuidados de enfermagem Infeção
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O coto umbilical é um local propício à colonização de bactérias podendo originar infeções com elevado risco de vida para o recém-nascido. A existência de uma vasta diversidade de práticas nos cuidados ao coto umbilical, desencadeia dúvidas sobre qual a melhor e mais eficiente prática a adotar. Na prestação de cuidados de enfermagem especializada ainda não há práticas uniformizadas nos cuidados ao coto umbilical do recém-nascido. Objetivos: Identificar a melhor prática de enfermagem para os cuidados ao cordão umbilical do recém-nascido. Verificar se os cuidados prestados com a técnica dry care, em comparação com o uso de solutos, fornece melhor evidência científica na prevenção da infeção e na promoção adequada da queda do coto umbilical do recém-nascido. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura segundo a metodologia PICO (Problema, Intervenção, Comparação e Outcomes). Dos 67 artigos encontrados na plataforma Web of Science foram incluídos 10 para análise final segundo os critérios de inclusão estabelecidos. Foi aplicada a escala Oxford Centre for Evidence-Based Medicine para avaliação da qualidade dos estudos e atribuição dos níveis de evidência. A seleção dos estudos e a extração dos dados foi realizada de forma independente por dois revisores. Resultados: A evidência científica encontrada foi de elevada qualidade resultando de estudos de nível I e II. Dos 67 artigos, 60% evidenciam que a técnica dry care reduz o tempo de queda do coto umbilical, quando comparado com a aplicação de solutos. A técnica dry care reduz o risco de infeção quando comparado com a aplicação de solutos, contudo, nos países subdesenvolvidos em que a taxa de incidência de infeção e mortalidade neonatal é elevada, é adequado optar pela aplicação de antissépticos. A clorexidina apesar de atrasar o tempo de queda do coto umbilical é considerado o antisséptico mais adequado nos cuidados ao coto umbilical do recém-nascido nos países subdesenvolvidos. Conclusões: Nos países desenvolvidos, como é o caso de Portugal, sugere-se a implementação, na prática clínica das intervenções de enfermagem, o uso da técnica dry care, de forma a diminuir o tempo de queda e o risco de infeção nos cuidados ao coto umbilical do recém-nascido.