Publicação
Qualidade de vida auto percecionada e nível de atividade física após cirurgia bariátrica
| Resumo: | Avaliar a relação entre a qualidade de vida auto percecionada, o índice de massa corporal (IMC) e o nível de atividade física 5 meses após a cirurgia bariátrica. Método: estudo transversal de natureza quantitativa com 40 mulheres (idade = 45,18±10,98 anos) submetidas a cirurgia bariátrica. A recolha dos dados foi realizada em três períodos: dia anterior à cirurgia, 3 e 5 meses após a cirurgia. Foi realizada nos três períodos a avaliação antropométrica (peso e altura), avaliação do estado de saúde (escala SF-36) e avaliação do nível de atividade física (escala internacional de atividade física). Recorreu-se à análise estatística descritiva (m±DP), inferencial e à correlação de Pearson. Foi definido como nível de significância p < 0,05. Resultados: obteve-se uma redução de 25,4% do IMC entre a 1ª e 3ª avaliações acompanhado por melhorias significativas em todos domínios e componentes da qualidade de vida ao 5º mês pós-operatório: função física (92%); desempenho físico (63%); saúde geral (29%); vitalidade (17%); função social (4,4%); desempenho emocional (41,5%); saúde mental (18,7%); dor (30%). Verificou-se baixo nível de atividade física semanal (AFS) no pré-operatório (72,5%), maioria que prevaleceu até ao 3º mês pós-operatório (55%). Ao quinto mês pós-operatório, 32,5% da amostra referiu manter um baixo nível de AFS, adotando a restante amostra níveis moderados (47,5%) e altos (20%) de AFS. Verificou-se uma correlação negativa muito significativa entre o IMC e os domínios função física (r = -0,469, p < 0,01) e função social (r = -0,403, p < 0,01), uma correlação negativa significativa entre o IMC e os domínios desempenho físico (r = -0,337, p < 0,05) e saúde geral (r = -0,339, p < 0,05) e uma correlação positiva significativa entre o nível de atividade física semanal e o domínio saúde geral (r = 0,313, p < 0,05). Conclusões: A perda de peso e o aumento da atividade física em pacientes com obesidade mórbida submetidos a cirurgia bariátrica foram acompanhados por uma melhoria na qualidade de vida auto relatada. |
|---|---|
| Autores principais: | Nogueiro, Maria José Alves |
| Assunto: | Obesidade Exercício físico Enfermagem de reabilitação |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Avaliar a relação entre a qualidade de vida auto percecionada, o índice de massa corporal (IMC) e o nível de atividade física 5 meses após a cirurgia bariátrica. Método: estudo transversal de natureza quantitativa com 40 mulheres (idade = 45,18±10,98 anos) submetidas a cirurgia bariátrica. A recolha dos dados foi realizada em três períodos: dia anterior à cirurgia, 3 e 5 meses após a cirurgia. Foi realizada nos três períodos a avaliação antropométrica (peso e altura), avaliação do estado de saúde (escala SF-36) e avaliação do nível de atividade física (escala internacional de atividade física). Recorreu-se à análise estatística descritiva (m±DP), inferencial e à correlação de Pearson. Foi definido como nível de significância p < 0,05. Resultados: obteve-se uma redução de 25,4% do IMC entre a 1ª e 3ª avaliações acompanhado por melhorias significativas em todos domínios e componentes da qualidade de vida ao 5º mês pós-operatório: função física (92%); desempenho físico (63%); saúde geral (29%); vitalidade (17%); função social (4,4%); desempenho emocional (41,5%); saúde mental (18,7%); dor (30%). Verificou-se baixo nível de atividade física semanal (AFS) no pré-operatório (72,5%), maioria que prevaleceu até ao 3º mês pós-operatório (55%). Ao quinto mês pós-operatório, 32,5% da amostra referiu manter um baixo nível de AFS, adotando a restante amostra níveis moderados (47,5%) e altos (20%) de AFS. Verificou-se uma correlação negativa muito significativa entre o IMC e os domínios função física (r = -0,469, p < 0,01) e função social (r = -0,403, p < 0,01), uma correlação negativa significativa entre o IMC e os domínios desempenho físico (r = -0,337, p < 0,05) e saúde geral (r = -0,339, p < 0,05) e uma correlação positiva significativa entre o nível de atividade física semanal e o domínio saúde geral (r = 0,313, p < 0,05). Conclusões: A perda de peso e o aumento da atividade física em pacientes com obesidade mórbida submetidos a cirurgia bariátrica foram acompanhados por uma melhoria na qualidade de vida auto relatada. |
|---|