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Cultivo de leguminosas para sideração em olival. Monitorização do processo de mineralização da biomassa com uma técnica de incubação in situ

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Resumo:As leguminosas podem obter o N de que necessitam a partir da atmosfera através de uma relação de simbiose que estabelecem com estirpes específicas de rizóbios. O N contido na sua biomassa pode posteriormente ser usado por outra cultura após ser mineralizado. Neste trabalho estudou-se a mineralização de N a partir da biomassa de leguminosas cultivadas num olival de sequeiro. O ensaio decorreu em Suçães, Mirandela (NE Portugal). Usaram-se quatro tratamentos, designadamente tremoço branco, uma mistura de leguminosas pratenses, vegetação natural fertilizada com 60 kg N h a -I e vegetação natural não fertilizada. A biomassa produzida foi destruída com destroçador de correntes e deixada sobre o solo como mulching. A mineralização de N foi monitorizada com uma técnica de uma incubação in situ, que consistiu no enterramento de tubos de PVC diretamente contra o solo. Procedendo a incubações sequenciais foi possível obter a mineralização líquida de N ao longo do tempo. No talhão de tremoceiro atingiram-se os valores mais elevados de N mineralizado, com 73.0 kg N ha-1 acima da modalidade vegetação natural sem fertilização. Os resultados da mistura de leguminosas pratenses foram mais modestos com 30.8 kg N ha·' acima da testemunha. A adubação azotada provocou também um estímulo na mineralização de N (mais 43.9 kg N ha·' que a testemunha), atribuído ao maior desenvolvimento vegetativo da biomassa herbácea da estação de crescimento anterior que a seguir se mineraliza e eventualmente ao efeito priming do fertilizante. O maior pico de mineralização ocorreu no início do Outono, em particular no talhão do tremoceiro, sendo o pico de mineralização do início da Primavera menos relevante. Este resultado levanta reservas quanto à eficiência de uso do N mineralizado a partir da biomassa das leguminosas, uma vez que nesta estação a oportunidade de absorção radicular pelas oliveiras é limitada, sendo elevado o potencial de perdas de N por lixiviação e desnitrificação.
Autores principais:Rodrigues, M.A.
Outros Autores:Ferreira, Isabel Q.; Claro, Ana Marília; Arrobas, Margarida
Assunto:Sideração Olival
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:As leguminosas podem obter o N de que necessitam a partir da atmosfera através de uma relação de simbiose que estabelecem com estirpes específicas de rizóbios. O N contido na sua biomassa pode posteriormente ser usado por outra cultura após ser mineralizado. Neste trabalho estudou-se a mineralização de N a partir da biomassa de leguminosas cultivadas num olival de sequeiro. O ensaio decorreu em Suçães, Mirandela (NE Portugal). Usaram-se quatro tratamentos, designadamente tremoço branco, uma mistura de leguminosas pratenses, vegetação natural fertilizada com 60 kg N h a -I e vegetação natural não fertilizada. A biomassa produzida foi destruída com destroçador de correntes e deixada sobre o solo como mulching. A mineralização de N foi monitorizada com uma técnica de uma incubação in situ, que consistiu no enterramento de tubos de PVC diretamente contra o solo. Procedendo a incubações sequenciais foi possível obter a mineralização líquida de N ao longo do tempo. No talhão de tremoceiro atingiram-se os valores mais elevados de N mineralizado, com 73.0 kg N ha-1 acima da modalidade vegetação natural sem fertilização. Os resultados da mistura de leguminosas pratenses foram mais modestos com 30.8 kg N ha·' acima da testemunha. A adubação azotada provocou também um estímulo na mineralização de N (mais 43.9 kg N ha·' que a testemunha), atribuído ao maior desenvolvimento vegetativo da biomassa herbácea da estação de crescimento anterior que a seguir se mineraliza e eventualmente ao efeito priming do fertilizante. O maior pico de mineralização ocorreu no início do Outono, em particular no talhão do tremoceiro, sendo o pico de mineralização do início da Primavera menos relevante. Este resultado levanta reservas quanto à eficiência de uso do N mineralizado a partir da biomassa das leguminosas, uma vez que nesta estação a oportunidade de absorção radicular pelas oliveiras é limitada, sendo elevado o potencial de perdas de N por lixiviação e desnitrificação.